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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Tuiuti abre inscrições para alas de comunidade

O Paraíso do Tuiuti inicia na próxima segunda-feira, dia 17 de julho, as inscrições para as suas alas de comunidade. A partir das 19h os interessados podem comparecer na quadra da agremiação. É necessário levar o RG e duas fotos 3x4. Além de toda segunda-feira, os cadastros também podem ser efetivados às quartas-feiras, sempre de 19h às 21h.

Após as inscrições os componentes precisam comparecer aos ensaios agendados pela comissão de carnaval do Paraíso do Tuiuti para terem direito a uma fantasia. A quadra da escola fica no Campo de São Cristóvão, 33.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Tuiuti faz festa para apresentação do samba enredo

segunda-feira, 10 de julho de 2017
O Paraíso do Tuiuti promoveu uma festa para apresentação oficial de seu samba-enredo na última sexta-feira, dia 07 de julho. A obra foi composta por Claudio Russo, Moacyr Luz, Dona Zezé, Jurandir e Aníbal, e dá música ao enredo ``Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?``.

O tema será desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos.

Confira a galeria de fotos da festa 
(Fotos: Eduardo Hollanda)















































terça-feira, 16 de maio de 2017

Tuiuti apresenta sinopse mas não promoverá disputa de samba

16 de maio de 2017
O Paraíso do Tuiuti apresentou a sinopse de seu enredo para o Carnaval 2018 na noite da última sexta-feira, 12 de maio. A agremiação de São Cristóvão terá como tema ``Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?``, enredo referente aos 130 anos da Lei Áurea, assinada em 1888 que será desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos.

Durante o evento a diretoria da agremiação anunciou que não haverá disputa de samba este ano. O samba será feito por três compositores oriundos da escola - Dona Zezé, Aníbal e Jurandir - e outros dois consagrados do gênero - Moacyr Luz e Cláudio Russo. Para a diretoria da escola a ideia, além de premiar três figuras históricas de sua ala de compositores, visa garantir ainda mais qualidade à obra. O samba-enredo tem previsão de ser apresentado no mês de agosto. 

Confira a sinopse do enredo:

G.R.E.S. PARAÍSO DO TUIUTI - Carnaval 2018
MEU DEUS, MEU DEUS, ESTÁ EXTINTA A ESCRAVIDÃO?

Velha companheira de caminhada da Humanidade.
A ideia de superioridade, divina ou bélica, cobriu-a com o manto do poder.
Pela força ergueu impérios e sustentou civilizações.
Pela alienação justificou injustiças e legitimou a discriminação.
Ganhou nome quando eslavos viraram ‘escravos’ nas mãos dos bizantinos.
Dominou mundo afora, invadiu terras adentro, expandiu a ganância mercantilista e fez da exploração do continente negro seu maior mercado.
Viu senhores mouros do norte africano ostentarem servos de pele alva e olhos azuis mediterrâneos, enquanto negociavam artigos de luxo e peças de ébano.
Cativou povos, devastou territórios, extraiu riquezas do solo e de animais em nome de coroas europeias.
Era rentável negócio até para chefes negros que a alimentavam com gente de sua gente.
Levou uma raça a oferecer-lhe da própria carne.
Separou famílias, subjugou reis, aprisionou guerreiros, reduziu seres humanos a mercadorias.
Calunga Grande muito ouviu os lamúrios dos Tumbeiros abarrotados em sua ordem.
Calunga Pequena muito acolheu os vencidos pela sua sentença.
Plantou seus filhos em nossos canaviais, cafezais e minas de ouro e diamantes.
Lavou com sangue negro o chão das senzalas e os pés-de-moleque das cidades.
Foi senhora de todos os senhores, mãe das sinhás, amante dos feitores.
Marcou com ferro os que ousavam lhe renegar, levantar a cabeça.
Perseguiu os de alma indomável que corriam ao encontro do sonho quilombola.
Quimeras da liberdade de uma raça pirraça fortificadas entre serras e matas que teimavam lhe enfrentar.
Porém, as eras de prática envenenaram até as mais legítimas das lutas quando expuseram suas raízes humanas nos quilombos.
Provocou precisa e astuta fusão entre crenças apadrinhadas pela fé, amparo do rosário das desventuras nesse benedito logradouro.
Coroou santos reis e sagradas rainhas ao som de louvores batucados. Fitas da linha do tempo presente e passado. Espelhos da ancestralidade.
Ouviu os ventos soprados de longe que ressoaram brados iluminados de liberdade pelas paragens brasileiras.
Abolir-te foi palavra de ordem.
Utopia e justiça para uns. Falência e loucura para outros. Caminho sem volta para muitos.
“O homem de cor” ganhou voz pelas ruas, força nos punhos da população, para além das leis parcialmente libertadoras.
Contudo, mesmo enfraquecida, sobrevivia sob a égide dos grandes latifundiários e nas vistas grossas da hipocrisia.
Ferida com a ponta afiada da pena de ouro que a áurea princesa empunhou ao assinar sua redentora extinção, maquinada por uma sedenta revolução industrial de sotaque inglês, caiu.
Uma voz na varanda do Passo ecoou:
- Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão!
Folguedos, bailes, discursos inflamados e fogos de artifício mergulharam o povo em dias de êxtase e glória.
Pão e circo para aclamação de uma bondade cruel, pois não houve um preparo para a libertação e ela não trouxera cidadania, integração e igualdade de direitos.
Mais viva do que nunca, os aprisionou com os grilhões do cativeiro social.
Ainda é possível ouvir o estalar de seu açoite pelos campos e metrópoles.
Consumimos seus produtos.
Negligenciamos sua existência.
Não atualizamos sua imagem e, assim, preservamos nossas consciências limpas sobre as marcas que deixou tempos atrás.
Segue vivendo espreitada no antigo pensamento de “nós” e “eles” e não nos permite enxergar que estamos todos no mesmo barco, no mesmo temeroso Tumbeiro, modernizando carteiras de trabalho em reformadas cartas de alforria.

