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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Mocidade entrega sinopse aos compositores

Em evento restrito aos compositores e componentes da escola, a Mocidade Independente de Padre Miguel apresentou na noite da última quarta-feira, 05 de julho, a sinopse de seu enredo para o Carnaval 2018. "Namastê... A essência que habita em mim saúda a que existe em você" tem como carnavalesco e autor o campeoníssimo Alexandre Louzada. Já a sinopse foi escrita pelo jornalista e biógrafo da agremiação, Fabio Fabato.

A proposta do tema é promover uma espécie de casamento entre Brasil e Índia, mostrando que boa parte de nossa identidade historicamente consagrada tem origem justamente em terras indianas. "Tão logo foi aventado este enredo, Fabato e eu nos falamos e decidimos que tentaríamos extrair o que haveria de mais brasilidade e Mocidade nessa proposta", diz Louzada, com a cabeça na busca pelo bicampeonato.

Fabato, que não integra a comissão de carnaval da escola, conta que ficou feliz com o convite para escrever o texto e está confiante no bom desempenho da agremiação. "Louzada é o único carnavalesco que ganhou em quatro escolas grandes diferentes. Nem Joãosinho Trinta fez isso. Ou seja, ele buscou entender o estilo da Mocidade e foi muito especial trocarmos ideias sobre como agradar o coração do torcedor", conta ele, que é autor de “As Três Irmãs – como um trio de penetras ‘arrombou a festa’”, primeira biografia da Estrela Guia da Zona Oeste.

Os sambas concorrentes deverão ser entregues pelas parcerias para a escola no dia 26 de agosto, na quadra da agremiação, de 14h ás 20h.

Sinopse - Carnaval 2018

Namastê... A estrela que habita em mim saúda a que existe em você

Presidente – Wandyr Trindade (Vô Macumba)         
Vice-presidente – Rodrigo Pacheco
Direção de carnaval – Marco Antônio Marino
Carnavalesco e autor do enredo – Alexandre Louzada
Autor da sinopse – Fábio Fabato

Introdução

O início, o fim e o meio, quando olhamos para o alto, são as estrelas. Aqui e em qualquer lugar do planeta. E é junto delas que mora Kamadhenu, divindade que toma a forma de uma vaca sagrada e flutua na agitação do oceano cósmico, mãe celestial, provedora da abundância. Segundo os escritos hindus, lá de cima, com suas tetas abençoadas, jorra o leite, alimento primeiro da vida, e consegue realizar todos os sonhos. Bem, o início, o fim e o meio dessa história são formados por encontros que parecem escritos justamente nas estrelas. A partir da Via Láctea, chamada de rio Ganges do céu, desce o líquido da inspiração que irriga nossa escola e torna possível o congraçar de duas terras. A bênção para o casamento começa no deus Brahma (início), então adormecido no azul, e que desperta para conceber o universo todo. Depois, aparece Vishnu (meio), a energia mantenedora dessa criação esplendorosa. Shiva (fim), o deus da transformação de todas as coisas, a dança das possibilidades do destino, energia que movimenta a invenção e a destruição do que existe, completa a Trimúrti, trindade suprema que nos abre alas – à moda do que acontece nos terreiros de samba. Eis a permissão superior para rufarem os tambores de nossa festa, com Rama e Sita nos cuidados para a perfeita harmonia, e Ganesha, força contra os obstáculos, sinalizando evolução livre nessa Avenida da utopia real. Hora de abrir a cortina do passado.

