CADÊNCIA DA BATERIA

O maior encontro de bandeiras de Niterói

NA CADÊNCIA DA BATERIA

Cobrindo os desfiles de Niterói desde a Revitalização

NA CONCEIÇÃO OU NO CAMINHO NIEMEYER

Carnaval de Niterói é na Cadência

CARNAVAL DE NITERÓI

A Cadência valoriza nossas agremiações

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O CARNAVAL DE NITERÓI PASSA AQUI

NA CADÊNCIA DA BATERIA

O maior acervo do Carnaval de Niterói

CADÊNCIA DA BATERIA

Carnaval de Niterói. Ontem e hoje!

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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Akia de Almeida é o novo coreógrafo da comissão de frente da Tradição

segunda-feira, 14 de outubro de 2019
Quinta escola a desfilar na Série B do Carnaval 2020, a Tradição tem reforçado sua equipe visando ao título e o retorno à Sapucaí. O mais novo contratado é o coreógrafo Akia de Almeida, que comandará a comissão de frente da escola no desfile da terça de Carnaval, na Estrada Intendente Magalhães.

Com ampla experiência no samba, Akia é pesquisador, historiador e dançarino de danças populares brasileiras de matriz africana e indígena há 14 anos. Além disso, segundo ele, tem domínio técnico em danças, como ballet e jazz. "Sou de família que sempre adorou escola de samba, assim já fui componente de vários seguimentos como bateria, passistas, entre outros, ainda, no final dos anos 90. Desde de 2002, sou comissão de frente, destaque para as comissões da Unidos da Tijuca 2004/2005. E, mais recentemente, sendo o único comissão a ser Tri-Estandarte de Ouro em dois anos, sendo uma pela União da Ilha, em 2017, e duas pela Paraíso do Tuiuti, em 2018", destacou.

Feliz ao receber o convite da presidente Raphaela Nascimento para estar à frente da comissão de frente, o coreógrafo agradeceu e aceitou o desafio, acrescentando que trabalhará com sua equipe com dedicação para fazer um belo espetáculo da Avenida, conquistar o público da Intendente e obter as notas máximas. "Em breve estarei iniciando os ensaios com o grupo para prepararmos a comissão para o desfile oficial. A comunidade pode esperar um espetáculo grandioso como é a nossa querida Tradição. O enredo "Mãe Gentil, seus filhos clamam por ti!" é belíssimo e vamos fazer um grande Carnaval", ressaltou.

Acadêmicos de Jacarepaguá anuncia vagas para diretores de ala

segunda-feira, 14 de outubro de 2019
A Acadêmicos de Jacarepaguá está a procura de diretores de ala para o carnaval 2020. A escola convida os interessados em fazer parte da agremiação.
Dúvidas e informações:

(21) 97914-3868 - Charles Cruz (Departamento de Carnaval)

Em 2020, a tricolor de Jacarepaguá desfilará com o enredo "Rainha Divina, a Deusa encantada.", de desenvolvimento do Carnavalesco Gheorge Giordano, pelo Grupo E da ACAS, no sábado das campeãs.

Glayce Borges assume Ala de Baianas do Engenho da Rainha

segunda-feira, 14 de outubro de 2019
Chegando para assumir o comando da ala de baianas do Acadêmicos do Engenho da Rainha, Glayce Borges, veterana e apreciadora do Carnaval e do samba, sempre teve bons olhos para a arte. Espelhada na mãe, que foi passista da Mocidade Independente de Padre Miguel e hoje integra a ala de baianas daquela agremiação, desenvolveu um carinho especial por este segmento.

Há 5 anos desfilando como baiana da Mocidade, 4 na Unidos de Padre Miguel e 2 na Unidos de Bangu, continua firme e forte dando giros e mais giros, inclusive fora do território carioca, recebendo vários convites de diversas agremiações.

O encantamento pela ala de baianas cresce quando se fala em história, cultura e tradição, o que faz o segmento ter um tempero ainda mais especial, sendo um dos mais respeitados do Carnaval, disse ela. "...para mim é uma felicidade enorme fazer parte desta ala. Estou muito feliz pelo convite do presidente Paulo Henrique para assumir a ala de baianas do Acadêmicos do Engenho da Rainha, com certeza farei o meu melhor, e vamos com tudo para o Carnaval de 2020."

O Acadêmicos do Engenho da Rainha será a 9a escola a desfilar pela Liga L.I.V.R.E.S, na Intendente Magalhães pela Série B, com o enredo: "De Roliúde ao Sertão - Luz, Câmera, Ação!", do carnavalesco Leo Jesus.

Quadra da Manguinhos recebe "Projeto Ziquinha" de Mestre-sala e Porta-bandeira

segunda-feira, 14 de outubro de 2019
Formando os futuros sambistas, a Unidos de Manguinhos abriu as portas para o "Projeto Ziquinha" comandado por Michele e Wallace em busca de formar novos casais de Mestre-sala e Porta-bandeira.

As aulas acontecem toda quinta-feira, a partir das 19h, e são válidas para crianças a partir dos 7 anos e adultos. Os interessados devem comparecer no horário das aulas portando:

CRIANÇAS
Xerox da Certidão de Nascimento
2 Fotos 3X4
Documento do Responsável
Declaração escolar
Xerox do comprovante de residência

ADULTOS

Xerox documento com foto (Rg)
Foto 3x4
Xerox do comprovante de residência

A quadra da Manguinhos fica na Av. Democráticos - 32 - Manguinhos.

