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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Amigos da Furacão Vermelho e Branco se encontram neste sábado

Os amigos da Furacão Vermelho e Branco, como é conhecida a Bateria da Unidos do Viradouro, voltam a se encontrar neste sábado, 7 de maio, na Ponta da Areia, em Niterói. Mestre Bocão, um dos idealizadores do encontro conta como surgiu a ideia. "Depois de uma conversa com Edson Menezes na Marquês de Sapucaí, pensamos em rever os amigos afastados durante tanto tempo. Contatamos outros amigos da antiga pela internet e marcamos o 1º encontro. Começamos com 6 pessoas e hoje somos em torno 60", conta Mestre Bocão.

No primeiro encontro rolou uma churrascada com 600 latas de cerveja. Para a reunião deste sábado a promessa é de mais churrasco e cerveja. "Alguns baluartes da vermelho e branco já confirmaram presença, entre eles Lambreta, Jorge Baiano e Yara Matias, e ainda dois amigos, mestres de bateria ilustres, também estarão na festa", prometeu Bocão.

Além do bate-papo regado a churrasco e cerveja, certamente os sambistas da Furacão lembrarão os sambas que marcaram a trajetória vitoriosa da Unidos do Viradouro em Niterói e no Rio.

É neste sábado, 7 de maio, a partir das 13 horas no cais da Ponta da Areia, próximo ao ponto final do ônibus 31.

Vai perder essa?


quarta-feira, 4 de maio de 2016

A História Social da Mangueira

A Mangueira completou 88 anos e nosso colunista Professor Mariano não deixou a data passar em branco. 
Em verde e rosa, o Professor enalteceu a contribuição social que a escola deu ao povo carioca. Confira:

A História Social da Mangueira
por Professor Mariano

    No dia 28 de abril a querida escola de samba Estação Primeira de Mangueira completou 88 anos. Não vou aqui nesta coluna, falar dos grandes sambas da Mangueira, dos seus baluartes que contribuíram para a construção da raiz da nossa música popular, da sua inconfundível bateria sem surdo de resposta e de suas conquistas. Pois isso já foi amplamente mostrado por vários artistas e intelectuais. Mas quero nas próximas linhas fazer um resumo da história social desta escola, que se confunde com a própria história do povo negro marginalizado da cidade do Rio de Janeiro.
    “A Mangueira não fica na África, mas no Rio de Janeiro”, foi o que declarou o jornalista Jofre Rodrigues do alto do morro da Mangueira, em dezembro de 1932, encantado com uma das primeiras apresentações que a principal escola de samba do lugar fazia para gente de fora do morro. Este espanto do Jornalista revela o abismo social que existia entre os moradores dos morros cariocas nas primeiras décadas do século XX e o restante da sociedade. Quando Jofre Rodrigues afirmou que a Mangueira não ficava na África, significa que não é na África que devemos buscar as origens e a originalidade do samba, mas nos morros do Rio de Janeiro tão discriminado por um projeto elitista de cidade inspirado no modelo francês.
      A Mangueira escola de samba que esta semana vai ter o verde e rosa cobrindo um dos maiores símbolos da cidade e do Brasil, o Cristo Redentor, nas comemorações dos seu 88 anos. Teve no germe da sua história a luta social pela moradia. A Mangueira se constituiu em terrenos de uma das encostas do morro dos Telégrafos, pertencentes a Alberto Negreiros Saião Lobão, o Visconde de Niterói, e que foram arrendados pelo português Tomás Martins, padrinho de Carlos Cachaça. Carlos Cachaça que ao lado de Cartola seria um dos maiores baluartes da escola, foi antes de tudo um agente social importantíssimo para a conquista do morro da mangueira como local de moradia daqueles que foram esquecidos pelo projeto burguês de República. Isto porque, era Cachaça que dava os recibos dos barracos alugados, devido ao analfabetismo de seu padrinho. Tomás Martins era um pequeno empreendedor que levou emprego e moradia para os moradores do morro da Mangueira. Tal iniciativa foi seguida por outros empreendedores gerando um pequeno lote industrial na região da Mangueira e São Cristóvão. Aumentando assim, a imigração de pessoas para o morro da Mangueira.
      Em 1917, quando faleceu Tomás Martins, o processo de ocupação daquelas terras começou a ser dominado pelas invasões, até então impedidas por seu arrendatário. No início dos anos 40 houve um novo pico de crescimento, incentivado pela tentativa de “fechamento da zona de prostituição do mangue” e pela demolição de moradias populares no centro promovida pela abertura da Avenida Presidente Vargas. Tal fenômeno social fez explodir a luta por moradia na comunidade da Mangueira e transformar a região numa zona de conflito social e violência.
     Carlos Cachaça contou em depoimentos que o contrato de arrendamento entre Tomás Martins e o Visconde de Niterói previa que “no falecimento de uma das partes, ele ou Visconde, tomaria conta novamente”. Este documento foi usado por herdeiros do Visconde de Niterói para tentar expulsar os favelados que já moravam na comunidade. Mas a justiça negou tal pedido. Mas os conservadores e elitistas ainda tentaram exterminar com a sociedade da Mangueira em 1964, quando a Escola de samba já tinha levado o nome do morro para fora do Brasil através dos seus belos sambas e desfiles. Se aproveitando da ditadura militar recém-inaugurada e do endurecimento da política de remoção das favelas promovida por Carlos Lacerda então governador da Guanabara, “um português conhecido no morro por Sr. Pinheiro” ameaçou desalojar os mangueirenses novamente.
      Toda esta luta dos moradores da Mangueira por moradia foi determinante para o surgimento desta fantástica e tradicional escola de samba do carnaval carioca. Cartola ícone da Estação Primeira chegou ao morro da Mangueira trazido pela onda de despejos que assolava as famílias dos operários na cidade do Rio de Janeiro no início do século XX. Pouco depois, em 1919, após a morte de seu avô, Cartola e sua família tiveram que sair da Rua das Laranjeiras, 258 – de uma casa da vila operária da Fábrica de Tecidos Aliança, onde moravam desde 1916 e assim foram se alojar num barraco no morro da Mangueira. Seu pai carpinteiro não tinha condições de sozinho manter a família em Laranjeiras; porém, o avô podia, pois cozinhava para a família de Nilo Peçanha, político importante da antiga República.
      Construído todo esse quadro social de habitação do morro da Mangueira, no final da década de 20 um grande fermento cultural começa atingir o morro e faz com isso, surgir à escola de samba Mangueira. 
      Em 1927 um grupo de jovens rebeldes entediados com os blocos mais “família” que predominavam na folia da favela. Cria o bloco dos Arengueiros que ficou conhecido por seu desempenho mais burlesco e violento na hora de brincar o carnaval. Mas foi desse núcleo carnavalesco, que nasceu o que hoje reverenciamos como Mangueira. Fazia parte desta agremiação uma boa parte de integrantes, que fundariam a Mangueira em 1928.
     Mais que confusão e briga, os Arengueiros sabiam mandar bem no samba e eram os melhores do morro. Assim, acompanhando o movimento que se desenvolvia em outras favelas da cidade, não demorou muito para que abandonassem aquele negócio de briga e partisse para fazer uma escola de samba onde toda uma cultura negra e operária faria parte de sua história.
     Este ano a Mangueira depois de um jejum, conseguiu ser novamente campeã do carnaval carioca com uma grande homenagem a cantora popular Maria Bethânia. Mas o grande legado que esta escola deixou até agora para a cultura nacional foi à construção de uma identidade cultural baseada na força de criação e inventividade dos seus moradores que desde a chegada ao morro dos Telégrafos, lutou não só pela sua sobrevivência, mas para manter viva a cultura dos seus ancestrais negros marginalizados por uma política racista da recém-criada República.