Jack Vasconcelos
carnavalesco

Bibliografia consultada:
LOVEJOY, Paul E., A escravidão na África, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.
MOURA, Clovis, Dicionário da escravidão negra no Brasil, São Paulo: Edusp, 2004.
NABUCO, Joaquim, O Abolicionismo, Brasília: UnB, 2003.
NARLOCH, Leandro, Guia politicamente incorreto da história do Brasil, São Paulo: Leya, 2009.
PATTERSON, Orlando, Escravidão e morte social - Um estudo comparativo, São Paulo: Edusp, 2009.
PÉTRÉ-GRENOUILLEAU, Olivier, A história da escravidão, São Paulo: Boitempo, 2009.
PINSKY, Jaime, A escravidão no Brasil, São Paulo: Contexto, 2000.
SALLES, Ricardo; MARQUESE, Rafael, Escravidão e capitalismo histórico no século XIX - Cuba, Brasil e Estados Unidos, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016.
VERGER, Pierre, Fluxo e refluxo do tráfico de escravos entre o Golfo de Benin e a Bahia de Todos os Santos: dos séculos XVII a XIX, 2ª edição, Salvador: Corrupio, 1987.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Tuiuti entrega sinopse nesta sexta

12 de maio de 2017
130 anos da Lei Áurea
O Paraíso do Tuiuti entrega nesta sexta-feira, dia 12 de maio, a partir das 20h, em sua quadra de ensaios, a sinopse do enredo para o Carnaval 2017. A agremiação de São Cristóvão levará para a Avenida os 130 anos da Lei Áurea como tema de seu enredo. Assinada em 13 de maio de 1888 pela Princesa Isabel, a lei aboliu a escravidão no Brasil. 

(Foto: Eduardo Hollanda)

O desfile terá assinatura do carnavalesco Jack Vasconcelos e o evento contará também com uma roda de samba. A entrada é franca. A quadra do Tuiuti fica no Campo de São Cristóvão, 33.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Casal do Tuiuti já ensaia para o Carnaval 2018

 10 de abril de 2017 
Para o Carnaval 2018, o Paraíso do Tuiuti terá Danielle Nascimento e Marlon Flores estreando uma parceria na Marquês de Sapucaí. Por mais que se conheçam desde os tempos de Portela, onde ela era a primeira porta-bandeira e ele o segundo mestre-sala, ambos estão cientes da responsabilidade e do que deve ser feito.

Danielle e Marlon se apresentam na festa de 65 da escola de São Cristóvão
(Foto: Eduardo Hollanda)

"Marlon e eu já iniciamos o trabalho desde semana passada e costumo trabalhar o ano inteiro para manter o ritmo, preparo físico e entrosamento do casal. Admiro muito o Marlon como mestre-sala! Ele tem a mistura da dança tradicional e a inovação no ponto certo! Dancei algumas vezes com ele quando ele e desde aquela época percebemos que tínhamos química na dança! Ele é ótimo de se trabalhar", afirma Danielle.

Dona de quatro notas 10 no último carnaval, a porta-bandeira carrega uma boa experiência na Marquês de Sapucaí. Essa característica é importante na mescla com a juventude que Marlon Flores traz. Ela explica como costuma se relacionar com os profissionais que trabalha. "Eu sou muito vibradora e comprometida e é isso que tento passar para os meus pares, além da experiência de avenida. Tento ter uma boa sintonia e dividir o peso dessa imensa responsabilidade. Mostrando que com humildade, e aceitando ajuda de grandes profissionais, como nosso coreógrafo Fabio Costa, nosso personal Hernandes Marques, e nossa equipe, consigamos chegar ao objetivo final", concluiu a porta-bandeira.

Danielle e Marlon, assim como toda a equipe de carnaval do Paraíso do Tuiuti, foram apresentados oficialmente à comunidade da escola na última quarta-feira, 05 de abril, data que marcou o aniversário da azul e amarela de São Cristóvão. Confira as fotos da festa:


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