Sinopse do enredo

Namastê... A estrela que habita em mim saúda a que existe em você

E vem então a clássica cena do navegante vidrado no mar a ser desbravado. O início, o fim e o meio da jornada rumo ao desconhecido, ao lado das estrelas, eram águas salgadas e bravias, a primeira imagem, e também a derradeira, a dobrar a curva imaginária lá no horizonte. Ele se jogou. Por descuido ou conveniência, o português errou o caminho rumo ao oriente na rota das especiarias e foi dar, vejam só!, no litoral brasileiro, redescobrindo o já descoberto por aqueles a quem, preguiçosamente, resolveu chamar de índios. Velas ao vento, sem saber ou muito sábio (vá saber...), enamorou as partes “Índias”– religiões, formações, culturas, desigualdades sociais e independência suada – unindo-as, mesmo que com oceanos de distância. A pluralidade de tais extensões permitiu a incorporação de valores, sabores, olores, salpicando estilo indiano no cenário indígena natural. Já que sem a Índia talvez nem houvesse este Brasil de agora, foi saudação fluida, gostosa, num troca-troca de peculiaridades que se tornaram jeitinhos nossos. E o tempo tratou de gravar n’alma.
“Namastê!”, a essência estrelada que habita em mim saúda a que existe em você. Apesar de significar cumprimento, a expressão encantou-se com a intenção de reconhecer o ser que existe no outro. E este Pindorama tropical, convidativo e miscigenado viu brotar por cá um pouco mais de poesia e identidade do que nos ensinam no colégio. Se daquela enorme porção de Ásia ecoavam histórias de guerras, conquistas e amor – como a do palácio de pedras preciosas que virou a mais bela prova do sentimento de um monarca por sua escolhida – por aqui também brilhavam sagas verdadeiras ou fantásticas. Sim, os nossos índios adoravam astros, transmitiam lendas, e havia no ar um etéreo enlace geográfico já em flor. Prima-irmã da asiática flor de lótus, adereço de Brahma, a vitória-régia nasceu da paixão da índia Naiá por Jaci, ou Lua, obra divina de Tupã – o trovão supremo da criação, sopro da vida. A partir de encontros assim entre crendice e realidade, e que redesenhavam – várias vezes à força –, a natureza genética, social e econômica da terra antes virgem, aconteceu o primeiro beijo com a Índia. E ele deixou um gostinho doce nos lábios.
Fato é que a cana-de-açúcar veio encantadora de longe, ganhou status de grande riqueza agrícola, motor do Gigante inda menino. E aí, sem doçura qualquer, mas de um azedume dos diabos, impôs a estrutura desigual da sequência – escravocrata por desviado princípio. “Ringe e range, rouquenha, a rígida moenda” e, daqueles arranhões e ruídos que arrepiavam o engenho, saíram o açúcar, a garapa e, como não?, a boa e velha pinga, fino da nossa bossa. Além disso, a Colônia iria conhecer o poder das joias, da seda, danças, e um curioso cheirinho bom que enfeitiçou o cangote da nobreza. Deu em revolução na moda das sinhás que andavam sobre liteiras, algumas inspiradas no transporte da elite indiana. O sândalo perfumou os leques que, no vaivém para espantar o calor do Verão naquele precário e apaixonante chão, sopraram nova essência para os movimentos históricos. E a chita virou marca, tecido porreta, o belo e o feio no país que nasceu contraditório. Transitou na corte, no baixo clero, virou discurso de quem tanto quer causar quanto desaparecer na multidão, a depender da estampa. Vestido de princesa ou toalha de mesa, madame? Mas foi justamente à mesa a maior das delícias do matrimônio que nos inventou, reinventou e, é claro, danou de também recriar o que veio de tão longe. Impossível não notar que a culinária brasileira versa sobre a nossa cultura tal qual a música, os pincéis, os corpos em balanço. E a Índia não se intimidou quando convidada a invadir o cardápio.
Ora, o comércio das especiarias nos entregou, no começo de tudo, a pimenta-do-reino, a noz-moscada, o gengibre, o cravo, a canela. Ou seja, nascemos assim, crescemos assim, somos mesmo assim, vamos ser sempre assim – plenos de sabores e aromas que inspiram a arte e os costumes. “No tabuleiro da baiana tem... Vatapá, caruru, mungunzá, tem umbu pra iôiô...”