CADÊNCIA DA BATERIA

O maior encontro de bandeiras de Niterói

NA CADÊNCIA DA BATERIA

Cobrindo os desfiles de Niterói desde a Revitalização

NA CONCEIÇÃO OU NO CAMINHO NIEMEYER

Carnaval de Niterói é na Cadência

CARNAVAL DE NITERÓI

A Cadência valoriza nossas agremiações

NA CADÊNCIA DA BATERIA

O CARNAVAL DE NITERÓI PASSA AQUI

NA CADÊNCIA DA BATERIA

O maior acervo do Carnaval de Niterói

CADÊNCIA DA BATERIA

Carnaval de Niterói. Ontem e hoje!

.

.
Mostrando postagens com marcador Eduardo Poeta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eduardo Poeta. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Carnaval de Niterói perde um de seus grandes compositores

quarta-feira, 19 de dezembro de 2108
por Eduardo Poeta
No último fim de semana o samba, principalmente, o de Niterói perdeu um de seus grandes compositores; de expressiva participação em nossos carnavais.

Antônio Bernardo dos Santos, ou simplesmente, Bernardo faleceu aos 64 anos, vitimado por uma insuficiência respiratória. Bernardo já estava afastado do mundo do samba há algum tempo, desde que tornou-se evangélico, o que não nos impede de homenagear o poeta de grande valor, cujos sambas são lembrados até hoje em nossas "rodas de bambas".

Compositor com passagens por diversas escolas de samba da cidade como, por exemplo, Bugres do Cubango, onde compôs em parceria com Edinho o grande samba da escola para o enredo "O Rei de Quase Tudo", em 1983; Souza Soares, onde venceu mais de uma vez, inclusive em 1981 com o antológico "Por Ser um Dia de Sábado", em parceria com o não menos grande poeta, Gelson Martins Vidal; Corações Unidos, onde em 1984 compôs em parceria com Luiz Carlos outro samba antológico de nossos carnavais: "O que a história não conta mas se acredita - Fascinação." para a gigante Corações Unidos da Engenhoca e tantas outras escolas e vitórias, inclusive na Unidos do Viradouro, em 1995, para o enredo "o Rei e os três encantos de Debret", do carnavalesco Joãosinho Trinta.

Vai deixar saudades entre nós que ainda nos lembramos de seus sambas e ainda damos valor aos compositores que venciam sambas em disputas reais e se faziam eternizados em nossas memórias. Que Descanse em paz o grande Bernardo; deixamos aqui as nossas saudações e os nossos respeitos.


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Mocidade e Tijuca escolhem os melhores

quinta-feira, 19 de outubro de 2017
O último sábado foi memorável aos amantes do carnaval. Mocidade Independente Padre Miguel e Unidos da Tijuca definiram seus sambas para o Carnaval 2018. E escolheram o que tinham de melhor. Para o colunista da Cadência, Eduardo Poeta, as duas agremiações não só acertaram na escolha como promoveram disputas com todos os requisitos que uma escola de samba deve apresentar.
(foto: Eduardo Hollanda)

Verdadeiramente grandes

Por Eduardo Poeta

Em uma noite memorável para o samba, até porque para a Cadência da Bateria escola grande, verdadeiramente grande, não encomenda samba, Mocidade Independente de Padre Miguel e Unidos da Tijuca escolheram seus hinos para o carnaval 2018. A final de samba da Mocidade foi de um primor ímpar.

Em Padre Miguel tudo perfeito...
Tudo perfeito na festa da verde e branco de Padre Miguel; luxo, beleza, bom gosto e um enredo que, agrada. “Namastê: a estrela que habita um mim saúda a que habita em você”, do carnavalesco Alexandre Louzada.

Quadra lotadíssima, ótimos sambas em disputa, torcidas numerosas e componentes apaixonadíssimos por uma Mocidade que, parece voltar mesmo aos bons tempos. Com a diretoria da LIESA presente, presidente Jorge Castanheira e seu diretor de carnaval Elmo José dos Santos fizeram a entrega do troféu de campeã do carnaval passado, enquanto o "drone Aladim", sucesso absoluto no desfile 2017, voava pela quadra levando o público ao delírio.

O primeiro samba a apresentar-se, favorito absoluto, o fez de forma soberana, deixando claro que seria muito difícil não ser ele o escolhido. Tanto o segundo como o terceiro candidatos da noite fizeram também apresentações de alto nível aumentando a beleza da disputa. Quando o vice-presidente Rodrigo Pacheco passou o microfone às mãos do intérprete oficial Wander Pires e ele entoou os versos: "...BENDITA SEJA A SANTÍSSIMA TRINDADE / EM NOVA DÉHLI OU NO CÉU TUPINIQUIM / RONCA NA PELE DO TAMBOR DA ETERNIDADE/O AMOR DA MOCIDADE, SEM INÍCIO, MEIO E FIM..." - dos compositores Altay Veloso, Zé Glória, Paulo César Feital, J. Giovanni, Denílson do Rosário, Alex Saraiça, Carlinhos da Chácara e Thiago Meiners -, estava completa a festa com a escolha do samba que toda a comunidade da escola queria. Todo mundo feliz, cantando e sambando junto com a "Não existe mais quente", com a alma lavada e a certeza de que samba a Mocidade tem - e dos ótimos -, para buscar o bi-campeonato.