    Para encerrar esta coluna quero fazer uma singela homenagem a um dos mais ilustres mangueirenses, que tive a honra de compartilhar conhecimentos do mundo do samba. Falo de Mestre Comprido grande compositor já falecido e que é um dos autores do samba enredo Yes nós temos Braguinha, que deu o inédito supercampeonato a escola em 1984. Na minha passagem como comentarista da rádio Roquete Pinto no Programa Vai dar Samba, do jornalista Miro Ribeiro, tive o privilégio de aprender o que é ser mangueirense com esse grande baluarte e beber nos términos dos programas da rádio a inconfundível cachaça leite de onça, que ele sabia fazer como ninguém.
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PROFESSOR MARIANO

Historiador e pesquisador do carnaval, um dos fundadores do projeto Cadência da Bateria. 



Em suas colunas aborda o carnaval considerando os aspectos políticos e sociais e a importância dos desfiles para a construção da memória da cultura popular.
  

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Região Oceânica reedita enredo que marcou carnaval de Niterói

O GRES Unidos da Região Oceânica divulgou no domingo, 10 de abril, seu enredo para o carnaval 2017, reedição do desfile campeão na Avenida Amaral Peixoto há 30 anos. "Brasil, em se plantando tudo dá", apresentado em 1986 pela Acadêmicos do Sossego.

fotos: Sidney Sá Fotografia

Para o presidente da Região Oceânica, Ginho, está será uma chance para o folião de Niterói lembrar de um dos grandes momentos dos antigos carnavais da cidade. "Com esse enredo vamos homenagear uma das maiores escolas de samba da nossa cidade. Nossa intenção é mostrar para o povo de Niterói, novamente, um dos inesquecíveis desfiles da Acadêmicos do Sossego, quando conquistou seu primeiro título no carnaval", declarou o presidente Ginho à Cadência da Bateria.


O tema - Desenvolvido à época pelo carnavalesco Équio Reis, o enredo falava do Brasil desde a sua descoberta até a Nova República, não somente das riquezas ou cultura, mas principalmente da forma com que o povo brasileiro enfrentava as dificuldades ao longo da história. Desta vez o enredo deverá ser atualizado. O diretor de carnaval da Região Oceânica, Almir Jhunior, idealizador do projeto de reedição, já iniciou as pesquisas sobre o tema. "Na verdade será uma releitura, mas manterei a mesma linha. Como não temos o original do enredo vamos precisar pesquisar", disse Almir à Cadência. 

Assim como aconteceu no último carnaval, a Região Oceânica terá uma comissão para o desenvolvimento do enredo.


Memória
por Luiz Eugenio - editor do Blog

No desfile de 1986 o carnaval de Niterói viveria um momento de transformação. Era o primeiro ano sem Cubango e Viradouro, que iniciariam suas trajetórias na Capital. Sem as duas grandes forças, a azul e branca do bairro da Engenhoca, a Corações Unidos, seria a substituta natural como a grande escola da cidade já que era considerada a terceira força e a única que conseguira quebrar a hegemonia das duas. Porém essa tarefa acabou ficando nas mãos de uma outra azul e branca, que vinha lá de Pendotiba.