. E quem há de negar que a Índia foi incremento para este paladar eternizado na voz de Carmem Miranda? Já as frutas indianas viraram autênticos discursos de um Brasil que, mais à frente, se quis grande e bronzeado para mostrar o seu valor. As nossas morenas ganharam cor de jambo na praia, o coco – da cocada, cuscuz e dos manjares – virou Aquarela, dádiva do tronco forte aonde Ary Barroso amarrou a sua rede nas noites claras de luar. Mas nenhuma outra nos fez a República que viramos, de democracia ‘vezenquando’ vacilante, quanto a banana. Yes, nós temos! Para dar, vender, engordar e, quiçá, crescer. Inda houve três árvores asiáticas que, de batuque em batuque, quem diria?, deram o toque de mestre à receita do carnaval. A mangueira inspirou certa supercampeã Estação Primeira, do verde e manga-rosa inconfundíveis. E o “Corta-jaca”, de Chiquinha Gonzaga, que escandalizou os conservadores quando executado no Catete? Sim, ele é filho da mesma jaqueira que encantou o voo seminal da Águia Altaneira de 22 carnavais vitoriosos. Para completar, um obrigado do fundo do nosso quintal para quem, à sombra da tamarindeira, caciqueou por dias a fio e, incansável, só foi parar na cinzenta quarta-feira.
Já esta brincadeira não cessa agora. Prepare o seu coração pro que eu vou contar: bem mais de século faz que, sob o mesmo signo da transação com temperos, o boi Zebu indiano também cá desembarcou, sujeito e predicado, valioso de tudo. Corcova alta ou cupim, cabeça no lugar, sábio fazedor-pensador da vida, em nosso pedaço se pôs até a filosofar sobre os homens – estes que, coitados, não sabem ouvir “nem o canto do ar, nem os segredos do feno” – incapazes, portanto, de perceberem outro ambiente, que não o da própria razão. O Zebu, pelo contrário, fez daqui o seu novo mundo, virou brasileirinho, cultura popular, economia vigorosa e até poesia matuta. Quem não sabe do formigueiro que picou o animal preguiçoso que só queria ‘cuchilá’ à sombra do juazeiro? Do rio Ipojuca, mestre Vitalino consagraria o boi que veio da Ásia na arte sertaneja, forjando e cristalizando do barro, com as mãos, a imagem de um torrão do Nordeste que escorreu aos quatro cantos a partir do fuzuê da feira de Caruaru. Sagrado para quem fica do outro lado do mar, o bicho à brasileira é Guzerá, Indubrasil e, na criatividade das manifestações, Mansinho, de Mamão, Bumba-Meu-Boi, Boi-Bumbá, ah..., e o que mais a imaginação dessa gente puder tratar de misturar. Eis aí o nosso charme. E também destino. Indeléveis.
Mas destino mesmo é o de sermos independentes, tal qual a Mocidade, assim eternizada em pia batismal, palco desse casamento sem fronteiras aqui. Gente é pra brilhar, para ser livre pelas veredas concretas da paz, sábia senhora, via dos inquietos, dos sonhadores, dos inconformados diante da desordem das coisas e desse mundo louco. A desobediência civil pacífica do líder Mahatma Gandhi, que encontrou no calor da resistência não armada a senha da liberdade de seu país, foi semente, perfume e tempero indianos de senhora pregnância. E ressonância. Viramos, e fomos, e somos, e seremos todos Filhos de Gandhi, cujo Afoxé exubera axé, e filhos do axé de nossos próprios mensageiros de luz nacionais. De Betinho, com quem sonhamos em regresso no barco da volta, passando por Gentileza e sua urbana poesia naïf saída do fogo, até Mãe Menininha do Gantois, Chico Xavier, Chico Mendes, Dom Hélder Câmara, Abdias do Nascimento, Irmã Dulce, Mãe Beata de Iemanjá... Tantas, tantos. Pinta o rosto, meu amor, igualzinho ao que ocorre no milenar festival Holi, das Cores, na Índia, que celebra o triunfo do bem sobre o mal. Chama todo o pessoal e manda descer pra ver: hoje é carnaval! 
Nesse fraterno banho-ritual de mitos em águas de aproximação, Ganges então se funde com outro rio em igual medida abençoado, nosso Rio de Janeiro, mas também de fevereiro, março, abril – do famoso requebro febril – semeado pela velha Guanabara mater por onde um dia desembarcou o navegante que partira com olhos de cobiça. Assim, voltamos ao começo, à descoberta que se tornou mescla, e a história faz um círculo descrevendo a simbologia da mandala, no girar da roda do tempo que nunca para. Eis o completo entrelaçar de mensagens, sonhos e sagas de dois povos, Brasil e Índia, sob o cuidado atento de alguém que, sagrado e superior, inclusivo e sincrético, nos legou justamente a mensagem dos citados pacifistas e o autoconhecimento para decodificarmos a gramática percussiva dos nossos corações, por vezes tão vagabundos. Foi um profeta Maluco Beleza que nos contou certa vez sobre este ser divino que é em si filosofia de vida para quaisquer recantos e crenças, sob formas, feições e tambores variados. Alguém que, feito da terra, do fogo, da água e do ar, tudo vê e, mais longe: tudo é. A luz das estrelas, a cor do luar, a mãe, o pai, o avô. O filho que ainda não veio. O início, o fim e o meio.