Na Tijuca a volta por cima...
A Unidos da Tijuca não fez por menos em matéria de festa. Completamente refeita dos problemas do carnaval 2017, a azul e amarelo do Borel também escolheu o seu hino, para o enredo: "Um coração urbano: Miguel, o arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem.", da comissão formada pelos carnavalescos Hélcio Paim, Marcus Paulo e Annik Salmon.

O presidente Fernando Horta que garantiu indicar um presidente para a Tijuca se eleito para a presidência do Vasco da Gama, de charuto na mão, foi sucinto e rápido ao anunciar o samba vencedor, ele mesmo disse ao microfone: "O povo do samba chamou" e o intérprete Tinga soltou a voz: "O POVO DO SAMBA CHAMOU / E FEZ DE VOCÊ UM POEMA DE AMOR / NA MINHA BANDEIRA AZUL E AMARELA/MAIS UMA ESTRELA, MIGUEL FALABELLA." e consagrou a parceria dos compositores Totonho, Mart'Nália, Dudu, Marcelinho Moreira e Fadico, como hino da escola para o carnaval 2018. Merecidíssimo!

_________________________________________________________________________________
Eduardo Poeta (por ele mesmo):

"Sou da Jonathas, acesso ao "Abacaxi" mas, comecei no Bugres do Cubango. Fui ritmista, empurrador de carro alegórico, diretor de Harmonia, desfilei até com camisa de APOIO, seja lá o que for isso. Sei sambar, mané, logo, podia ter sido passista, já cantei samba na avenida mas, sou um péssimo intérprete e, não me chamaram mais; só não fui baiana porque isso não pegava bem na minha época. Também já fui compositor e consegui até ser Tri-campeão na Academia de Niterói (Cubango;uma paixão) e Hexa-campeão na princesa do "Cavalão" (Salve a Mocidade de Icaraí;um grande amor); Sou sambista.Ponto. Agora, já que deixaram, vou tirar uma onda de colunista na CADÊNCIA. Vem comigo!"

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Nosso colunista e Poeta, Eduardo, analisa o atual momento das disputas de samba

Em tempos de disputa de samba, a discussão vem à tona. “Firmas”, “escritórios, e mais recentemente, “encomendas”, parcerias e cia”, são termos constantes nas rodas de bate-papo sobre disputas de samba-enredo. Aqui na Cadência o papo é outro. É reto. De compositor, de Poeta. Esse sim é ‘assunto nosso’!
Confira a opinião do nosso colunista

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Mais do que nunca, é preciso cantar

COLUNA DO POETA

Nosso colunista Eduardo Poeta chegou ôôô... e inicia 2016 falando sobre a qualidade dos sambas das Escolas de Niterói para o carnaval que se aproxima, questiona o processo de escolha dos hinos em algumas agremiações e apesar dos pesares, continuará descendo o morro à cantar.


Confira a opinião do nosso colunista Eduardo Poeta:

"...Ô Ô Ô Ô Ô Mais uma vez, a cigana me enganou
Mas, é ano eleitoral... Vamos ver quem ri melhor
Quem ri à vera no final."


Podia ser um refrão para o carnaval. Não o melhor, porque melhor no carnaval de Niterói está bastante complicado mas, não quero ficar aqui falando de absurdos, safadezas e política.Sim, porque tudo que está rolando aí neste carnavalzinho mequetrefe que nos vão fazer engolir, para beneficiar uns poucos e enganar muitos, é política. Purinha, purinha e daquelas mais cretinas possíveis.Vamos ver sem quem dirige o carnaval da cidade - todos -, passa a ter inteligência, sensibilidade, cultura, honradez, respeito às comunidades e, menos, muito menos "rabo preso" com a política que é para que possamos fazer valer o tradicional "direito do samba" em anos vindouros, se eles existirem, é claro. 

O papo aqui é samba-enredo e como eu acho que não é ético compositor ficar comentando samba dos outros, vamos tentar fazer apenas um apanhado geral dos hinos dos blocos de empolgação de Niterói para o carnaval 2016. (Não adianta se estressar comigo. Sem alegoria - Não vai ter nem um tripezinho de apresentação do enredo ? - é Bloco de Empolgação e ponto final; Escola de Samba é outro papo, outra história.

Apesar de alguns pesares, talvez seja esse o melhor ano ou a melhor safra de sambas-enredo desde que o carnaval da cidade foi "revitalizado" (kkkkkkkkkkkkkk; desculpem), antes de ser esculachado. Os pesares a que me refiro são: Escolas que optaram por não fazer disputas de samba e embarcaram na "ondinha" da encomenda. Isso não forma compositores; beneficia um grupelho e, apesar do ano complicado - eu entendo -, atrapalha a renovação do samba. Tá achando que não? Você tem visto muitas caras novas no samba? Os diretores são os mesmos, os "profissionais" são os mesmos, os intérpretes são os mesmos, as idéias - e as cópias -, são as mesmas e os compositores, claro, também são e lá vamos nós para mais um dos pesares. Não é preciso que se fechem Alas em um carnaval que está recomeçando e de Escolas pequenas mas, convenhamos, vocês verão que certos compositores estão escrevendo para várias escolas ao mesmo tempo, inclusive do mesmo grupo e fica uma coisa, no mínimo surreal. O cara vai me dizer que ele faz por amor ao carnaval e tal...e eu, além de rir muito dele, vou dizer a ele que o amor dele é outro. É só mais um se beneficiando e querendo se dar bem, como aliás, parece que o samba hoje só se presta a isso; gente querendo aparecer muito e formação de cartel de todos os níveis, o que não quer dizer que o talento falte; uma coisa é o cara ter talento e ética, outra coisa é ser cara-de-pau, o que não o exime de ter talento.