Com um enredo que narrava a força do povo brasileiro em vencer as dificuldades ao longo da história até à Nova República (que àquela época regia o Brasil), a Sossego fatura não só o título de 1986 como os dois subsequentes, fazendo com que a escola do Largo da Batalha se tornasse a grande força do carnaval da cidade. Uma curiosidade deste desfile foi a presença de Alexandre Louzada, hoje carnavalesco renomado na Capital, desfilando como destaque no segundo carro alegórico, representando o Sol.

O samba enredo de autoria dos compositores Bichinho, Edílson Andrade e Ademir Magalhães, interpretado pelo saudoso Odir Sereno, tem como característica principal a presença de quatro refrões, com destaque para o segundo:

“Dos cabelos da Iara
Escorre ouro, escorre prata
Se banhando em cachoeira
Rios, lagos e cascatas”


Uma beleza!

Lembro como se fosse hoje do desfile das campeãs, a Sossego última a desfilar levantando a Amaral Peixoto com seus quase 2.800 componentes entoando aquele samba que pra sempre ficou na minha memória, e no meu coração:

“Como disse Caminha,
Caminha é que tinha razão,
Em se plantando tudo dá
Dá até no coração”


Alô povão pendotibano...


Rufam novamente os tambores
A Sossego explode em flores
Para perfumar o ar

Vamos plantar a beleza
Para colher luxo e riqueza   BIS
Em se plantando tudo dá

Brasil! Oh meu Brasil...
O índio simboliza sua raça
Berço da natureza
De encanto tão sutil
Em mistura de cores
Hospitaleiro nos inspira mais amores

Dos cabelos da Iara
Escorre ouro, escorre prata   BIS
Se banhando em cachoeira
Rios, lagos e cascata

E o Sol...
O Sol com seus raios dourados
Vem ao solo fértil iluminar
Para completar essa beleza
A lua vem a noite clarear ôôô

Ôôô meu pai Xangô
Eu peço proteção para esta nação    BIS
Vem com justiça amenizar a inflação

Como disse Caminha
Caminha é que tinha razão  BIS
Se plantando tudo dá
Dá até no coração





domingo, 10 de abril de 2016

Tupy de Brás de Pina terá Wilson das Neves como enredo

O caminho é longo, mas o sonho é grande. Alimentando-se deste combustível e de muito trabalho, o Tupy de Brás de Pina reuniu forças e voltou a desfilar após 17 anos no Carnaval deste ano. Com o objetivo de subir mais um degrau rumo à Sapucaí, a escola da zona norte do Rio, alcançou o Grupo D e mostra determinação iniciando cedo os preparativos para o Carnaval 2017. Com equipe já montada e apostando no fôlego dos jovens talentos como o do primeiro casal Douglas Motta e Giovanna Casagrande, a azul e branco terá Wilson das Neves como enredo para o próximo ano.

Trajetória do músico será o trunfo da escola para subir mais um degrau no sonho de chegar à Sapucaí

Músico, compositor, ator e amante do samba, Wilson está completando 80 anos, sendo 66 deles dedicados à arte. Parceiro de Elza Soares, Chico Buarque, Paulo César Pinheiro e tantos outros nomes importantes da música, o imperiano continua em plena atividade atuando, compondo e tocando.
Para contar toda a história do artista, uma comissão de Carnaval formada por Marcos Casagrande, Nina Bastos, Kelly Nascimento, Meliza Palma, Wal Magalhães, Márcio Portela,Michelle Caiazzo e Adilson Chacon, já está trabalhando no texto da sinopse que, em breve, será lançada. O logo e o título, no entanto, já estão definidos. Em 2017, o índio guerreiro de Brás de Pina vai de “O Dom de Wilson das Neves” para a disputa acirrada rumo ao Grupo C da Intendente de Magalhães.

domingo, 3 de abril de 2016

Agora é oficial! Estácio vai levar Gonzaguinha para a Sapucaí

Um dos grandes nomes da MPB terá sua trajetória contada na Marquês de Sapucaí em 2017, Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior - o Gonzaguinha - será o enredo da primeira escola de samba do Brasil em 2017, ano em que estaria completando 72 anos. 

Daniel Gonzaga (filho de Gonzaguinha), entre os carnavalescos Chico Spinosa e Tarcísio Zanon

Com a presença de todos os segmentos do GRES Estácio de Sá e de Daniel Gonzaga, filho do cantor, a dupla de carnavalescos Tarcísio Zanon e Chico Spinosa, oficializou o que já vinha sendo ventilado por toda a imprensa. "Temos, mais uma vez, o enorme prazer de contar a história de um grande nome do Morro de São Carlos. Nosso trunfo para 2017 vai descer o morro e ganhar a Sapucaí mostrando o valor que nossa comunidade tem", disse Tarcísio Zanon.

Emocionado, Daniel Gonzaga, que foi um dos finalistas na disputa de enredo para o Carnaval 2016, falou da sensação de ter a história do pai, morto precocemente em um acidente de automóvel, no maior palco a céu aberto do planeta. "A maior felicidade é ter a certeza do reencontro do Gonzaguinha com a comunidade do São Carlos", disse o músico, que está em estúdio dedicando-se a novo projeto musical.