Fábio Fabato


“Enredo dedicado ao Movimento Autofagia Independente, que despertou ainda mais a essência que habita em mim para a essência da Mocidade.” (Alexandre Louzada)


“Texto dedicado aos Trindades da Mocidade, figuras e energias que criaram, mantêm e encantam os destinos da escola...” (Fábio Fabato)



SETORES

1)      Eram os deuses abre-alas...
2)      Segredos de uma “Índia” com bons selvagens
3)      Colônia lusitana com fragrância asiática
4)      Identidade e poesia em mesa farta
5)      Nosso boi brasileirinho
6)      Gandhi e os mensageiros da paz


BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

ANDRADE, Carlos Drummond de. Um boi vê os homens. In Claro Enigma. São Paulo. Companhia das Letras, 2012.

ASSARÉ, Patativa do. O boi Zebu e a formiga. In Ispinho e fulô. São Paulo: Hedra, 2005.

ATTALI, Jacques. Gandhi: o despertar dos humilhados. [tradução: Sandra Guimarães]. Barueri: Novo Século Editora, 2013.

BARRO, João de; RIBEIRO, Alberto. Yes, nós temos bananas!. Disponível em: https://www.vagalume.com.br/braguinha/yes-nos-temos-bananas.html. Acesso: 15 de junho de 2017

BARROSO, Ary. Aquarela do Brasil. Disponível em https://www.vagalume.com.br/ary-barroso/aquarela-do-brasil.html Acesso em: 15 de junho de 2017.

______. No tabuleiro da baiana. Disponível em: https://www.letras.mus.br/ary-barroso/322008/. Acesso em: 15 de junho de 2017.

BILAC, Olavo. O boi. In Poesias infantis. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1929. P. 16

CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro. Rio de Janeiro: Ediouro Publicações, 1954.

______. Lendas brasileiras: 21 histórias criadas pela imaginação do nosso povo. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, [s.d.].

GIL, Gilberto; BENJOR, Jorge. Filhos de Gandhi. Disponível em: https://www.vagalume.com.br/gilberto-gil/filhos-de-gandhi.html. Acesso em: 15 de junho de 2017.

HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

LEMOS, José Otávio. Brasil com Brahman. Uberaba: Jol Editora, [s.d.].

______. História contada pelo vovô. Uberaba: Jol Editora, [s.d.].
                                                                                                                
______. Nelore, a raça forte. Uberaba: Jol Editora, [s.d.].

______. Zavala, a vaca multicolorida. Uberaba: Jol Editora, [s.d.].

LUIZ, Thiago Marques. Nº 72 - Gita. Publicado em Rolling Stone Brasil, 100 maiores músicas brasileiras, edição 37, outubro de 2009.

NARAYANAN, Vasudha. Conhecendo o Hinduísmo: origens, crenças, práticas, textos sagrados, lugares sagrados. Petrópolis: Vozes, 2009.
PRABHUPADA, Bhaktivedanta Swami. Bhagavad-gita como ele é. Disponível em: http://radioharekrishna.com/gita.html. Acesso em: 15 de junho de 2017.

RIBEIRO, Darcy. O Povo brasileiro: A formação e o sentido de Brasil. 2ª ed. São Paulo:
Companhia das Letras, 1995.

SILVA, Alberto Francisco da Costa e. A moenda. In Zodíaco. Rio de Janeiro. Nova Fronteira, 1985.

SEIXAS, Raul; COELHO, Paulo. Gita. In: Gita. Rio de Janeiro: Phillips Records, 1974. Disco sonoro. Lado A, faixa 1.

VALENTE, Assis. Brasil Pandeiro. Disponível em: https://www.letras.com.br/brasil-pandeiro/assis-valente. Acesso em 15 de junho de 2017.

Namastê!

Léo Capoeira é o novo mestre de bateria do Caldeirão da Zona Oeste

segunda-feira, 10 de julho de 2017
A diretoria da Unidos de Bangu anunciou na última  quinta-feira, dia 06, a contratação de Léo Capoeira como o novo mestre de bateria do Caldeirão da Zona Oeste. Ele iniciou sua trajetória no samba em 1997, tendo desfilado como ritmista na Lins Imperial, Arranco, Tradição, Império da Tijuca, Unidos da Tijuca, Vila Isabel e Grande Rio.