Por falar em talento...Os sambas da cidade estão sim, em sua maioria absoluta, bons. Os enredos, com exceções, claro, não acompanharam essa evolução dos sambas este ano mas, isso é uma outra conversa. Todos os grupos de desfile tem sambas que condizem com aquele talento citado acima, com ótimas surpresas, boas sacadas, excelentes intérpretes, cadência para desfile, no que a gente chama de "samba de chão" e não samba "pra inglês ver e japonês levar em cd" e até alguma novidade em termos de melodia. Em meio a esta desolação que tomou conta da folia momesca em nossa cidade, a coluna quer parabenizar as entidades e os compositores que nos farão cantar com vontade várias vezes na "Conceição". Análise técnica dos sambas, é bobagem e presunção nunca foi o meu forte, sendo assim, o que eu não gostei - e foi pouco -, não importa a mínima. Para se ter uma idéia da coisa, na minha opinião, de nove escolas do Grupo Principal eu só posso chamar um samba de ruim, um de fraco, três de bons, um de muito bom e três de excelentes e a coisa se estende aos outros grupos em menor escala - no Grupo de Acesso também temos três sambas excelentes, por exemplo - mas, quase sempre positivamente e ponto final. Não sei nem mesmo quem são a maioria dos compositores, já que a divulgação dos mesmos é péssima - escutei em um blog - graças ao amigo Paulinho Sants, da Engenhoca -, porque nem mesmo a Cadência teve acesso a todos os sambas - mas, assim como vocês, eu também tenho minhas preferências, eu também gosto de escutar bons sambas, eu também curto cantar bons sambas e, por isso, parabenizo com muita felicidade aos sambas em geral e, lembro que, em tempos de "vacas magras" no visual, cantar bons sambas pode fazer toda a diferença. A Cadência costuma me fazer votar no "melhor samba"; faz isso por grupo e se fosse no momento eu não saberia dizer qual é o meu voto, até porque na avenida é outra história. Estou aprendendo, namorando cada um deles, moldando a paixão e, tenho certeza, o amor virá. POR ENQUANTO, por essas terras protegidas por Tupã, eu vou descendo o morro à cantar, sem nenhum preconceito, feito um sabiá tupiniquim, traçando caminhos no coração, já meio apaixonado, cantando à sombra... "A turma do samba chegou ô ô ô...". Pois é... saudade - vai haver lirismo e saudade -, em nosso cantar.
_________________________________________________________________________________
Eduardo Poeta (por ele mesmo):

"Sou da Jonathas, acesso ao "Abacaxi" mas, comecei no Bugres do Cubango. Fui ritmista, empurrador de carro alegórico, diretor de Harmonia, desfilei até com camisa de APOIO, seja lá o que for isso. Sei sambar, mané, logo, podia ter sido passista, já cantei samba na avenida mas, sou um péssimo intérprete e, não me chamaram mais; só não fui baiana porque isso não pegava bem na minha época. Também já fui compositor e consegui até ser Tri-campeão na Academia de Niterói (Cubango;uma paixão) e Hexa-campeão na princesa do "Cavalão" (Salve a Mocidade de Icaraí;um grande amor); Sou sambista.Ponto. Agora, já que deixaram, vou tirar uma onda de colunista na CADÊNCIA. Vem comigo!"

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Meu patrono é Ismael Silva

Senhoras e senhores; hoje "entrei numa" de falar de política mas, calma...podem ficar tranquilos e tranquilas que eu não vou aqui fazer "lobby" para nenhuma figurinha carimbada da nossa política, ou partido, ou ideologia. "Cada macaco no seu galho"; "Cada um com o seu cada um...". O meu "papo" é samba. Mas, em tempos de rebuliço popular com as questões políticas, até que o papo, mesmo sem uma cervejinha, “desce bem” . Não acredita? Vem comigo!

Um amigo me disse: "Deixa de ser chato, Poeta; hoje o samba tem patrono!" Pois é...
E a situação do samba de Niterói, em especial, me faz pensar: Que patronato é este?
No caso do samba de “Nikiti” o patronato é político. Aqui não se samba sem que a política esteja envolvida de alguma maneira.

Os episódios lamentáveis que aconteceram com as Escolas de Samba da cidade na questão da devastação de suas alegorias (carros) e adereços em um barracão “público” (um antigo galpão do exército “desativado” que agora vai ser a sede da Guarda Municipal) e, devidamente, ocupado pelos barracões das Escolas, transformando bens privados em lixo e que, dizem as notícias, colocam, inclusive, o próximo carnaval em risco, devem ser esclarecidos mas, convenhamos, algo de muito estranho e muito podre no ar momesco.

Existem alguns motivos e algumas perguntas que nós poderíamos fazer a quem de direito sobre os fatos:

Motivo 1: Insensibilidade total de quem deveria zelar pela cultura popular da cidade, no caso, representada pelo samba.Pergunta: Será que a Neltur é tão insensível assim ou samba não é cultura; e por que a Secretaria de Cultura não está diretamente envolvida no carnaval da cidade; Turismo é cultura?

Motivo 2: Tem gente “jongando pra torcida”.Pergunta: Seria isto uma grande “armação” para que o samba fosse salvo por um messiânico “Salvador da pátria” ou coisa ainda pior?

