
Ao inovar, o mundo do samba contagiou e sofreu contágio de identidades que foram compartilhadas, fazendo surgir várias outras inovações que fizeram do samba algo formador do imaginário nacional.
Hoje se comemora o Dia Nacional do Samba, acho que esta data deveria ser muito mais, um momento de reflexão do que entretenimento.
Nós, sambistas e amantes do samba, deveríamos prestar melhor atenção nesta onda de positividade que tomou da relação do samba com alguns setores da sociedade, que outrora combatiam e discriminavam o samba, mas que hoje posa de aliado e nos oferecem mundos e fundos. Qual o sentido disso?
Depois que essa gente se aproximou do samba, muita coisa mudou, e para pior, pis o caminho percorrido pelo samba, e principalmente pelo grupo das principais escolas de samba, não foi o do sonho, mas dos interesses econômicos que vem fazendo dos desfiles de escolas de samba uma peça publicitéria e grade de programação de TV.
As inovações do mundo do samba devem ser implantadas pelos sambistas e não estarem a reboque de interesses estranhos dos chamados "amigos do samba" que querem, na maioria das vezes, se beneficiarem dos sambistas.
O Dia Nacional do Samba é o momento de dizermos para muita gente quem manda no samba. Que o samba é algo que nasceu da espontaneidade histórica do povo pobre, em especial dos afro descendentes. Qualquer tentativa de esconder esta realidade, na verdade uma maneira que alguns grupos hegemônicos vêm encontrando para esvaziar o mundo do samba do sentido próprio.




































O G.R.E.S. Sabiá abriu sua quadra no último domingo (14 de setembro) e realizou uma grande festa para comemora sua volta ao carnaval de Niterói, após 14 anos. Desde o meio-dia antigos componentes, convidados e moradores da Vila Ipiranga - comunidade na qual há 70 anos era fundada a escola - lotaram a quadra.