Vila Santa Tereza apresenta protótipos do enredo sobre Rosa Magalhães no domingo

segunda-feira, 14 de outubro de 2019
A Vila Santa Tereza promove no próximo domingo, 20, a partir das 14h, a Festa dos Protótipos do Carnaval 2020 para apresentar os figurinos que irão compor o enredo "No Saçarico da Intendente, a Vila Santa Rosa", uma homenagem a carnavalesca Rosa Magalhães. Além das 19 fantasias que serão mostradas, o público presente também vai curtir roda de samba e apresentação dos segmentos da Azul e Branca de Rocha Miranda/Coelho Neto. "Todo nosso projeto passou pela Rosa e sua assistente antes de começar a sua realização. Estamos felizes com o resultado e a nossa homenageada também, faremos um desfile a altura que ela merece", revelou o carnavalesco Caaio Araujo.

O evento acontece na quadra da escola localizada na Rua Ururaí - 365 - Coelho Neto. A entrada será R$5.

As Melhores da Avenida em 2020

segunda-feira, 14 outubro 2019
Nossa colunista Lucélia Vargas volta à Cadência para falar das beldades que desfilarão sua beleza no  Carnaval de 2020. 

Viviane Araújo, uma das mais conhecidas Rainhas da Avenida (foto: Gabriel Nascimento | Riotur)

As Escolas já estão bombando! 
A primeira consideração a ser feita é a mudança de padrão das Rainhas de Bateria. As meninas das Comunidades estão realmente ficando de lado. Vamos ver personalidades, mulheres famosas, beldades midiáticas. Porque? 

Fico na opção de que as escolas querem mídia mesmo. As famosas chamam público. Quem não vai enlouquecer ao ver Iza defendendo a Imperatriz Leopoldinense, escola que já teve Luíza Brunnet como marca registrada na frente da sua bateria? 

Quem não vai esperar passar Aline Riscado, Viviane Araújo, Paolla Oliveira? Vai ser babado!

Iremos contestar samba no pé ou glamour? Iremos contestar que o merecimento seria das meninas da comunidade ou a grana que a escola que vem com uma Rainha da mídia consegue para custear seus gastos?

Samba no pé ficou para a Ala das Passistas ou para uma ou outra Musa. Nossas Rainhas de hoje em dia precisam ter carisma e glamour. Precisam ser aprovadas e abraçadas pela comunidade. E o glamour? 

Gente, já viram as coroações? Elas entram em meio a uma estrutura teatralizada! A Rainha vem como merece, com toda uma estrutura montada para que a Coroação seja um acontecimento histórico! As roupas passaram a ser de realeza. Nada de mostrar demais. Existe agora um porte. Existe uma classe. A Rainha tem que ter classe. 

A comunidade vibra com a simpatia que elas trazem no rosto. Porque o samba no pé foi substituído pelo sorriso farto. Pelos braços esvoaçantes. Pela aclamação do público e a resposta dada a ele, seja com carinho, seja com sorriso, seja mandando beijos e mais beijos.

Hoje não falarei de nenhuma em especial. Nas próximas colunas, vamos falar de uma em uma que forem sendo coroadas e também das Musas que estão vindo representar as escolas.

Ouso dizer que o padrão de Musa também mudou. Mas isso deixo pra próxima coluna.

Até lá!

Lucélia Vargas

Sossego promove grande festa para lançamento do Carnaval 2020 no próximo sábado

segunda-feira, 14 de outubro de 2019
O Acadêmicos do Sossego prepara uma grande festa no próximo sábado, 19, no Ginásio do Clube 5 de Julho. A partir das 16h e com entrada franca, a Azul e Branca recebe os convidados e a comunidade do Largo da Batalha. A ocasião marcará a comemoração dos 50 anos da agremiação e do lançamento do Carnaval 2020.

Entre as atrações do evento, haverá a posse do Presidente Hugo Junior e toda sua diretoria, além da coroação da Rainha de Bateria Celi Costa.

O presidente Hugo com o 1º casal da Sossego

O público presente também curtirá o show da coirmã Unidos do Porto da Pedra entoando os sambas antológicos do Tigre de São Gonçalo.

Na voz do Intérprete Guto, o samba-enredo será apresentado oficialmente. A obra foi composta pelos compositores Orlando Ambrósio, Diego Nicolau, Richard Valença, Renan Diniz, Jefferson Oliveira, Chaynne Santos, Jp Monteiro, Dudu Senna, Thiago Vaz, Professor Laranjo, Sérgio Joca e Mário da Vila Progresso.

O Clube 5 de Julho fica localizado na Av. do Contorno s/n - Barreto - Niterói (Ao lado da Quadra da Unidos do Viradouro).

O Acadêmicos do Sossego abrirá o sábado de Carnaval da Série A com o enredo "Os Tambores de Olokun", do carnavalesco Marco Antonio Falleiros.

Celi Costa reinará à frente da bateria do Acadêmicos do Sossego

A Swing da Batalha já tem uma nova majestade. Celi Costa reinará à frente dos ritmistas do Mestre Laion Jorge na Sapucaí em 2020. Secretária Executiva, a rainha já foi passista do Salgueiro e desfilou como composição em carros alegóricos. Afastada da avenida por três anos, Celi retorna a passarela do samba no cargo mais cobiçado entre as beldades. "Fiquei lisonjeada com o convite da escola, estou muito feliz em voltar à Sapucaí ainda mais como Rainha de Bateria do Acadêmicos do Sossego. Já conversei com o Mestre Laion, já quero começar a frequentar os ensaios da bateria para fazermos um belo trabalho", revelou Celi.