Motivo 3: Briga política. Pergunta: Prefeitura, Câmara dos Vereadores (dizem por aí que é a real “dona” do carnaval da cidade), Neltur, UESBCN, Presidentes de Escolas de Samba...quem é que manda mesmo no samba da cidade; quem é culpado e quem é inocente nesta história dramática? Ainda não ficou bem claro para a coluna que a Prefeitura da cidade tome uma atitude autoritária, leviana e impopular como esta da “limpeza” do tal “barracão” sem que os outros “poderes” do samba tivessem algum conhecimento ou mesmo alguma suspeita disto.
O “trabalho de limpeza” teria sido realizado por uma empresa prestadora de serviços à Prefeitura, chamada Zadar. De onde partiu a ordem? Com que finalidade a ordem foi dada? A quem pertence esta tal Zadar? Desde quando a Prefeitura “se mete” diretamente com o carnaval? Que eu saiba, a Prefeitura repassa poderes à Neltur, à Câmara dos Vereadores, à UESBCN...ou não é? Quem é que vai bancar este ”rombo” cultural (vou perguntar de novo: E a Secretaria de Cultura?) e financeiro para que o nosso carnaval continue a acontecer? No momento a Prefeitura acena com um novo local “tipo cidade do samba” mas, para receber o que? “Em tempos de “golpismos”...a minha imaginação viaja, assim como o nosso prefeito.

Em 1996, um certo Sr.,que sentava no trono principal da cidade, acabou com o carnaval da cidade e foi-se divertir na Sapucaí, porque lá a propaganda para ele e para a cidade era maior. Mera coincidência?

Eis o X da coluna; eis a essência do meu raciocínio em questão. Nada contra quem ajuda de verdade o carnaval da cidade, político ou não mas, o que fazer daqui por diante com esta ligação tão intensa do samba com a política na cidade? Enquanto eles, politicamente, brigam, o samba agoniza e, desta vez, pode morrer mesmo.

Que os dirigentes de Escolas estejam à altura de suas tradições e dignidades por que não é uma graninha à mais da subvenção que vai tirar o seu “da reta”, não senhor(a). Eu não quero ver vocês saindo na foto errada com as pessoas que estão detonando ou vão detonar o nosso samba. Tá pensando que carnaval é só na Sapucaí? As respostas precisam aparecer, presidente(a)s. As comunidades de vocês, merecem. O meu amigo me disse: “graças a Deus, Poeta; agora o carnaval não tem mais dono” Será? Quem tiver algo mais a acrescentar sobre o assunto, que fale.

Com a palavra...
Viradouro/Santa Rosa, Vila Ipiranga, São Lourenço, Magnólia Brasil, Itaipu/Região Oceânica, Arroz, Chácara, Bernardino, São José, Bonfim, Souza Soares/Santa Rosa, Ilha da Conceição, Sacramento/São Gonçalo, Engenhoca, Cavalão/Icaraí, Santo Cristo/Fonseca, Boaçu, Estado/Centro, Galo Branco/São Gonçalo, Caramujo, Garganta/Largo da Batalha, Bairro de Fátima, Castro/Barreto, Barro Vermelho/São Gonçalo, Buraco do Boi/Maruí, Teixeira de Freitas, Grota/São Francisco, Piratininga e quem mais souber que nós é que somos o samba e o nosso verdadeiro patrono é Ismael Silva.

... e o meu patrono:




CADÊNCIA DA BATERIA O SAMBA EM PRIMEIRO LUGAR


segunda-feira, 6 de abril de 2015

Eu quero é botar meu bloco na rua!

Em mais uma coluna, nosso Poeta questiona a nomenclatura 'Grupo Especial de Enredo' para o desfile de domingo em Niterói, decreta o Fora de Casa como campeão de blocos e ainda disponibiliza uma pérola da música popular na voz Sérgio Sampaio. 

Confira



Olhando a premiação do último dia 15 de março de 2015 me chamou a atenção um fato inusitado. Adianto que por uma questão de ética e respeito a coluna não questiona  prêmio algum, é claro. Nada disso. Não gosto de citar diretamente agremiações na coluna mas, não há como evitar a minha surpresa pela falta de um prêmio ao melhor bloco de enredo da cidade de Niterói, o G.R.B.C. Fora de Casa. 

Não, não é simpatia demais pelo amarelo e preto do Bairro de Fátima e muito menos "lobby". Aliás,  o Bloco recebeu sim um prêmio pelo desempenho de seu mestre-sala, Cristiano Lopes. Parabéns! Mas, o prêmio “cobrado” pela coluna a esta agremiação é o prêmio de MELHOR BLOCO DE ENREDO DO CARNAVAL 2015 DA CIDADE DE NITERÓI que, não foi dado por minha imaginação e sim pelo júri que o colocou na terceira colocação do Grupo Especial de Enredo, logo após duas Escolas de Samba mas, à frente de outras Escolas de Samba, a meu ver, inclusive, muito merecidamente. O Fora de Casa também é campeão do carnaval. Ou não é?  

Aí é que o assunto complica pois, eu não consigo entender o que seja o Grupo Especial de Enredo e achei a coisa mais complicada ainda quando tomei conhecimento do fim dos desfiles do sábado de carnaval. Eu comecei no samba em um bloco de enredo, o (meu) querido G.R.B.C. Bugres do Cubango e acredito que grande parte dos sambistas também iniciaram a sua paixão pelo samba assim, em um bloco. Eu sei, eu sei...que isto é complicado porque envolve uma série de fatores, principalmente, o repasse da subvenção que é diferenciada para os grupos; sei também que vai ter muita gente torcendo o nariz se tiver que dividir ainda mais o bolo, sei que o regulamento terá que ser alterado e, não estou aqui para propor onerar e nem complicar o carnaval da cidade. Muito pelo contrário. Mas, sei também (e todo mundo sabe) que Escola de Samba é uma coisa, Bloco de Enredo é outra e Bloco de Empolgação/Embalo é uma terceira coisa diferente. 