Título do enredo será escolhido em enquete nas redes sociais

Inovando mais uma vez e querendo ter a participação ativa da comunidade na produção do Carnaval 2017, o GRES Estácio de Sá vai escolher o título do enredo que a escola levará para a avenida através das redes sociais. A novidade foi anunciada pelos carnavalescos durante o evento que marcou a oficialização do tema. "Gonzaguinha foi uma pessoa que lutou muito pela democracia além de ter sido um artista multifacetado. Queremos exercitar essa democracia pedindo para que a comunidade participe deste processo escolhendo o título do tema. Temos 06 opções que serão colocadas em nossas redes sociais através de uma enquete. A cada semana, vamos eliminando o menos votado aé que saia o vencedor. Teremos todo o mês de abril aberto para a votação do público", explicou o vice-presidente Nelson Souza.

A equete estará no ar a partir desta terça-feira, na página ofical do GRES Estácio de sá no facebook. Para votar, basta acessar a fanpage: https://www.facebook.com/gresestacio

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Paraíso do Tuiuti renova com Luis Carlos Amâncio

A diretoria do Paraíso do Tuiuti confirmou a renovação de contrato do diretor geral de harmonia, Luis Carlos Amâncio, para o carnaval de 2017. Luis Carlos Amâncio já retoma “os trabalhos”, nesta segunda-feira, dia 4 de abril, com uma reunião com todos os diretores de harmonia às 20h na quadra da agremiação. “Será um grande desafio no meu retorno ao grupo especial, temos uma base muito boa e trabalhamos em equipe, queremos permanecer no grupo especial e vamos trabalhar forte em busca das notas que a escola precisa", comentou Amâncio. (foto: Magaiver Fernandes)


Inscrições para novos diretores de harmonia

O diretor geral de harmonia Luiz Carlos Amâncio, convoca todos os diretores de harmonia do Paraíso do Tuiuti, para reunião geral na próxima segunda-feira dia 04 de abril às 20h, na quadra da agremiação, na ocasião, o diretor estará recebendo inscrições de pessoas interessadas em ingressar no departamento de harmonia do Paraíso do Tuiuti, mesmo aquelas pessoas, que não possuem experiência ou conhecimento em harmonia de carnaval, poderão se inscrever.

O Paraíso do Tuiuti será a primeira escola a desfilar no grupo Especial, no domingo dia 26 de fevereiro de 2017 no Sambódromo.

Vila Isabel: 70 anos ensinando a liberdade.

Nosso colunista Professor Mariano, desta vez mergulha nos 70 anos de uma das mais importantes escolas de samba do Rio de Janeiro. A Vila Isabel. A crônica dessa semana vai além do elo entre o bairro e Noel, e se aprofunda na vocação histórica da Escola, a começar pelo seu nome, passando pelos enredos que exaltam a Liberdade. 
Confira!

Vila Isabel: 70 anos ensinando a liberdade. 
por Professor Mariano

No próximo dia 4º de abril a nossa querida Unidos de Vila Isabel completará 70 anos de existência. Geralmente, quando se quer contar ou refletir sobre a história desta tradicional escola de samba do Rio de janeiro, se começa fazendo um elo no triângulo amoroso entre o genial compositor Noel Rosa, o bairro de Vila Isabel e a escola de samba.

Nesta minha coluna que se propõem hoje homenagear a nossa Vila vou fugir um pouco desse senso comum e vou lembrar-me destes 70 anos da história da Vila por outro prisma. O prisma da liberdade. Em toda a sua história, a liberdade esteve presente na trajetória da escola de Noel. A começar pelo seu nome. Princesa Isabel foi uma mulher que acabou oficialmente com a escravidão no Brasil. Ao fazê-lo, referendou a luta que os negros travaram pela liberdade durante todo o tempo, em que a chaga da escravidão perdurou como lei no Brasil.

Portanto na construção da sua identidade a Vila Isabel carrega o germe da liberdade. Não só isso, mas traz no seu nome, a presença feminina, que historicamente lutou e conquistou sua liberdade perante a sociedade machista. Tendo a princesa Isabel oficializado o fim da escravidão, a Vila Isabel se torna uma escola de samba que nasceu ensinando o seu povo a ser livre de qualquer opressão.

Em 1946 ano em que a Vila Isabel foi criada, estava se desmoronando vários sistemas totalitários no mundo. Dentre eles, o Estado novista Varguista. Com toda esta identidade libertária a Vila protagonizou em seus desfiles e sambas enredos momentos de resistência e clamor político que marcou sua história e da cultura brasileira. Vou agora falar um pouco destes momentos.

Em 1972 em pleno andamento do governo facínora do General Médici, a Vila veio cantando o extraordinário samba de Martinho da Vila Onde o Brasil Aprendeu a Liberdade. Nele o genial compositor, desmistifica aquela máxima que no Brasil os problemas políticos e sociais sempre foram resolvidos com tratados e acordos. Para Martinho e a rapaziada da Vila, o povo pobre e marginalizado buscou sempre através da luta sua liberdade desde Brasil colônia.

Em 1980 quando a ditadura militar já dava sinal de desgaste, a Vila da outra aula de democracia, liberdade e amor ao ser humano. Ao enredar o consagrado poema do escritor comunista Carlos Drummond de Andrade Sonho de um Sonho. A Vila grita pela volta da democracia e dos Direitos Humanos sob a ode popular do samba enredo. Samba este de autoria de Martinho da Vila, Rodolfo de Souza e Tião Graúna. Vale lembrar ainda, que com este belo samba, a Vila fez um grande desfile e ficou em segundo lugar. Outro fator de destaque neste carnaval de 1980 é que quem presidia a Vila Isabel era o grande Paulo Brazão. Compositor de mão cheia e ao lado do Velho China um dos fundadores da Escola do Morro dos Macacos.