Luciana Telles é a nova musa da Azul e Branco

A atleta, chef de cozinha e naturopata terapêutica, Luciana Telles vai brilhar na Marquês de Sapucaí como musa da escola de samba Acadêmicos do Sossego. Apaixonada por carnaval, Luciana virá à frente da ala coreografada da agremiação que abre o segundo dia de desfiles do Grupo de Acesso no Carnaval 2020.

A nova musa da Azul e Branco do Largo da Batalha é especializada em alimentação saudável e presta atendimento usando terapias naturais para auxiliar no emagrecimento. Luciana promete atravessar a avenida deslumbrante e representando bem toda a comunidade da Sossego: "Morei um tempo em Niterói e meu coração bateu mais forte quando surgiu a possibilidade de desfilar pela escola".

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Garra de Ouro divulga enredo 2020 em data histórica.


sexta-feira, 11 de outubro de 2019.
No dia em que se comemora o 194º aniversário de Maria Firmina dos Reis, a primeira romancista e escritora negra brasileira, a precursora de todas as outras. o GRCES Garra de Ouro divulga seu enredo para o Carnaval 2020. "Mulheres Negras do Cais. Resistência, pensamento e poesia, no mar do Garra de Ouro", é o título do enredo desenvolvido pelo pesquisador e professor Carlos Mariano.

"É no mar de Iemanjá, com sua beleza e poesia, quem guia as mulheres negras do cais para um encontro de amor, força e coragem com sua ancestralidade. As escritoras Maria Firmina Dos Reis, Conceição Evaristo, Eliana Alves, Elisa Lucinda, Lia Vieira e Débora Moreno, mergulharão no mar do Grêmio Recreativo e Cultural GARRA DE OURO para pensar e revelar, por um olhar autêntico, fecundo e transformador, a existência do negro", narra a sinopse.

O presidente Cidiclei da Costa, a vice-presidente Tia Tunica, o presidente de honra Sidnei dos Santos e toda a direção do Garra de Ouro apostam mais uma vez num tema que enaltece o negro, que mexe com a história de todo país, identidade que a agremiação do Largo da Batalha vem consolidando nos últimos desfiles.

Em 2020, a Garra de Ouro será a quarta escola a desfilar pelo Grupo B na segunda-feira de carnaval.

Identidade - Fundado em 2003, o Garra de Ouro participa dos desfiles de Niterói desde a revitalização 2006. Ao longo dos anos vem inserindo em seus enredos, temas sobre personagens e histórias do povo negro. No último carnaval a escola apresentou uma bela homenagem ao importante líder abolicionista, Luiz Gama, que também será enredo do Acadêmicos do Cubango em 2020. O propósito do Garra de Ouro é agregar pessoas adeptas à causa, construindo um círculo comum, conscientizando e divulgado histórias do nosso povo.

Confira a sinopse do enredo de autoria do professor e pesquisador Carlos Mariano

Apresentação

É o mar de Iemanjá, com sua beleza, poesia e mistério, quem guia as mulheres negras do cais para um encontro de amor, fecundidade, força e coragem com sua ancestralidade. Maria Firmina dos Reis, Conceição Evaristo, Eliana Alves, Elisa Lucinda, Lia Vieira e Débora Moreno, mergulharão no mar da imaginação do Grêmio Recreativo e Cultural Garra de Ouro para pensar e revelar ao público da Rua da Conceição, uma maneira autêntica de narrar a existência do negro na sociedade brasileira. E mais do que isso, mostrar esse pensamento negro pelo olhar singular e fecundo da mulher.

Ao longo do nosso desfile, mostraremos através das narrativas dessas seis mulheres, que a mãe África é muito mais que sofrimento, escravidão e religiosidade. É também fazedora de um conhecimento que foi transformado em cultura e saber que forjou a nação brasileira.

Portanto, nessa narrativa, a dor, o saque, a violência corporal e a distância da África serão transformadas, por essas mulheres, em resistência, amor e poesia, reconstruindo assim, uma maneira extraordinária de falar do negro, em especial da mulher negra.

A partir de um olhar feminino a herança deixada pela ancestralidade africana, desde sua chegada ao Brasil, será lembrada e reconstituída por essas escritoras, por meio de uma escrita que Conceição Evaristo vai classificar de escrevivência. Nela, o corpo negro se torna um reino da subjetividade, onde as lembranças afetivas e memórias de pele constroem um percurso textual marcado pela luta da afirmação de uma identidade negra e a reversão do discurso estereotipado construído sobre o negro ao longo do tempo.

É dentro desse contexto da escrevivência de Conceição Evaristo que aparecerão nossas negras escritoras do cais. A primeira é Maria Firmina dos Reis, uma mulher a frente do seu tempo. Pioneira romancista brasileira, Firmina traz no seu romance Úrsula, três personagens negros do século XIX, quando vigorava no Brasil, o triste sistema escravista do qual ela, foi uma crítica contumaz. Os personagens são Túlio, Susana e Antero, obviamente escravos na sociedade brasileira da época, mas que no seu romance se transformam em seres humanos (bem diferente da visão de “mercadoria”, de “coisa”, de “objeto de lucro” comum no período) e livres, com vozes e sentimentos próprios. Úrsula é uma obra literária que faz parte do chamado romantismo brasileiro, movimento literário que tem como características o nacionalismo, o subjetivismo, o individualismo e a idealização da figura da mulher. No Brasil, o romantismo toma contornos muito mais conservadores. A maioria dos escritores românticos é ligada a uma aristocracia escravocrata e machista. Liberdade e transformação, virtudes que presenciamos no romantismo europeu, passarão batidos no nosso Brasil Império e conservador. Mas, é aí, que está a genialidade e o pioneirismo de Firmina: ela, como mulher e negra, em seu romance, rompe com duas chagas da nossa cultura, o racismo e o machismo. Úrsula é um romance que deveria estar presente em sala de aula para ser estudado em Literatura. Entretanto, não só não está como foi esquecido!Assim como também Maria Firmina dos Reis. Nosso enredo quer corrigir esse erro absurdo!