O raciocínio é o seguinte: se o referido bloco recebeu o mesmo que todas as agremiações do Grupo e conseguiu fazer carnaval para se colocar à frente de Escolas de Samba ele pode ser considerado uma Escola, uma quase Escola, um bloco muito talentoso ou um bloco muito sortudo ? Com a queda de uma Escola do Grupo Principal (embora o regulamento preveja duas) e o acesso de uma Escola a ele, hoje temos 9 (nove) Escolas no grupo e o próprio regulamento (Art. 31º) se refere a "até nove Escolas neste grupo"; No acesso o regulamento  (Art. 31º) prevê "até dez Escolas" e no Grupo Especial de Enredo o regulamento (Art. 31º) fala em até 11 Escolas. Como se vê, não há sequer referência a Blocos no regulamento. E tome complicação...Com o corte de um dos dias de carnaval, o problemão que é para "arrancar" um dinheirinho do poder público, que banca a festa, em tempo hábil e aqueles vários narizes torcidos a que me referi  acima eu, sinceramente, não sei o que farão (Nem tenho que saber; sou apenas colunista; isso é coisa de dirigentes.) mas, sugiro que façam e rápido para corrigir esta aberração (Ainda não esqueci de outras duas aberrações: há dois ou três anos atrás quiseram transformar uma Escola cinquentenária, tradicionalíssima em nosso carnaval em bloco; ano passado, um bloco - que este ano desfilou como Escola -,  ganhou o carnaval de uma Escola de Samba tradicional que voltou como Escola de Samba que, sempre foi. ).  

Ano que vem teremos três ou quatro Escolas no domingo de carnaval ainda junto com os Blocos de Enredo? Não dá pra aumentar um pouquinho os outros grupos de Escolas de Samba? Bloco de Enredo deve ser julgado junto com Escola de Samba?  Quem leva para a avenida apenas um carro alegórico pode ser considerada uma Escola de Samba? O carnaval de Niterói comporta ter apenas Escolas de Samba com três grupos e a extinção dos blocos de enredo?  Pode-se perguntar “um zilhão” de outras coisas, o que não dá mais é para a gente ficar fingindo que é assim mesmo. Não é! Ponto. 

Talvez eu monte até um comércio de bandeiras e me especialize em apenas ficar trocando o bordado do tradicional G.R.E.S. pelo não menos tradicional G.R.B.C.. Vai dar uma grana prêta  mas, por enquanto sou apenas colunista e estou apenas propondo que “a gente fale sério”.  Eu ironizei mas, não quero ninguém por aí ironizando o carnaval de Niterói por conta de bobagens como esta. Já é tempo de se resolver isso, não; ou assim está tudo bem? O carnaval de Niterói merece mais. 

A coluna encerra fazendo uma homenagem e “presenteando com um troféu imaginário” a quem de direito: Alô, Bairro de Fátima; alô, presidente Jorginho do Bairro; alô, G.R.B.C. Fora de Casa! Venham ao palco, porque os  CAMPEÕES DO CARNAVAL 2015 NA CATEGORIA BLOCOS DE ENREDO são vocês. Foi show. PARABÉNS!

Eu quero é botar meu bloco na rua!
Sérgio Sampaio

  

O Regulamento completo foi publicado no Diário Oficial do Município no dia 13 de novembro de 2014 e está disponível no link: http://www.niteroi.rj.gov.br/downloads/do/2014/11_Nov/13.pdf

_________________________________________________________________________________
Eduardo Poeta (por ele mesmo):

"Sou da Jonathas, acesso ao "Abacaxi" mas, comecei no Bugres do Cubango. Fui ritmista, empurrador de carro alegórico, diretor de Harmonia, desfilei até com camisa de APOIO, seja lá o que for isso. Sei sambar, mané, logo, podia ter sido passista, já cantei samba na avenida mas, sou um péssimo intérprete e, não me chamaram mais; só não fui baiana porque isso não pegava bem na minha época. Também já fui compositor e consegui até ser Tri-campeão na Academia de Niterói (Cubango;uma paixão) e Hexa-campeão na princesa do "Cavalão" (Salve a Mocidade de Icaraí;um grande amor); Sou sambista.Ponto. Agora, já que deixaram, vou tirar uma onda de colunista na CADÊNCIA. Vem comigo!"

quarta-feira, 25 de março de 2015

E por que não sonhar?

No sonho do Poeta, sambas, sambistas e personagens se misturam em histórias reais de um carnaval que deixou saudade, mas não morreu. Continua vivo graças aos sonhos dos que hoje se espelham nos exemplos de outrora. Nosso colunista-poeta-sonhador dedica esta coluna a outros sambistas-sonhadores que nos deixaram a missão de um novo sonho. Valeu Magaldi! Obrigado Albano!

E por que não sonhar?
por Eduardo Poeta

"Senhora da Casa ô ô ô abra a sua porta, o reisado chegou!" (Abenção, João Tapê).