Mestre Léo e presidente Marcelo do Rap
(Foto: Ascom Unidos de Bangu)

Léo iniciou como diretor de bateria, na função de auxiliar, em 2002 na Tradição, com mestre Dacopê e, no Império da Tijuca, com mestre Elias. Ficou na Tradição até 2009 como diretor. Entre 2010 e 2015, assumiu como mestre a bateria Explosão de Elite. Entre 2016 e 1017, Léo foi mestre de bateria do União do Parque Curicica. "Como ritmista desfilei em quase todas as escolas de samba do Rio de Janeiro. De 2002 a 2009 fiz parte da direção de bateria da Tradição. De 2010 a 2015, fiquei como mestre da bateria Explosão de Elite. Em 2016 e 2017, fui mestre na Curicica. Estou chegando e vou trazer para a Unidos de Bangu minha equipe de trabalho e, já a partir do próximo domingo, dia 09, no Arraiá Bangu, iniciarei no comando da bateria Caldeirão da Zona Oeste. Na próxima terça, dia 11, vou me reunir com os ritmistas e mostrar minha proposta de trabalho. Vamos juntos realizar um grande trabalho", ressaltou.

Feliz pelo convite feito pelo presidente Marcelo do Rap, o mestre agradeceu a confiança depositada acrescentando que irá trabalhar para conquistar as notas máximas no Carnaval de 2018. "A escola está grandiosa e agradeço a minha indicação feita pelo diretor de harmomia, Kenga, e pela comissão de Carnaval. Agradeço também a confiança do presidente da Unidos de Bangu, Marcelo do Rap, e do presidente de honra, Sandro Avelar. Pretendo fazer um trabalho sério e gradioso conforme a escola está se propondo para o Carnaval de 2018, já que fez grandes contratações", destacou mestre Léo.

Tuiuti faz festa para apresentação do samba enredo

segunda-feira, 10 de julho de 2017
O Paraíso do Tuiuti promoveu uma festa para apresentação oficial de seu samba-enredo na última sexta-feira, dia 07 de julho. A obra foi composta por Claudio Russo, Moacyr Luz, Dona Zezé, Jurandir e Aníbal, e dá música ao enredo ``Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?``.

O tema será desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos.

Confira a galeria de fotos da festa 
(Fotos: Eduardo Hollanda)















































Vila entregou sinopse do enredo 2018

segunda-feira, 10 de julho de 2017
A Vila Isabel reuniu na noite da última sexta-feira, dia 07 de julho, seu time de compositores na quadra para entregar a sinopse do enredo``Corra que o futuro vem aí``. O carnavalesco Paulo Barros juntamente com sua equipe formada por Paulo Menezes, Isabel Azevedo, Simone Martins e Ana Paula Trindade apresentou o texto, desenvolvendo cada uma das etapas e versos.

(foto: Eduardo Hollanda)

O tema falará sobre a necessidade do homem se reinventar para atender as demandas tecnológicas do amanhã. "Desejo sorte e tenho certeza que a Unidos de Vila Isabel escolherá a obra perfeita para disputarmos nosso título do próximo carnaval", apostou o carnavalesco.

Novos encontros entre os compositores, que devem aproveitar as oportunidades para esclarecer dúvidas, e a direção da Vila Isabel acontecerão na quadra de ensaios, nos dias 13/14 de julho e 14/21 de agosto, das 18:30h às 22h. Já a entrega das obras também ocorrerá na quadra, dia 25 de agosto, a partir das 20h. 

Para se inscrever, é necessário levar 50 cópias da letra do samba e seis CDs com o áudio do mesmo. Informações no telefone 2578-0077. 

SINOPSE VILA ISABEL 2018

"CORRA QUE O FUTURO VEM AÍ!"

Resumo
De onde viemos? Aonde vamos? Como escolher o futuro que queremos? A Vila Isabel quer traçar uma trajetória de descobertas e invenções que nos trouxeram até aqui. E que podem nos levar ainda mais longe. Depressa, tomem seus lugares. Preparados? A Vila vai partir! Vamos saber, juntos, o que ainda somos capazes de construir. Mas, para encontrar as respostas, precisamos começar olhando para o passado. Desde o início da história, estamos inventando o futuro, e, todos os dias, damos um passo em sua direção. Então, como nossos antepassados criaram o mundo que conhecemos hoje? O que descobrimos que fez com que chegássemos onde estamos? E o que seremos capazes de inventar ainda para revolucionar nosso futuro?