Conceição Evaristo aparece como uma extraordinária alegoria, que vem para resgatar e preservar a luta das nossas mulheres pretas do cais. Na sua forma de pensar a escrevivência, Conceição (me permitam chamá-la pelo primeiro nome, pois esse enredo trata-se de mulheres) resgata Maria Firmina dos Reis como uma escritora que falou da ancestralidade negra, como protagonista do seu corpo, de sua alma e de sua gente. Conceição Evaristo continua mergulhada em nosso enredo, nesse mar de histórias e memórias. Nascida nos quilombolas modernos da nossa contraditória e injusta sociedade brasileira, as favelas, ela construirá uma recente obra literária na qual, a palavra se torna uma ferramenta de resistência contra um racismo que insiste em corroer os alicerces da nossa sociedade e impede nossa frágil e jovem democracia de florescer. Com sua escrita valente e contumaz, Conceição transforma a narrativa literária em uma eterna carta de alforria, gritando que a mulher negra quer se sentir pertencente numa sociedade, que insiste em defender e manter a exclusão.

Em 2018, Conceição Evaristo, num ato que mostra bem o que é ser uma artista, cidadã do seu tempo, bate na porta da Academia Brasileira de Letras (ABL), como um poderoso surdo de marcação, e propõe que seja ela, negra, mulher e escritora, que falou como ninguém em liberdade, que tomasse posse da cadeira número 7 da Academia. Cadeira esta, que pertencia a Castro Alves: escritor abolicionista branco, considerado o patrono literário do movimento abolicionista. Com essa atitude, militante e histórica, Conceição coloca a nossa conservadora Academia em cheque. Nessa posição, a ABL não se constrange e nem se sensibiliza com seu tão amoroso, histórico e justo discurso. Não só não a elege para a cadeira, como coloca no lugar de Castro Alves, Cacá Diegues, branco, que é cineasta.

Nesse revolto mar do Garra de Ouro emerge, das águas cristalinas da escrevivência, Eliana Cruz. Ela mergulha com seus romances numa história em que a ancestralidade será o alimentador da alma narrativa. Nessa ancestralidade histórica ela encontra uma sociedade que age como água de barrela, nome de um dos seus grandes trabalhos literários. Água de barrela era uma espécie de produto que as negras escravas jogavam nas roupas para deixá-las mais brancas. As duas grandes obras de Eliana, Água de Barrela e Crime do Cais do Valongo, abrem o mar obscuro da nossa história e revelam as maravilhas negras que povoam nossa memória. Essas maravilhas são seus personagens que ganham vida e poesia e, ao mesmo tempo, resgatam uma alma africana original. Demarcada pela força da luta e criatividade de um povo que foi escravizado sim, mas que pode emergir da história trazendo também seu pensar, sua cultura e sua memória.

Eliana, por meio de seus romances, reescreve a história negra por um viés autêntico. O negro falando de si, sem medo e com orgulho da sua memória. Quanto mais negra nossa história for mais rica, surpreendente e esclarecedora ela será aos olhos das futuras gerações, nos ensina essa jovem e talentosa escritora brasileira.

Nesse fabuloso mar da imaginação surge agora a eclética Elisa Lucinda, além de escritora, mostra também seu talento negro na música e no cinema. Elisa traz uma mãe África moderna, livre, leve e solta. Uma África mulher que sangra, que cria seus filhos com coragem e encanto, germina como as galinha d'angola e nutre, com seu leite, a força da mulher. Com coragem e inovação, Elisa traz para a Rua da Conceição a bravura do feminismo sem o cor-de-rosa, mas sim, com o vermelho da menstruação lunar, das rosas cálidas revolucionárias que combatem a estupidez de um machismo histórico calcado no patriarcalismo latifundiário.

Fecharemos nossa história, transbordando o nosso mar negro de poesia, com as duas últimas homenageadas desse afetivo enredo. Duas escritoras que têm ligação com a nossa querida Niterói: Lia Vieira e Débora Moreno.

Lia, em sua icônica obra literária, revela a mulher que inventou o mar – uma reinterpretação de uma personagem negra que foi estereotipada na historiografia brasileira. Estamos falando da senhora Francisca da Silva Oliveira, vulgarmente conhecida como Chica da Silva.

A Chica, narrada por Lia, não está revestida do estereótipo da mulher negra fogosa que, somente pela sensualidade, consegue prender a atenção do seu marido, o comendador branco João Fernandes de Oliveira. Ela é retratada, na obra de Lia, como a mulher que inventou o mar. E o que significa tal metáfora poética criada por nossa escritora sobre Chica? É que Lia,olhando para senhora Francisca da Silva, e não somente para a Chica construída pela sociedade branca, encontra uma mulher que vai além da sensualidade. Ela nos concebe uma Chica da Silva verdadeiramente negra. Uma mulher que tem o mar como artefato sentimental que a leva de volta à sua África.