Se você não viu a negra Aparecida descer, cantando e requebrando, o “Abacaxi”, via Jonhathas Botelho, com um vestido elegantemente longo feito apenas com chapinhas de "Mineirinho", você não vai entender porque a gente sonha tanto. "Como é linda a nossa união. Eu quero ver a cabrocha sambar... ô ô ô ô O Sacrifício chegou (repete)...", em verde e branco, sem nenhum sacrifício coisa nenhuma, o Sacrifício Copo e Bola saindo do quintal do "Seu" Jair, o nosso quintal, para ganhar o mundo - a avenida. A Ala dos Bruxos - Os Bruxos também amam -, bruxos sim mas, todos índios, todos bugres, que ano após ano não conseguia chegar à avenida com todos os seus componentes. 

Tudo culpa das biroscas no caminho e daquela maldita padaria (a da saideira) na esquina da Viçoso Jardim com Noronha Torrezão (ou ali já é Desembargador?), para desespero de "Seu" Maia e do grande Neline Ogeda. Ainda bem que eu ainda era ritmista e não bruxo. Era tudo carnaval; tudo era um grande sonho. 

"Eu sou Combinado, eu sou Combinado! Não adianta esse papo furado". Tá pensando o que? Isso impunha respeito, malandro e esquentava mesmo. Os caras tinham até uma águia no abre-alas... 

Por falar em Abre-Alas, olha só esse todo espelhado, gigante - seria gigante até em qualquer Marquês de Sapucaí, sim senhor -, tomando conta da Amaral Peixoto e chegando ali de frente para as barcas; dois corações que os espelhos faziam passar por mil e um tal "Pena Branca" - mais um gigante -, embalando outros tantos corações. Eu cantei também: "...e a Corações Unidos, mostra um talismã pra IaIá!" Sonhar não custa nada! É carnaval e eu só quero ser feliz "...com muito amor e TUDO SABE, NADA DIZ". 

Mas, não passa agora, não que a CHALEIRA tá queimando o chão da Conceição. Até minha mãe aparece no sonho para falar em uns tais Xavantes do Paraíso, passando ali na rua da praia. Qual é, mãe? Esse sonho não é seu, é meu. No meu eu sou Carioca, Acadêmicos também. Eu sempre gostei dos Impérios, mesmo quando eram gonçalenses que, afinal, eu nasci lá..., herdeiro de Boêmios, "Sinto que a musa me inspira, o meu ser em chama vibra, nesta festa tradicional. Acendem-se as luzes da ribalta e neste palco iluminado, o Império é o ator principal." Ficou com inveja, não é compositor? 

Era bonito demais mesmo. E lá vai Orlando do Rosário carregando o seu Império, esse de Niterói. É sonho que não acaba mais. Tinha Branco no Samba (grande Trovoada), muito preto no samba, um Poço do Anil; o nosso bafo não era de Onça, era de Tigre e samba que não acabava mais. Tinha até uma Universidade do samba ali na Mem de Sá, pode acreditar e “Por ser um dia de sábado” (ah... Gelson Martins Vidal), a gente acreditava mais. Tinham lindos cânticos de Sabiás e Canarinhos (Saudades de Luiz Carlos “Camelô”). 

Eu sonho mas, hoje sou maduro, naquela época eu era verde, muito verde e não gostava de outro vermelho que não fosse a camisa do meu América. Também não gostava "daquele Gordo". Nada contra os gordinhos, era só "aquele gordo". Mas, como não respeitar o cara? Ele e aquela turma de vermelho; todos UNIDOS para engrandecer o carnaval de Niterói. Os caras eram "sinistros" e tinham até samba do grande Geraldo Babão, meu irmão; lindo “de morrer”, por sinal. "Para ostentar sua opulência, herdades mandou levantar. Brumado- Casté, Santa Luzia e Sabará..." Bons tempos, bons sonhos, com o meu povo (olha lá o Ney Ferreira, os dois Niltons, o Pururuca, o Tuninho cheio de lero-lero, o Beto e suas quatro ou cinco letras...) no final, cantando assim: "...Quebrem taças, levem ouro, bebam vinho, “a Cubango” ganhou o tesouro." Era só o início de um sonho de cinco anos seguidos mas, isto já é uma outra história. Para sonhar depois. 

Que o carnaval atual de Niterói possa, com magia e sedução, embalar nossos sonhos futuros.

*A coluna é dedicada a Carlos Alberto Magaldi que, nesta época de sonhos estava aí, incentivando e apoiando o samba, para que hoje a gente ainda possa sonhar e a Albano de Mattos Ferreira, “aquele gordo”; talvez, o maior personagem da história dos nossos carnavais.

** Foto: "Mica e seus garotos", um dos destaques do desfile da Unidos do Viradouro em 1975

*** O áudio é uma cortesia e um carinho inestimável do amigo André Lúcio de Oliveira do Departamento Cultural da Viradouro.






_________________________________________________________________________________
Eduardo Poeta (por ele mesmo):

"Sou da Jonathas, acesso ao "Abacaxi" mas, comecei no Bugres do Cubango. Fui ritmista, empurrador de carro alegórico, diretor de Harmonia, desfilei até com camisa de APOIO, seja lá o que for isso. Sei sambar, mané, logo, podia ter sido passista, já cantei samba na avenida mas, sou um péssimo intérprete e, não me chamaram mais; só não fui baiana porque isso não pegava bem na minha época. Também já fui compositor e consegui até ser Tri-campeão na Academia de Niterói (Cubango;uma paixão) e Hexa-campeão na princesa do "Cavalão" (Salve a Mocidade de Icaraí;um grande amor); Sou sambista.Ponto. Agora, já que deixaram, vou tirar uma onda de colunista na CADÊNCIA. Vem comigo!"


segunda-feira, 16 de março de 2015

Não entendi o enredo deste samba



Nosso colunista, Eduardo Poeta, volta à Cadência e cria a fictícia G.R.E.S. Sorriso Malandro para falar sobre reaproveitamentos, enxertos e outras coisas que já vimos antes nos desfiles de escolas de samba.