E fez-se a luz!
Os primeiros habitantes do planeta viveram por muito tempo nas trevas, em um mundo perigoso e hostil. Há milhares de anos, estávamos sozinhos e na escuridão, até que começamos a aprender a controlar a natureza. O fogo foi a maior conquista do homem pré-histórico. Depois, descobrimos como carregar aquela luz e clarear os caminhos. E fomos evoluindo ao longo do tempo, inventando outras maneiras de transformar o conhecimento. E, se hoje iluminamos cidades inteiras, foi porque no passado um de nós teve uma ideia brilhante.

Gira mundo sem parar
E quem de nós fez o mundo girar? Uma nova era de mudanças surgiu quando criamos a primeira roda, utilizada na agricultura e em outras atividades. Passamos a produzir engrenagens que aumentam ou diminuem a velocidade. Ganhamos potência e resistência para levantar peso, fixar e deslocar objetos. E começamos a mover moinhos, movimentar as águas e controlar as horas, os segundos... Que surpreendente pensamento inventou de contar o tempo para a vida acelerar? Inventores extraordinários sempre contribuem para mudar nossas vidas com descobertas que nos levam a disparar em direção ao futuro!

O mundo na palma da mão
Para entender o presente e pensar o futuro, não podemos deixar de observar como nasceram os primeiros registros em barro, que, com o passar do tempo, deram origem à escrita de diferentes povos. E, quando surgiram os números e aprendemos a matemática, criamos invenções fantásticas, que multiplicaram nossa capacidade de somar. Letras e números inspiraram outra revolução na história da humanidade: a invenção da imprensa! Os livros impressos facilitaram a criação do futuro em todas as áreas e ganharam o mundo. A comunicação se expandiu, mas foi através do telefone que nos aproximamos ainda mais uns dos outros. Quanto mais avançamos, menores se tornam as distâncias entre nós. Em busca desse objetivo, inventamos a linguagem dos computadores. As primeiras máquinas eram enormes, mas em pouco tempo caberiam na palma de nossas mãos. Hoje, nos comunicamos em rede com pessoas de todo o planeta, com apenas um clique, de qualquer lugar. Estamos mais uma vez no limiar de uma nova era.

Som e imagem em ação
E pensar que tudo começou em torno da luz, um fenômeno fascinante que também exerce uma influência incrível na história da arte e dos meios de comunicação da humanidade. Através de inúmeros estudos, muitos procuraram como reproduzir e fixar a imagem, até dominarem a técnica da fotografia. Logo, pessoas do mundo todo passaram a registrar os momentos mais importantes de suas vidas. Algumas dezenas de anos depois, podíamos chegar a todos os lugares com a informação. A invenção do rádio e da televisão permitiu a transmissão da notícia e do entretenimento de forma imediata. Mas foi através do cinema que a imagem em movimento e o som se uniram para encantar o público. A sétima arte nos leva através do tempo a lugares surpreendentes, usando alta tecnologia na criação de efeitos especiais.

Aonde você quer ir?
Agora vamos adiante, porque algo vai acontecer que transformará nossas vidas para sempre. Outra invenção que mudou o mundo foi a bússola. No mar, na terra ou no ar, viajantes e exploradores passaram a determinar uma direção e percorrer longas distâncias, a qualquer hora do dia ou da noite. Os navegantes conseguiram dominar os oceanos, sem perder o rumo, e o comércio entre os continentes floresceu. E os mistérios escondidos nas profundezas do mar, que sempre inquietaram o homem em suas viagens, também foram revelados. Esse desejo de conhecer lugares inexplorados inspirou as ideias de inventores visionários, atravessou séculos de inovação e nos levou a dominar até o espaço. Primeiro, vieram os balões. Depois, os aviões e os foguetes. Agora, podemos navegar em busca de outros planetas, vivendo a fantástica aventura da engenhosidade humana.