Já com o fim da ditadura militar, a Vila vai viver o seu momento áureo como escola de samba. É claro que vocês já sabem que estou me referindo a Kizomba a Festa Raça. Enredo que a Vila trouxe para a avenida, para celebrar os cem anos da abolição da escravatura e que lhe rendeu seu primeiro campeonato num total de três conquistas.

É bom enfatizar que este desfile foi um coroamento de um processo de democratização e liberdade que a própria escola vivia naquele momento. E que processo era este?

Em 1987 Vila Isabel elegeu pela segunda vez, uma mulher para presidente, a primeira foi à pernambucana Pildes Pereira, eleita indiretamente em 1973. Em 1987 foi diferente Lícia Maria Maciel Caniné, conhecida como Russa, foi eleita diretamente para ser a Presidente da escola. A gestão de Russa, uma militante do partido Comunista e mulher de Martinho da Vila, substituía gestão autoritária do Bicheiro ligado à ditadura militar, Aílton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, que se desligou da escola para assumir LIESA.
A Kizomba da Vila, um dos marcos da Sapucaí

Num clima, “mais” leve e democrático, Martinho e a comunidade negra do Morro dos Macacos, organizaram um desfile que consagraria a Vila como campeã do carnaval e transformaria a passarela Darcy Ribeiro numa festa da raça. Kizomba foi um desfile com a cara da Vila Isabel e do seu povo. Por pouco mais de uma hora, a Vila mostrou, contou e cantou para toda a sociedade carioca e o mundo, a saga da raça negra, que ali mostrava a sua cultura e história e celebrava sua liberdade ao som do inesquecível samba de autoria do fantástico Luís Carlos da Vila, Rodolfo e Jonas. A Vila com seu desfile impar, pois naquele ano de 1988 não teve desfile das campeãs, devido uma forte chuva que caiu na cidade do Rio na semana posterior ao carnaval. Agradeceu ao grande líder negro Zumbi dos palmares com a saudação que ajudou a imortalizar o grande samba da Vila. Valeu Zumbi! 

1989 foi um ano marcante na História do Brasil. Depois de décadas o povo volta às urnas para votar para Presidente da República. O clima no país era tenso e de muito descontentamento social com o governo decadente do filhote da ditadura o maranhense José Sarney. Pegando carona nesse clima e mantendo a tradição da escola pela luta dos direitos do cidadão. A Vila vem com o enredo Direito é direito. Nele a escola prega o cumprimento da Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948. A Vila vem denunciando que a justiça é cega e atua quando quer, para atender os mais necessitados. No ano anterior a Vila festejou a abolição da escravatura. Um ano depois, ela vem com um belo samba dos compositores Jorge King, Serginho Tonelada, Fernando Partideiro e José Antônio dizendo que era hora da verdade, pois embora livre o pobre não estava feliz, pois não tinhas os direitos básicos para a formação de uma cidadania completa. O direito civil, político, e social.

Em 1990 o Brasil ver a posse do primeiro presidente eleito pelo voto direto, após anos de autoritarismo político que vinha desde o golpe de 1964. Assume o cargo o ex Governador de Alagoas Fernando Collor de Melo. Conhecido na época com caçador de marajás. Pois pregoou durante sua campanha, que na sua gestão pública como Governador do Estado de Alagoas, perseguiu e exterminou os funcionários que tinham privilégios econômicos. Com um discurso messiânico Collor caiu nas graças do povão e derrotou Lula nas eleições de 1989. Seu governo foi um desastre e ele foi retirado do poder acusado de corrupção pelo próprio irmão. Neste ano a Vila encerra sua tríade de enredos que celebravam e gritavam por liberdade. Se Esta Terra Fosse minha clama por uma reforma agrária e paz no campo. Com um samba lindíssimo de autoria de Jorge Tropical, Jorginho Pereira, Antônio Grande, Bombril e Aninha. A Vila mostrou que desde o período colonial a terra foi negada ao povo trabalhador. Em seu lugar, foi instituído o latifúndio com todo o aparato da lei do Estado para combater, a luta do camponês pelo seu quinhão de terra. O clima pela posse da terra no Brasil no início da década de 1990 era muito tenso, o fato mais emblemático foi o assassinato do líder sindical acreano Chico Mendes em dezembro de 1988 a mando dos latifundiários.

Para encerrar este artigo, não poderíamos deixar de fora, o enredo da Vila deste ano. Que foi uma justa homenagem ao ex Governador de Pernambuco Miguel Arraes. Que por ter feito um governo que trouxe liberdade para seu povo sofreu ataque dos inimigos do sistema político dominante. Com um sambaço composto pelos consagrados Martinho da Vila, sua filha Martinália, André Diniz, Arlindo Cruz e o saudoso Leonel brutalmente assassinado antes do carnaval. A Vila mais uma vez pisou firme na avenida para defender a liberdade e a democracia popular. Memórias do pai arraia contou a saga do Governo de Miguel Arraes que foi eleito pelo povo em 1962, derrotando o candidato da conservadora UDN, partido que defendia o grande latifúndio em Pernambuco. Durante sua gestão Arraes democratizou a sociedade pernambucana e deu liberdade ao seu povo. Através da Educação e de melhor distribuição de riquezas. Com o golpe de 1964 dado pelas elites empresariais e Militares, Arraes foi derrubado e obrigado a se exilar na Argélia. Assim era interrompida a saga democrática popular do pai Arraia.