É malandragem ou não é?

Confira a opinião do nosso colunista.





NÃO ENTENDI O ENREDO DESTE SAMBA
por Eduardo Poeta | em 16 de março de 2015

“Gracianne, a rainha africana da comida mineira, sentada no teto do MAC, avista o Rio de Janeiro Olímpico com olhos de águia, vestida com uma tanga de Bananás e uma estrela guia em verde e rosa”. (Carnaval 2016 - G.R.E.S. Sorriso Malandro)


Dá até pra pegar um patrocínio, escultura, um acetatozinho, fantasias, alegorias e ainda vai ter um showzinho de algum moço belo, com renda revertida. Parece o "enredo do crioulo doido" mas, lembra muito o que a gente tem presenciado em certos desfiles de carnaval em uma certa cidade sorridente e litorânea com um disco voador lá em cima do monte. Não que a coluna tenha nada contra àlguma malandragem - faz parte do samba e tal -, o negócio é que o faltoso da ética não anda de terno de linho, malandragem sem sapato branco não existe e, "malandro demais, se atrapalha".

Aquele carro alegórico tá lindo este ano mas, não mudaram nem a escadinha nas laterais, não mudaram nem os queijos de lugar e aquele boneco já foi pierrot, negro, Rei Momo mas, tá com a mesmíssima cara de sempre. Eu juro que já vi aquela fantasia em algum outro lugar... Engraçado, esta escola tá bem pobrezinha mas, a roupa da Ala das Baianas é digna de um grupo especial qualquer; e veja só, a bateria tá sem camisa e nem é enredo afro mas, a roupa da porta-bandeira e do mestre-sala não fazia feio nem na Sapucaí. Será que só gastaram uma grana pra vestir o casal ou a conta não tá batendo direito ?

Em épocas remotas na terra de Araribóia, malandro fazia enredo e botava pra quebrar. É verdade, tinha um enxertozinho aqui e ali, uma alazinha emplumada demais para os nossos padrões mas, a história contada, quase sempre, era inédita e, melhor ainda, autêntica. 

Outros tempos menos malandros, não é ?

Agora estamos revitalizados e muito mais malandreados. Pois é...espera-se que o regulamento dos desfiles – com os mesmos olhos de águia da rainha Gracianne -, comece a atentar e fazer menção ao fato, até pra provar para quem duvida que, no terreiro da União, não tem mais nenhum malandro ou mal intencionado. Em tempo de desfiles gravados, fotografados ao extremo e postados por todos os lados em Redes Sociais e afins, fica muito difícil a gente não saber quem é quem e de onde vem tanta coisa parecida com aquilo que a gente já viu no ano passado, por exemplo. Se a “subvenção da hora” (aquela que só chega atrasada) é curta, o talento é maior. Ou não é ? Credibilidade é tudo quando se quer, verdadeiramente, crescer e seguir em frente.

Eu queria fazer um samba em homenagem à nata da malandragem, conforme aprendi lá no
meu "Abacaxi" mas, malandro, com esta malandragem aí....

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Sorriso Malandro saúda a imprensa “sem rabo preso” em geral, pede passagem e, malandramente, põe em pauta a pergunta: Que malandro é você, mané ?
_________________________________________________________________________________
Eduardo Poeta (por ele mesmo):

"Sou da Jonathas, acesso ao "Abacaxi" mas, comecei no Bugres do Cubango. Fui ritmista, empurrador de carro alegórico, diretor de Harmonia, desfilei até com camisa de APOIO, seja lá o que for isso. Sei sambar, mané, logo, podia ter sido passista, já cantei samba na avenida mas, sou um péssimo intérprete e, não me chamaram mais; só não fui baiana porque isso não pegava bem na minha época. Também já fui compositor e consegui até ser Tri-campeão na Academia de Niterói (Cubango;uma paixão) e Hexa-campeão na princesa do "Cavalão" (Salve a Mocidade de Icaraí;um grande amor); Sou sambista.Ponto. Agora, já que deixaram, vou tirar uma onda de colunista na CADÊNCIA. Vem comigo!"

Confira as outras colunas do Poeta:

2016 VAI SER IGUAL ÀQUELE QUE PASSOU ?

segunda-feira, 9 de março de 2015

2016 vai ser igual àquele que passou?


2016 VAI SER IGUAL ÀQUELE QUE PASSOU ? 
por Eduardo Poeta | em 9 de março de 2015

O colunista Eduardo Poeta analisa prós e contras dos desfiles de Niterói em 2015 e aponta o que pode e deve melhorar para que o nosso carnaval perca esta máscara de "eterna revitalização" e volte a ser o 2º melhor carnaval do Brasil.

Entre os pontos positivos a volta da Amaral Peixoto aos desfiles

Confira a opinião do nosso comentarista.