A mulher que inventou o mar é o extraordinário que emerge das profundezas do mar da nossa história, pois, desmistifica o falso mito da Chica que manda, idolatrada por todos os segmentos de artes no Brasil: literatura, cinema e, inclusive a escola de samba. Quando Salgueiro fez o seu enredo sobre Chica da Silva, em 1963, que lhe rendeu o campeonato daquele ano e consagrou o seu lindo samba-enredo, a escola da Tijuca falava sim de uma personagem negra, mas essa personagem vinha revestida de um pensamento que falava das coisas da África por um olhar eurocêntrico ensinado nas aulas de História.A Chica, que o Garra traz para a Rua da Conceição, é uma Chica memorial que se vê reconhecida na sua ancestralidade, que elege o mar como símbolo de uma utopia que lhe faz se aproximar das suas raízes e se sentir eternamente negra, mesmo que o sistema colonial lutasse, todos os dias,para embranquecê-la.

Encerrando o enredo, traremos para o mar negro, a fantástica Débora Moreno: escritora fabulosa, oriunda do nosso morro do Estado, comunidade do centro de Niterói. Ela encontrou-se com o mundo das letras quando descobriu sonhos de purpurinas através das capas coloridas dos livros, misturados aos dejetos urbanos que catava para sobreviver numa sociedade de classe, ainda marcada pelas desigualdades de gênero e etnia.

A boneca de pano Lolita será a personagem de Débora que traremos para a Rua da Conceição para denunciar o apartheid social promovido todos os dias pela sociedade de mercado. A sabedoria de Lolita gritará que os nossos jovens negros não podem continuar impedidos de sonhar, pois morrem de balas de revólver desferidas por um sistema que se recusa a pagar a dívida histórica que tem com os nossos afrodescendentes, com a ausência de educação pública de qualidade, moradia digna, saneamento básico...

A linda experiência de vida que Débora Moreno nos ensina, uma escritora que nasceu e se superou com graça e talento dentro da nossa retrógrada sociedade de classe, que exclui os pobres das periferias do progresso, não pode ser exceção, mas sim regra!

Aí estão, foliões e opinião pública do carnaval de Niterói, as nossas extraordinárias mulheres do cais! Mulheres que nos mostraram, por seus pensamentos, vivências e narrativas, que a história dos negros e negras podem ser contada além do horror da diáspora do tráfico negreiro, ou duro destino do cativeiro, ou morte do cais. Essas belas e talentosas mulheres nos ensinam que por trás dessa cruel realidade, se esconde uma história de luta pela existência material e simbólica e uma fantástica cultura que nos revela um pouco do que somos, como brasileiros, todos os dias.

Justificativa do Enredo

As mulheres negras do cais resgatam, através do pensamento e da narrativa, um falar autêntico e livre da mulher negra sobre a história e a cultura africana e afro-brasileira. Revelamos o universo da literatura das escritoras afrodescendentes. Viajaremos no pensar negro de Maria Firmina dos Reis, Conceição Evaristo, Eliana Alves, Elisa Lucinda, Lia Vieira e Débora Moreno.

Traremos para a Rua da Conceição uma reflexão de uma África real de afeição feminina, além dos estereótipos eurocêntricos e machistas, mostrando assim que podemos falar de uma África que ultrapasse os jargões da escravidão, sofrimento e religião.

Bibliografia

Alves Eliana Cruz
Água de Barrela
2016 Fundação Cultural Palmares DF Brasília

Alves Eliana Cruz
O Crime do Cais do Valongo
2018 Malê BH

Vieira Lia
Chica da Silva - A Mulher que Inventou o Mar
2001 OR Produtor Editorial Independente RJ

Firmina Maria dos Reis
Úrsula e outras obras
2009 Edições Câmara

Lucinda Elisa
A Lua Que Menstrua
1997

Priore Mary Del
A Mulher na História do Brasil
1999 Editora Contexto SP

Musa Beto
Estereótipos do Negro na Literatura Brasileira
1989 Centro de estudos afro-asiáticos

Gonçalves, Ana Maria
Um Defeito de Cor
2006 Recorde RJ

Lopes Nei
História e Cultura Africana e Afro-Brasileira
2008 Barsa Planeta SP

Revista Tempo Brasileiro – O Negro e a Abolição 1988

Stuart B. Schwartz
Segredos Internos – Engenhos e Escravos na sociedade Colonial
2000 Companhia das Letras

Viotti Emilia da Costa
A Abolição
2001 Global

M. Lia Schwarcz e Heloisa M. Starling
Brasil: Uma Biografia
2015 Companhia das Letras

Costa Haroldo
Salgueiro 50 anos
2003 Record

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Celino Dias de volta à Tradição

segunda-feira, 23 de setembro de 2019
A Tradição anunciou na última semana Celino Dias como o novo intérprete oficial para o Carnaval 2020. Com passagem por diversas escolas de samba, ele já foi a voz oficial do enredo da azul e branco em homenagem ao comunicador Silvio Santos, em 2001, e retorna à agremiação para o desfile da Série B, pela Livres.

A presidente Raphaela Nascimento destacou a importância do resgate às raízes da escola, pois Celino Dias além de excelente profissional, é também muito querido pelos segmentos e comunidade da agremiação. "Nossa escola tem orgulho em poder contar com esse excelente intérprete que deixou sua marca e participou da história da agremiação no enredo em homenagem ao Sílvio Santos. Já começamos a definir alguns detalhes do planejamento para o próximo carnaval e, em breve, anunciaremos outras novidades da Tradição", declarou Raphaela Nascimento.

Renascer de Jacarepaguá anuncia madrinha da ala de passistas

segunda-feira, 23 de setembro de 2019
Para o Carnaval de 2020 a ala de passistas da Renascer de Jacarepaguá ganhará uma madrinha. Krys Correia, de 42 anos, estreará na Marquês de Sapucaí após estrear neste ano nos desfiles da Intendente Magalhães desfilando na Acadêmicos da Diversidade como musa.