Portanto meus caros leitores ao completar 70 anos de história esta magnífica escola de samba já deixa como legado a meu ver, a luta pela a liberdade do seu povo. Através dos seus sambas e enredos, Vila Isabel protestou e lutou por cidadania e democracia popular. Tal luta nunca deixará de existir nesta fantástica comunidade dos Macacos e Pau da Bandeira. Como fico bem evidenciado no refrão do samba da escola de 2016. Vem dançar o frevo e a ciranda, silenciar jamais! Parabéns Vila Isabel!
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PROFESSOR MARIANO

Historiador e pesquisador do carnaval, um dos fundadores do projeto Cadência da Bateria. 



Em suas colunas aborda o carnaval considerando os aspectos políticos e sociais e a importância dos desfiles para a construção da memória da cultura popular.

Alegria da Zona Sul confirma Mauricio Lima como diretor de passistas

O GRES Alegria da Zona Sul divulgou na tarde dessa sexta-feira, 1º de abril a permanência do diretor Maurício Lima à frente da Ala de Passistas da escola. Maurício assumiu a direção da ala em 2016 onde atuou de forma conjunta com Giliard Pinheiro, com quem já havia trabalhado na Porto da Pedra, em 2014. Segundo Mauricio, que se tornou Diretor da Alegria faltando 33 dias para o ensaio técnico, com apenas 10 passistas , esse foi um grande desafio que ele conseguiu superar chegando ao desfile com 70 integrantes na ala.

Mauricio Lima ( ao centro ) e integrantes de sua ala.  

Em 2017, quando atuará sozinho à frente da Ala, Maurício informa que vai criar uma oficina de postura aos passistas e um grupo show para apresentações junto da escola. " Quero subir a comunidade e trazer para ala de passistas meninas e meninos do Cantagalo e Pavão Pavãozinho. Eles são o futuro da escola . Aguardem pois a ala de passista da Alegria da Zona Sul vai ser bastante comentada. Sou grato ao Julião , ao Marquinhos e a toda diretoria por permanecer no cargo e quero mostrar resultado até mesmo pela confiança depositada por eles", afirmou Maurício, que também foi o responsável pela Ala de Passistas da escola niteroiense Alegria da Zona Norte, quarta colocado do Grupo Principal da cidade.

No carnaval 2017 a Alegria da Zona Sul levará o enredo “Vou Festejar com Beth Carvalho ,a Madrinha do Samba“ que será desenvolvido pelo carnavalesco Marco Antonio Falleiros.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Oficina de passistas do Estácio começa em abril

O Berço do Samba está de portas abertas para àqueles que desejam aprender o verdadeiro samba no pé. A partir do dia 6 de abril, começam, na quadra do GRES Estácio de Sá, as aulas da oficina de passistas da primeira escola de samba do Brasil. Coordenada por Giliard Pinheiro, responsável pela ala que é só ginga e samba , a oficina terá aulas semanais gratuitas para os candidatos a riscar o chão da Passarela do Samba.

Para participar basta levar duas fotos 3x4 e dedicar-se à arte que encanta o público da Sapucaí. Não há limite de idade para os alunos que poderão inscrever-se a partir dos 12 anos. 

As aulas acontecerão toda segunda-feira, mesmo dia que a ala ensaia na quadra da escola. "Neste primeiro encontro vamos reunir os passistas do Estácio, os interessados em participar da ala e os alunos da oficina. A partir da próxima semana as aulas já começam a todo vapor", diz Giliard.

Feijoada no domingo servirá para anunciar enredo de 2017


No próximo domingo, 3, o GRES Estácio de Sá vai anunciar o enredo com o qual desfilará pela Série A disputando o sonho de voltar ao Grupo Especial. O tema será conhecido durante a Feijoada do Leão, evento mensal que reúne sambistas de toda a cidade na quadra do Berço do Samba. A Feijoada começa às 13h, com entrada gratuita para segmentos e componentes que apresentarem carteirinha ou que estejam usando a camisa do ensaio técnico.

A entrada custa R$ 20, mesmo valor do prato de feijoada. O evento será animado por grupos de pagode e tem classificação livre. No encerramento, show completo com todos os segmentos da vermelho e branco.

A quadra do GRES Estácio de Sá fica na rua Salvador de Sá, 206 – Cidade Nova

Cubango segue renovando com segmentos

Depois de acertar a permanência do carnavalesco Cid Carvalho, o GRES Acadêmicos do Cubango renovou com outros profissionais que participaram do desfile em 2016. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diego Falcão e Jackeline Gomes conduzem o pavilhão verde e branco pela terceira temporada consecutiva. 

De acordo com Jackeline, o casal volta a ensaiar assim que terminar a sua licença maternidade e promete honrar com garra a confiança depositada pela presidência da agremiação. “Eu e o Diego estamos muito felizes com a renovação do contrato e faremos o melhor possível no carnaval de 2017. Só temos a agradecer ao presidente Pelé, pelo carinho e respeito com a nossa dança e responderemos a altura”, disse a porta-bandeira.

Há cinco anos dançando juntos, o casal já passou pela Caprichosos de Pilares, antes de chegarem ao pavilhão do Cubango.