Tivemos um saldo positivo do carnaval 2015 ?
Sim e não, o que é natural em se tratando de organização de um grande evento. A organização, apesar da nova diretoria da UESBCN não pareceu tão renovada assim mas, não se pode dizer que não tenha sido boa. A mudança do local de concentração da Escolas para a Avenida Amaral Peixoto foi a grande "bola dentro" dos homens que dirigem o carnaval de Niterói. A grande "bola fora" foi a remoção das alegorias das Escolas após os desfiles. A cargo da Neltur e da Nittrans, não só deixaram a desejar como danificaram patrimônio privado tratando-o como lixo, como se aquilo não pertencesse às Escolas e à cultura da cidade. Quem responde por isto ?
A UESBCN também precisa responder, ainda sobre este assunto: Por que uma Escola que desfila às 10:00 h, por exemplo, tem seu carros alegóricos retirados da dispersão apenas depois de uma Escola que desfilou às 01:00 h se eles ficam parados, exatamente, em "fila indiana" ?
Outro ponto incômodo continua sendo o conforto e a segurança do povo que vai assistir aos desfiles na Rua da Conceição. É de graça, verdade mas, tem que ser ruim por isso ?
Neste ponto, tenho que admitir que não é uma questão simples.
A Amaral Peixoto ainda parece grande demais para o tamanho e a estrutura das Escolas à menos que a pista de desfiles na grande Avenida não cresça tanto em comparação à Conceição.
Aí, teríamos montagem de arquibancadas maiores, maior nível de estrutura, mais policiais e guardas-civis envolvidos e, mais verba da Prefeitura para tudo isso, aumentando os custos do carnaval. Tenho medo que a acontecer isto, esta verba seja retirada da subvenção dada às próprias Escolas, fazendo com que a estrutura cresça mas, o espetáculo em si, custe bem mais a se desenvolver. "Tem que tirar da cabeça o que do bolso não dá" é muito legal pra enredo mas, a gente sabe bem que não funciona assim.
Saldo positivo também, na minha opinião, para os resultados. A começar pelo "chamamento popular" na escolha do júri (embora não saibamos bem qual o critério dessa escolha) e terminando com as Escolas que se sobressaíram ocupando as primeiras colocações em seus respectivos grupos.
Senão vejamos: Folia, Sabiá (duas gigantes hoje em dia), Império e Magnólia (estas duas últimas crescem ano à ano, desde que eram blocos; cada vez melhores.) foram, sem dúvidas, as melhores do Grupo Principal. Fora as reclamações de costume, ninguém em sã consciência pode falar nada do título da Folia. Levou o "caneco", bem levado e parabéns. Ponto. A Souza, como já era esperado "mandou" no desfile do Acesso, na contagem mais complicada das apurações, tendo ainda, inclusive, Escola reclamando. Quanto ao título, sem nenhuma dúvida, parabéns à Souza. Ponto.
No Grupo Especial de Enredo (O que seria isso ? Bloco de Enredo é bloco de enredo e Escola de Samba é outra coisa. Quem é verdadeiramente Escola tem que ir para o Acesso) tanto podia dar Combinado quanto podia dar Garra de Ouro (Atenção: são escolas de verdade). Deu Combinado. Festa no Caramujo, parabéns. Ponto.
Por falar em prêmios, senti falta de uma premiação - talvez a Cadência da Bateria faça isso em seu troféu e, se não fizer, eu faço aqui a minha menção honrosa -, à G.R.E.S. Acadêmicos do Cubango que, me parece atualmente, verdadeiramente, uma das grandes incentivadoras e parceira do carnaval da cidade. É incrível o número de materiais (diversos) pertencentes à verde e branco do Cubango e utilizados em seus carnavais que são doados, cedidos, reciclados e revividos pelas Escolas da cidade em seus carnavais. Sem falar no material humano mas, aí é outra história... A festa acabou, os prêmios estão aí e a gente espera, sinceramente, que 2016 não seja igual a este que passou. Seja melhor. Inclusive, que a contas das Escolas e da UESBCN sejam averiguadas com o rigor necessário que se deve ao dinheiro público. Que se concertem os erros e que o carnaval de Niterói perca esta máscara insistente de "eterna revitalização" e se torne um espetáculo que caminhe em direção ao que já foi - não é fácil - pois, revitalizado já está. Não se quer ouvir mais desculpas, não se aturam mais erros. Parabéns, guerreiros do samba. Que venha 2016!
_________________________________________________________________________________
Eduardo Poeta (por ele mesmo):

"Sou da Jonathas, acesso ao "Abacaxi" mas, comecei no Bugres do Cubango. Fui ritmista, empurrador de carro alegórico, diretor de Harmonia, desfilei até com camisa de APOIO, seja lá o que for isso. Sei sambar, mané, logo, podia ter sido passista, já cantei samba na avenida mas, sou um péssimo intérprete e, não me chamaram mais; só não fui baiana porque isso não pegava bem na minha época. Também já fui compositor e consegui até ser Tri-campeão na Academia de Niterói (Cubango;uma paixão) e Hexa-campeão na princesa do "Cavalão" (Salve a Mocidade de Icaraí;um grande amor); Sou sambista.Ponto. Agora, já que deixaram, vou tirar uma onda de colunista na CADÊNCIA. Vem comigo!"

Postagens mais antigas → Página inicial

Na Cadência da Bateria

Na Cadência da Bateria
Carnaval de Niterói é na Cadência

Aconteceu na Avenida

Aconteceu na Avenida
O editor do blog, Luiz Eugenio, entrevistando o intérprete Willian no Carnaval 2008

Magnólia Brasil - Campeã 2020

Magnólia Brasil - Campeã 2020

Alegria da Zona Norte - Bicampeã 2019

Alegria da Zona Norte - Bicampeã 2019

Alegria da Zona Norte - Campeã 2018

Alegria da Zona Norte - Campeã 2018

Folia do Viradouro - Campeã 2015

Folia do Viradouro - Campeã 2015