A empresária aceitou convite e a responsabilidade de vir à frente da ala de cabrochas, e prometeu cumprir bem que seu papel, já que o segmento é um dos mais esperados do desfile. "Ser madrinha de uma ala passista para mim é uma enorme honra, é uma das alas que possui muita importância dentro de uma agremiação e estou muito lisonjeada por ter recebido esse convite. Vou procurar me dedicar ao máximo para estar à altura de uma madrinha de um segmento tão importante. As passistas representam muito dentro de uma escola, é samba no pé, raça, emoção. É cantando o samba o tempo todo, colocando para fora toda emoção e amor que tem pela agremiação", declarou Krys.

Com foco em mostrar seu melhor, a Rainha garante que ajudará o segmento e a escola como puder. "Meu objetivo é vir firme na frente da ala e honrando a escola, sou Renascer, sou de Jacarepaguá e vermelho é meu sangue. Espero muito fazer o máximo, o possível e impossível para estar à frente dessa ala e podermos juntos levar o título", disse Krys.

A Renascer se apresentará na Marquês de Sapucaí com enredo em homenagem às Benzedeiras, mostrando sua sabedoria e fé. O tema será embalado pela obra dos premiados Cláudio Russo, Moacyr Luz e Diego Nicolau e está sendo desenvolvido pelo carnavalesco Ney Junior que este ano estreia no grupo assinando um trabalho autoral. A vermelha, branca e amarela será a sexta escola a desfilar no dia 21 de fevereiro.

União da Engenhoca segue reforçando sua equipe para 2020

segunda-feira, 23 de setembro de 2019
A União da Engenhoca anunciou na última quinta-feira, mais um nome para o Carnaval 2020. A novidade é a cantora Tracy Rangel que chega para reforçar o carro de som da escola que é comandado pelo experiente intérprete Cid GBB.

Trajetória - Tracy Rangel é uma jovem promessa do samba, tem formação lírica, começou a trajetória na música aos 10 anos cantando em corais, fez teatro musical e backing vocal em algumas bandas, e atualmente faz parte da banda Baronesa Groove. Tem como influência cantoras como Jovelina Perola Negra, Whitney Houston e Iza. No mundo do samba começou em baterias, como do GRES. Unidos do Viradouro e do GRES. Acadêmicos do Cubango, onde continua até hoje. Foi convidada para integrar o carro de som de escolas do carnaval de Niterói se destacou com uma bela voz e afinação. "Minha expectativa é grande em fazer um belo trabalho na escola junto com o intérprete oficial o Sus GBB e poder trazer bons frutos para toda a escola. E também poder mostrar o trabalho das mulheres no mundo do carnaval onde ganhamos um espaço maior", disse a nova cantora da Engenhoca

Para o diretor de carnaval da Engenhoca, Paulinho Sants, o objetivo é proporcionar um novo timbre na avenida. "Pensamos em dar um molho maior ao carro de som da agremiação com uma voz feminina. E em conversa com o Sid GBB e o presidente resolvemos convidar a Tracy Rangel pelo belo trabalho que vem fazendo no carnaval de Niterói há dois anos. Estamos muito felizes dela ter aceito o nosso convite", disse o Diretor de Carnaval.

Bem Amado aposta na África para chegar ao primeiro grupo de Niterói

segunda-feira, 23 de setembro de 2019
Os sambistas da Grota do Surucucu levarão a Africa para a Rua da Conceição em 2020. Com objetivo de figurar entre as escolas de elite do Carnaval de Niterói em 2021, o GRES Bem Amado  vai mostrar a diversidade cultural da África e como a sua história contribuiu para o mundo e para a cultura brasileira como justificou o carnavalesco Beto Borges.

A escola ainda não divulgou o logo oficial do enredo mas confirmou que haverá disputa de samba, com datas ainda a confirmar.

O Bem Amado será a nona, e penúltima escola a desfilar pelo Grupo B, na segunda-feira de carnaval, na Passarela da Rua da Conceição, Centro de Niterói.

Confira a sinopse do enredo para o Carnaval 2020:

Enredo: Raízes da África. 

INTRODUÇÃO: A África é conhecida como o berço da humanidade, com suas paisagens de florestas uma flora diversificada e repleta de animais selvagens, onde tribos preservam suas raízes por gerações.

JUSTIFICATIVA: O G.R.E.S Bem-Amado pretende demonstrar a diversidade cultural da África, como a sua história contribuiu para o mundo e como é influente no Brasil.

SINOPSE: Os africanos que foram trazidos para o Brasil como escravos enriqueceram a cultura brasileira com seus costumes rituais religiosos, culinária, dança etc... Somente no século XIX com o Movimento Abolicionista e Assinatura da Lei Áurea que os negros ganharam a liberdade. Segundo os historiadores, no continente Africano foi onde provavelmente surgiram os primeiros seres humanos, pois os mais antigos fosseis foram encontrados na África. O Egito foi provavelmente o primeiro Estado a constituir-se na África, mas foram surgindo muitos outros Estados reinos ou cidades neste continente. Os africanos exerceram grande influência a cultura brasileira, identificada em grande parte do país em virtude da migração dos escravos contribuindo assim para a cultura AFRO-BRASILEIRA.

RELIGIÃO: Os santos, magos e iorubá no Brasil criaram o Candomblé, religião Afro-brasileira baseada no culto aos Orixás, praticada atualmente em todo território, a exemplo da Umbanda uma religião sincretista que mistura elemento africanos com Catolicismo e espiritismo incluindo a associação de santos Católicos com os Orixás.