Intérprete também continua

O carro de som do Cubango também continuará com seu microfone número um. O cantor Hugo Júnior segue para a sua segunda temporada como intérprete oficial. Hugo ganhou a oportunidade de estrear como a primeira voz da verde e branca de Niterói, neste ano de 2016 e agradou a diretoria. “Ter a missão de ser o fio condutor não é fácil. Mas, estou muito feliz. Renovamos em poucas palavras, o presidente queria e eu também. Sou cria do bairro e ainda tenho muita coisa para fazer pela minha escola. A expectativa é de mais um grande carnaval e já comecei a trabalhar fazendo algumas mudanças na equipe de músicos”, informou o cantor.

Requinte marca inauguração de espaço destinado ao Carnaval e à moda

Château Rouge une conceitos de moda, carnaval e fotografia

O Carnaval e a cultura do Rio de Janeiro ganharam um novo espaço. Foi inaugurado na noite desta quarta, 30, o Espaço Múltiplo Château Rouge. Dirigido pelo estilista e produtor Sandro Carvalho, o local, único na cidade, reúne, não somente conceitos que fazem parte do cotidiano do Carnaval, mas garante a praticidade de proporcionar aos clientes a comodidade de encontrar serviços diversos no mesmo local.

Contando com uma equipe que tem expertise nas áreas de interesse, o Château Rouge oferecerá, além de ateliê, aulas personalizadas de samba no pé e Samba Fit, estúdio fotográfico, maquiagem, coaching para casais de mestre-sala e porta-bandeira e área para exposições. “Nossa proposta é fazer do Château Rouge um espaço cultural, mostrando que o Carnaval e a moda podem andar juntos e, mais do que isso, mostrar que o Carnaval precisa, cada vez mais, se profissionalizar”, explicou Sandro Carvalho, dono do espaço.

Quitéria Chagas e Rosa Magalhães homenageadas

Além da decoração inspirada nos ateliês parisienses, cada sala do espaço terá uma personalidade do Carnaval emprestando seu nome ao ambiente. No local dedicado a exposições, Quitéria Chagas, ex-rainha de bateria do Império Serrano e ex-musa da Vila Isabel, terá seu nome eternizado. A beldade, que se afastou da folia para dedicar-se à filha Elena, prestigiou o coquetel de inauguração do Château Rouge e acenou com a possibilidade de voltar à Avenida.

O proprietário do Château Rouge, Sandro Carvalho, com Quitéria Chagas, personalidade que da nome a uma das salas do espaço. (foto: Diego Mendes) 

O espaço dedicado à criação e consultoria de estilo tem o nome da maior vencedora da era Sambódromo. Rosa Magalhães, carnavalesca da São Clemente, cedeu croquis e figurinos de seu acervo pessoal para o ambiente.

Com localização estratégica, o Espaço Múltiplo Château Rouge foi aprovado por nomes com grande representatividade no Carnaval. Chiquinho do Babado (Babado da Folia) e Fabio Ricardo (carnavalesco da Grande Rio), falaram sobre a nova opção de serviço. “O Carnaval estava precisando de um espaço como este. A ideia de montar uma estrutura próxima ao Sambódromo e que garantirá conforto a destaques, musas e rainhas foi fantástica. Melhor ainda ter, no mesmo lugar, toda a facilidade para os clientes”, disse Chiquinho do Babado.


Chiquinho do Babado e Sandro Carvalho na inauguração do novo espaço de cultura da cidade (foto: Diego Mendes)


O Espaço Múltiplo Château Rouge vai funcionar de segunda a sexta-feira, em horário comercial. Mais informações sobre atividades do espaço pelo telefone (21) 2252 3532










O espaço também disponibilizará estúdio fotográfico, maquiagem e área para exposições (foto: Diego Mendes)

quarta-feira, 30 de março de 2016

Vila 70 anos

A Unidos de Vila Isabel completa na próxima segunda-feira, dia 04 de abril, 70 anos de fundação. Para comemorar a data a diretoria da escola realizará uma missa na quadra da agremiação, a partir das 20h. O evento será aberto ao público e a missa será celebrada pelo padre Valtemário Frazão, pároco da basílica Nossa Senhora de Lourdes. 

A quadra da azul e branca fica no Boulevard 28 de setembro, 382, em Vila Isabel.

Estácio anuncia enredo neste domingo

No próximo domingo, 3 de abril, a partir das 13h, o Berço do Samba realiza mais uma edição da Feijoada do Leão. Com tempero especial, a feijoada preparada pelo chef Edson Marinho e servida com alegria pelas tias baianas da escola, será palco para o pontapé inicial rumo ao Carnaval 2017 com o anúncio do enredo com o qual a primeira escola de samba do Brasil vai disputar seu retorno ao Grupo Especial.

A roda de samba terá a participação de diversas atrações. Fred Camacho, Luiz Camilo e Marcelinho Moreira já confirmaram presença no samba que será embalado pelos grupos Ritmo Brabo, Samba na Veia e Só Raiz. Para coroar a tarde de festa, uma apresentação especial dos segmentos da escola que em 2016 emocionou a Marquês de Sapucaí com enredo que contou a história de São Jorge, o santo guerreiro.