Como será o amanhã?
Mas foi um longo caminho a ser percorrido até aqui. A essa altura, podemos escolher como queremos que seja o nosso amanhã. Em breve, as novas tecnologias que já estão nas ruas serão acessíveis a todos. Hoje, produzimos conhecimento capaz de criar veículos que circulam sem causar nenhuma emissão de gases poluentes e que podem ser abastecidos em casa. Atravessamos milhares de anos, procurando conhecer a natureza e, agora, descobrimos como é importante preservá-la. Sem poluição nem devastação, podemos conceber um futuro sustentável, que produza energia limpa e em total equilíbrio com o meio ambiente. Afinal, é preciso avançar na direção de uma existência em harmonia e com respeito a todos aqueles que habitam o planeta. Pronto para se conectar? Viver em cidades inteligentes, em que tudo pode acontecer, se planejarmos e comandarmos digitalmente o nosso dia? Duvida? Então, corra, porque essa revolução já começou. Nos vemos no futuro!           





Estácio recebe sambas concorrentes nesta quarta

segunda-feira, 10 de julho de 2017
Vai começar a disputa na Estácio de Sá. A escola, que completa 90 anos em agosto e vai homenagear os mercados populares no Carnaval de 2018, receberá na quarta-feira, 12, as inscrições das obras que irão concorrer na disputa de sambas-enredo que vai eleger o hino oficial do tema “ No Pregão da Folia Sou Comerciante da Alegria e com a Estácio Boto Banca na Avenida”.

Ao longo de três semanas, o carnavalesco Tarcísio Zanon recebeu os poetas que estarão na disputa para tirar dúvidas sobre as composições. Feliz com os resultados que chegaram até ele, Zanon acredita que a disputa terá muita qualidade. "Estou ansioso para ver o que os nossos compositores reservaram para esse concurso. O que pedi desde o início, foi que eles fizessem sambas bem pra cima, com a cara da Estácio e , pelo que vi, vamos ter uma disputa bem acirrada", comenta.

A partir das 18h, a direção de Carnaval estará na quadra recebendo as inscrições das parcerias que podem ter até 06 (seis) compositores já incluindo as participações especiais. A taxa de inscrição é de R$50 reais para cada compositor que também deverá entregar 05 Cd’s gravados, 01 CD somente com a base da gravação e 20 cópias impressas da letra do samba concorrente. A primeira apresentação dos sambas na quadra acontecerá, no dia 14 de julho (sexta-feira), a partir das 22h.

As eliminatórias acontecerão até o dia 01 de setembro, data em que a primeira escola de samba do Brasil conhecerá seu hino oficial para 2018. A Estácio de Sá estará na disputa do título da Série A desfilando na sexta-feira da folia. O pavilhão vermelho e branco será o último a cruzar a Marquês de Sapucaí, na primeira noite de apresentações.

Cubango apresenta sua equipe para o carnaval 2018

segunda-feira, 10 de julho de 2017
Durante a roda de samba “O Resgate”, a escola de samba Acadêmicos do Cubango, da Série A, apresentou sua equipe para o Carnaval 2018.

Visando as notas máximas, o presidente da verde e branco de Niterói, Rogério Belisário, escolheu cada profissional com o máximo de cuidado, e assim, a escola pode contar com a dedicação de todos os profissionais.

Equipe Carnaval 2018 (foto: Divulgação)

Uma das primeiras providências do presidente Rogério Belisário, depois de eleito em 7 de maio deste ano, foi em fazer a manutenção dos profissionais contratados pela antiga gestão. Os carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, o mestre de bateria Demétruis Luiz e o intérprete Evandro Mallandro seguem na agremiação. Para a direção de carnaval, Alexandre Brittes assumiu a função. Ao lado dele na harmonia, os diretores Allan Guimarães e Daniel Katar são os responsáveis pelo quesito. "Tenho certeza que a Cubango hoje tem um time competitivo, profissional, dedicado e empenhado em somar com a escola. Fui muito criterioso nas escolhas. Mantivemos parte dos artistas já contratados pela antiga gestão, pessoas de muito talento e que mostram a cada dia empenhados em suas funções. Agora estamos completando o time com o coreógrafo, os casais de mestre-sala e porta-bandeira e nossa diretora da ala de passistas. Estou muito orgulhoso em dar esta notícia para a Cubango, neste evento para a comunidade, então quis dar a notícia primeiro para a comunidade. Agora estamos unidos para mostrar a força da Cubango na avenida", disse o presidente.