CULINÁRIA: A influência africana é também evidente na culinária especialmente na Bahia, onde encontramos pratos e ingredientes tipicamente africanos como o azeite de dendê, vatapá, caruru, acarajé, efó, bobo, leite de coco, pimenta, feijão de corda e a famosa feijoada, tradicional prato tipicamente brasileiro.

MÚSICA: A música e os ritmos africanos que são base de boa parte da música popular brasileira terminaram dando origem a vários estilos como maxixe, choro, bossa Nova e samba. Há também instrumentos musicais de origem africana introduzidos em nossa música, dos instrumentos musicais negros-brasileiros temos em primeiro lugar os tambores um pouco diferentes dos atabaques, também temos afoxés, agogô e o berimbau de origem africana. O berimbau é um instrumento utilizado para criar o ritmo que acompanha os passos da CAPOEIRA, mistura de dança e arte marcial criada no brasil Colonial. O samba gênero musical que representa a própria identidade musical brasileira de nítida influência africana, o samba nasceu nas casas de baianas que migraram para o Rio de Janeiro e acabou vinculado ao carnaval. Com o passar do tempo o samba ganhou um espaço próprio.

DANÇAS E FESTAS: Dança e Música da influência africana-gondense saíram das macumbas e se estenderam pelas festas profundas e os folclores brasileiro gerando festas populares como festejos de Quilombos, cordões, rancho, maracatu, Bumba meu boi e o Carnaval. Os africanos que seguiram como escravos junto com esse povo de riquíssima cultura vieram as matrizes da cultura, culinária, música, artes e da religiosidade brasileira que com elementos da tradição africana povoam até hoje o cotidiano do País. A nossa escola vem mostrar a importância das raízes e heranças da África na cultura brasileira e como é BEM AMADO por todos nós.

Beto Borges

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Uesbcn empossa novo presidente

segunda-feira, 12 de agosto de 2019
A União das Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos de Niterói (Uesbcn) empossou na última sexta-feira, 9 de agosto, seu novo presidente, Marcelo Serpa. Também dirigente da Folia do Viradouro, Serpa comandará a União pelos próximos cinco anos. Sandro Miranda, da Banda Batistão, será o vice-presidente.

Marcelo Serpa assume Uesbcn com discurso de renovação e muito trabalho (foto divulgação)

A cerimônia de posse foi realizada na sede da Defesa Civil, no Centro de Niterói, com presença de membros fundadores da União das Escolas de Samba, conselheiros da entidade, presidentes de agremiações filiadas, do ex-presidente André Nogueira e do presidente da Comissão Permanente de Carnaval de Niterói, Anderson Pipico.
A sessão foi aberta pelo Conselheiro e Fundador da Uesbcn, Enésio Costa da Fonseca, lembrando de dois sambistas que participaram ativamente do processo de revitalização dos desfiles de Niterói em 2005, Ito Machado, primeiro presidente da Uesbcn, que já com idade avançada, não pode comparecer à cerimônia, e Ney Ferreira, um dos fundadores da entidade, já falecido. Antes de apresentar a composição da nova diretoria da Uesbcn, Enésio enalteceu a renovação promovida pela Uesbcn convidou Jair Ribeiro, um de seus diretores, para narrar a história da entidade. 

Antes da solenidade, homenagens e reverência ao grande Ney Ferreira fundador da Uesbcn e do Acadêmicos do Cubango (foto divulgação)   

Para compor a mesa da solenidade foram convidados os ex-presidentes André Nogueira e Luciano Deodato, o neto de Ito Machado, Washington Luiz Guedes, o presidente da Comissão de Carnaval, Anderson Pipico, e representando a imprensa niteroiense, Luiz Eugenio, do site Na Cadência da Bateria.

André Nogueira, que sucedeu Ito Machado na presidência da União, recordou realizações da sua gestão e enalteceu a escolha de Marcelo para ocupar o cargo de presidente. Washington, neto de Ito Machado, justificou a ausência do avô e lembrou da sua dedicação no processo de revitalização do carnaval de Niterói.  Luiz Eugenio agradeceu o convite do presidente Marcelo Serpa para cobrir o evento e a Enésio pelo reconhecimento da Cadência da Bateria como veículo de divulgação do carnaval da cidade. “Agradeço o convite do Marcelo, um dos amigo que o samba me proporcionou, e parabenizo a Uesbcn por sua escola. Temos um objetivo comum que é elevar novamente o Carnaval de Niterói à condição de 2º melhor do Brasil”, disse o editor da Cadência da Bateria.

Já Anderson Pipico, o presidente da Comissão de Carnaval do município, enalteceu a forma com que Marcelo dirige a Folia do Viradouro e como essa experiência pode ser importante para a Uesbcn e ao carnaval da cidade. “Acho que a Uesbcn está muito feliz em escolher o Marcelo para assumir essa nova tarefa. O Marcelo que já faz um bonito trabalho na Folia do Viradoruo, junto com o Paulinho (presidente da Folia). Eu tenho certeza que esse trabalho vai se estender com muita mais força, com muito mais garra. Sem dívida a União estará mais forte, e consequentemente o carnaval de Niterói estará mais forte”, declarou Pipico
Trabalho e Renovação
Marcelo Serpa assume a União prometendo trabalhar pelo crescimento carnaval da cidade. “Quero fazer uma gestão boa e um carnaval lindo, mostrando a todos que temos força pra voltar à Amaral Peixoto”, disse Marcelo Serpa em seu discurso já como presidente empossado da Uesbcn.