Enredo de 2017 será anunciado durante o evento

Uma das notícias mais aguardadas pela comunidade do GRES Estácio de Sá, será dada durante a Feijoada do Leão. O enredo com o qual a vermelho e branco disputará a Série A com o sonho de voltar ao Grupo Especial será anunciado no domingo com a presença de toda a equipe da escola. Embora o tema sobre Gonzaguinha seja um forte candidato, o presidente Leziário Nascimento prefere continuar o suspense. "Até agora a escola não confirmou nada a respeito do Gonzaguinha. Este é um tema forte, e que tem muitas chances de ser enredo do Estácio, mas só vamos falar sobre isso durante a feijoada. O que posso afirmar é que, qualquer que seja o enredo que a gente anuncie, será competitivo e com chances de levar a nossa escola a disputar o campeonato. Conto com a nossa comunidade em todos os momentos, principalmente a partir do anúncio. Esta é a hora de bater no peito e mostrar a força que nós temos", diz o presidente.

Para presentear o estaciano, a entrada estará liberada para segmentos que apresentem carteirinha, componentes que estiverem vestidos com a camisa do ensaio técnico de 2016 ou com a carteirinha de desfilante. A entrada custará R$20, mesmo preço da feijoada.

A quadra da primeira escola de samba do Brasil fica próxima a três estações de metrô (Praça XI, Estácio e Cidade Nova), além de ser corredor de passagem para variadas linhas de ônibus que fazem o trajeto Zona Norte – Centro – Zona Sul. Há facilidade de estacionamento e de táxi no local. O endereço da quadra do GRES Estácio de Sá é Rua Salvador de Sá, 206 – Cidade Nova.


Mocidade já tem data para apresentar equipe do Carnaval 2017

No próximo dia 10 de abril, a partir das 13h, acontece a ‘Feijoada Verde e Branco’ na quadra da Mocidade Independente de Padre Miguel. Nesta edição o evento terá show com o cantor Bebeto, o grupo Partideiros Boêmios, e contará com apresentação da equipe de profissionais do Carnaval 2017.

Haverá também um show com os segmentos da escola. Para degustar, a deliciosa feijoada vencedora do prêmio Feijoada Nota 10 em 2015.


Os ingressos já estão à venda nas bilheterias da quadra, nas lojas South e também pela internet, através do link http://guicheweb.com.br/mocidade/evento/3573.

A entrada de Pista, sem direito a feijoada, custa R$ 20. O setor de Mesas com quatro lugares custa R$ 120. Já o prato com feijoada sai a R$ 20 A quadra da Estrela Guia da Zona Oeste fica na Avenida Brasil, 31.146, em Padre Miguel. Classificação Etária: 12 anos. Telefone: 3291-8700

Mocidade abre cadastramento para alas de comunidade

A Mocidade Independente de Padre Miguel abre neste sábado, dia 02 de abril, de 10h ás 17h, as inscrições para suas alas de comunidade no Carnaval 2017. Para se cadastrar é preciso levar cópia do comprovante de residência, do RG e uma foto 3x4.

Os interessados pagarão uma taxa de R$ 40 e ganharão carteirinha que dá direito a entrada nos ensaios comerciais, feijoadas e eliminatórias de samba-enredo. A Mocidade resolveu antecipar as inscrições para dar mais organização e estreitar os laços com os componentes num período anterior à escolha do samba.

As inscrições são voltadas para quem já é desfilante da agremiação e também para quem está interessado em começar a desfilar na Mocidade. A quadra da escola fica na Avenida Brasil, 31.146, em Padre Miguel.



terça-feira, 22 de março de 2016

Cubango renova com carnavalesco mas perde Rainha

O Acadêmicos do Cubango já garantiu Cid Carvalho para a equipe de carnaval 2017. O contrato renovado na última semana marca a segunda temporada do carnavalesco na verde e branca de Niterói. A agremiação que conquistou a sexta posição no grupo de Acesso A em 2016, com o enredo “Um banho de mar à fantasia”, aposta novamente na parceria com Cid. Segundo o presidente do Cubango, Oliver Pelé, o carnavalesco se integrou muito bem a escola e soube sanar com criatividade as dificuldades encontradas.

A apresentação de toda equipe e do tema do carnaval 2017 do Acadêmicos do Cubango será no dia 23 de abril, sábado, a partir das 14h, durante a premiação Jorge Lafond, na quadra da agremiação (Rua Noronha Torrezão, 560, Cubango-Niterói).


Cris Alves deixa posto de rainha da Bateria 

O GRES Acadêmicos do Cubango informa que Cris Alves não pertence mais ao quadro da agremiação, onde ocupava o disputado posto de rainha de bateria e a diretoria da ala de passistas.

A presidência da verde e branca de Niterói esclarece que foi procurada, no último dia 4 de março, pela sambista, que comunicou o seu desejo de se desligar da escola, alegando falta de tempo para se dedicar as funções. O presidente do Cubango, Olivier Pelé, que tem grande apreço pela sambista, lamentou o fato, mas atendeu o pedido da ex-rainha. “Só temos a agradecer o trabalho e o carinho que a Cris sempre teve com a escola e com todos os componentes. Ela é ‘ouro da casa’ e foi um grande privilégio tê-la como rainha de bateria”, destaca Pelé.
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Na Cadência da Bateria

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Carnaval de Niterói é na Cadência

Aconteceu na Avenida

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O editor do blog, Luiz Eugenio, entrevistando o intérprete Willian no Carnaval 2008

Magnólia Brasil - Campeã 2020

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Alegria da Zona Norte - Bicampeã 2019

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Alegria da Zona Norte - Campeã 2018

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Folia do Viradouro - Campeã 2015

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