Porta Bandeira - Para defender o pavilhão do Acadêmicos do Cubango, os escolhidos para o primeiro casal foram Thais Romi e Diogo Jesus. Thais tem 24 anos, e desfila como porta-bandeira desde 2009, passando por escolas como Paraíso do Tuiuti e Unidos do Porto da Pedra. Atualmente estava como comentarista do quesito no site SRZD. "Este carnaval terá um gosto especial, pois terei o prazer de defender o pavilhão do Acadêmicos do Cubango, escola tão querida não só por Niterói, bem como por mim".

Mestre Sala - Já Diogo Jesus tem 26 anos e no último carnaval foi campeão com a Mocidade Independente de Padre Miguel. Já dançou na Acadêmicos da Rocinha e Portela. O mestre-sala, logo após a sua saída da Mocidade, formou uma parceria com Thaís, e desde então os dois tem se empenhados em aprimorar sua dança para conquistar as notas máximas do quesito defendendo as cores da verde e branco. "Ser campeão com a Mocidade foi uma das minhas maiores conquistas como profissional do samba. E agora formando uma parceria com a Thais, tenho a plena certeza de que será um ganho na minha carreira e juntos defender o pavilhão da Cubango nada mais é que um feito histórico pra mim. Estamos com muita vontade e queremos fazer o melhor desfile de nossas vidas".

Segundo casal - Já para ser o segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, os escolhidos foram os jovens Joyce Santos e Rodrigo Machado. Joyce é estudante e fez parte da ala de passistas da Cubango ano passado. Também foi porta-bandeira da escola de samba niteroiense Bafo do Tigre e participou do Feitiço do Rio, da Série E do carnaval carioca, ambas atividades ao lado do mestre-sala Rodrigo Machado. Já Rodrigo desfila na verde e branco desde 2013, passando por segmentos como bateria e ala de passistas e foi o mestre-sala campeão do Acadêmicos do RJTV, concurso promovido pela TV Globo no carnaval passado.

Comissão de Frente - Para coreógrafo da comissão de frente, o Acadêmicos do Cubango contará com a experiência de Sérgio Lobato. O profissional acumula 28 anos de experiência em dança. Foi diretor artístico do Corpo de Baile do Teatro Municipal do Rio e também diretor artístico da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil. Atualmente é professor da tradicional escola Petite Danse. Iniciou a carreira de coreógrafo de comissão de frente na Tradição, passando por escolas como Unidos da Tijuca, Viradouro, São Clemente, União da Ilha e Acadêmicos da Rocinha. O profissional acumulará função com a Portela, no Grupo Especial "Estar ao lado das duas maiores campeãs, Portela e Rosa Magalhães, é um orgulho e honra. Mas sei que tenho que fazer um ótimo trabalho. E agora, agregar a estes, a Cubango, só torna meu ano muito feliz e agradecido. Sinto-me muito preparado para representar as duas escolas, será muito árduo, porém gratificante. O convite veio através do Alexandre Brittes e me sinto reconhecido e gratificado".

Passistas
- Para coordenar a ala de passistas da agremiação, a escola está trazendo de volta a modelo e atriz Cris Alves. A bela mulata já é bastante conhecida da comunidade: desde criança na escola, passando pela ala das crianças e passistas, a beldade foi rainha de bateria da escola durante quatro anos (2013, 2014, 2015 e 2016), sendo três deles acumulando função como coordenadora das passistas (2014, 2015 e 2016). Além disso, em 2012 ela foi a Rainha do Carnaval carioca. Emocionada com o retorno, Cris conta como será seu trabalho nesta nova fase da Cubango. "Meu trabalho em primeira mão será resgatar todos os passistas da comunidade, valorizando pratas da casa que por algum motivo se afastaram da escola. Segundo momento montar um projeto onde poderemos trabalhar samba, afro, dança de salão e algumas outras danças típicas regionais do nosso Brasil. Juntamente com a ala de passistas espero somar num grande desfile. Espero, através de muitos ensaios, somar na pontuação máxima em harmonia e evolução. Farei o possível para mais visibilidade de nossa ala, pois nossa agremiação vai ganhar muito com isso".

O Acadêmicos do Cubango será a quinta escola a desfilar no sábado de carnaval, pela Série A da Lierj com o enredo "O rei que bordou o mundo", falando da vida e obra de Arthur Bispo do Rosário.



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