À Cadência da Bateria, Marcelo informou que mesmo antes da posse já estava trabalhando. A prioridade é a busca por espaço para as agremiações filiadas confeccionem suas alegorias. “Hoje mesmo já visitei um espaço muito bom e a localização excelente. Estou viabilizado sua cessão para que nossos carros sejam construídos lá”, adiantou o presidente.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Bloco Data Vênia promove sua 6ª feijoada neste sábado

sexta-feira, 9 de agosto de 2019
O GRCBC Data Vênia Doutor, bloco dos advogados de Niterói, realiza mais uma edição de sua já tradicional feijoada neste sábado,  dia 10, no Clube Fluminensinho. 

Como das outras vezes o Data Vênia  vai promover o ato solidário de entrega de alimentos aos que mais precisam. Quem for ao evento e levar 1kg de alimento não perecível participará dessa corrente do bem. 

Os locais de retirada dos convites são a OAB Niterói, OAB Itaboraí e sede do Bloco Data Vênia, no 2º andar do prédio da OAB/Niterói. 

Presenças confirmadas de Quinho do Salgueiro, Mestre Demétrio do Cubango, do padrinho do Bloco, o carnavalesco Mas Lopes, do intérprete oficial do Data Vênia, Alexandre Simpatia que lembrará sucesso dos sambas enredo, acompanhado pela Bateria Alvará, dos mestres Papa e Rabicó e da Rainha Gleyce Simpatia, além da apresentação do casal de Mestre-sala e Porta-bandeira, Rodrigo e Joyce. 

O encontro está marcado para este sábado, dia 10 de agosto, às 13 horas.
O Clube Fluminensinho fica na Rua Xavier de Brito, no Centro de Niterói. 


Enredo – O evento de sábado marca o lançamento oficial do tema do Data Vênia para o próximo carnaval, "Da liberdade de Sobral ao 'império' judicial", é o título do enredo do bloco dos advogados niteroienses, que sempre abordam assuntos de importância do cenário jurídico. “Nossos sambas enredos geralmente falam de temas de relevância em Direito e Justiça, que interessem à Sociedade. Este ano de 2020, será homenageado o Jurista Dr.Heráclito Sobral Pinto, um paladino na defesa da Democracia e dos Direitos Humanos dos Cidadãos”, informou o presidente do Data Vênia, Dr. José Carlos

Premiação – Além da feijoada, das atrações e do lançamento oficial do enredo, os sambistas do Data Vênia oferecerão o Troféu Tamborim Data Vênia aos destaques do Direito e da Cultura. “São as pessoas que se destacaram na área da Justiça, e do Direito, defendendo os interesses dos advogados, dos cidadãos, e da sociedade. E aquele que se destacou na defesa da Cultura do Samba e do Carnaval em nossa cidade, foi o Sr. Cidiclei Eugenio, do grupo Eu Sou o Samba, que muito tem feito por nossa expressão da cultura popular, do samba e carnaval”, explicou o presidente José Carlos. Cidiclei também é presidente do GRCES Garra de Ouro, escola de samba que participa dos desfiles oficiais de Niterói.

O Troféu Tamborim Data Vênia será entregue aos destaques do Direito e da Cultura.

Desfile – Tradicionalmente o Bloco Data Vênia desfila pelas ruas do Centro de Niterói na semana anterior ao carnaval, mas no próximo ano seus diretores planejam mudanças. ”O Bloco costumava desfilar na sexta-feira da semana anterior ao início do Carnaval, junto ao Bar Salve Simpatia (ao lado da prefeitura de Niterói). Este ano de 2020, poderão haver ajustes a este formato tradicional”,  adiantou o presidente José Carlos. 

Memória - Fundado em 17 de Dezembro de 2016, o GRCBC Data Vênia Doutor busca a integração entre profissionais do Direito através do carnaval. “A agremiação está sempre atenta às suas características de bloco temático, a exemplo dos anteriores Saias na Folia, das mulheres, e Pauta Quente, dos jornalistas, buscando congregar advogados e demais operadores do Direito e Justiça, e participar da festa popular do Samba e Carnaval, como expressão genuína da Cultura Popular”, esclareceu o presidente.

CARNAVAL DE NITERÓI É NA CADÊNCIA

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Unidos de Bangu terá Monique Teixeira como Rainha da escola em 2020

terça-feira, 6 de agosto de 2019
A Unidos de Bangu terá um novo posto para 2020. Além da rainha de bateria, a personal trainer Monique Teixeira assume como rainha da escola da Zona Oeste visando o carnaval do próximo ano, quando será desenvolvido o enredo "Memórias de um Griô: a diáspora africana numa idade nada moderna e muito menos contemporânea", pela Série A.

Musa no último carnaval e moradora da região, ela assume o novo posto da escola (foto divulgação)

Em 2019, Monique desfilou como musa da Unidos de Bangu, vindo à frente do carro abre-alas. A identificação com a tradição da escola e a dedicação nos eventos estreitou os laços com a comunidade, surgindo a oportunidade de se tornar rainha da agremiação. “Sou moradora da Zona Oeste, meu trabalho é todo na região e, por amar o samba, me apaixonei pela escola quando pude sentir o clima do belo desfile da Bangu em 2019. Estou muito feliz pelo convite”, afirma Monique Teixeira.


No próximo carnaval, a Unidos de Bangu será a terceira escola a desfilar pela Série A no sábado, dia 22 de fevereiro.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Unidos de Bangu 

Edição: Lucélia Vargas (Cadência da Bateria)
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Na Cadência da Bateria

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