CADÊNCIA DA BATERIA

O maior encontro de bandeiras de Niterói

NA CADÊNCIA DA BATERIA

Cobrindo os desfiles de Niterói desde a Revitalização

NA CONCEIÇÃO OU NO CAMINHO NIEMEYER

Carnaval de Niterói é na Cadência

CARNAVAL DE NITERÓI

A Cadência valoriza nossas agremiações

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O maior acervo do Carnaval de Niterói

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Carnaval de Niterói. Ontem e hoje!

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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Unidos de Padre Miguel lança projeto social

quarta-feira, 21 de junho de 2017
A Unidos de Padre Miguel recebe neste sábado, (24), o projeto “UPM Social”, que contará com diversas ações de saúde, educação lazer e cultura, além de serviços gratuitos de utilidade pública.

Em parceria com a Faculdade Castelo Branco, o Instituto Embeleze, entre outras empresas, o projeto acontecerá na quadra da escola, de 09 às 13h.

Com a expectativa de oferecer cerca de 300 atendimentos, o 1º UPM Social contará com os serviços de orientação jurídica, isenção da 1ª e 2ª vias da carteira de identidade, certidão de nascimento e casamento, além de aferição da pressão arterial, teste de glicemia, exame de vista, corte de cabelo, manicure, pedicure e muito mais.

Crianças e jovens também poderão curtir a primeira edição do projeto. Isto porque a Zion, maior escola de entretenimento da América Latina, vai levar o Projeto Z, garantindo a diversão da garotada que poderá aproveitar a arena de games e ainda aprender sobre os cursos de Design gráfico, web design, Artista 3D, Tv e Cinema, criação de games entre outros.

O endereço da quadra da vermelha e branca é Rua Mesquita, 8 – Vila Vintém/ Padre Miguel.

São Clemente realiza primeiro tira dúvidas com carnavalesco

O GRES São Clemente realizará no dia 22 de junho, a partir das 19h, o primeiro encontro entre os compositores da agremiação e o carnavalesco Jorge Silveira com o intuito de orientar os poetas Clementianos quanto à criação dos seus sambas de enredo para o carnaval 2018.

Durante o evento a direção da agremiação também irá informar as regras e o calendário da disputa de sambas de enredo.

O evento acontecerá no barracão do GRES São Clemente, que fica na Rua Rivadávia Corrêa 60 – barracão 9 – Cidade do samba.

Em 2018 a São Clemente desfilará com o enredo “ACADEMICAMENTE POPULAR”, desenvolvido pelo carnavalesco Jorge Silveira.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Unidos de Bangu realizará eliminatória do concurso de mestre-sala e porta-bandeira nesta terça, dia 20

A Unidos de Bangu realizará nesta terça-feira, dia 20 de junho, a partir das 20 horas, mais uma eliminatória do concurso que irá escolher o segundo e o terceiro mestre-sala e a segunda e terceira porta-bandeira da vermelho e branco da Zona Oeste. A seleção será no Casino Bangu, na Rua Fonseca, 534, no bairro de Bangu, com entrada liberada. Na ocasião, haverá ensaio de bateria com mestre Zumbi, e de passistas com diretor Kaiio Mackenzie.

Os 12 casais que participam do concurso deverão chegar ao local com uma hora de antecedência e seguir as orientações da diretoria da agremiação. A grande final será realizada no dia 9 de julho, na realização do Arraiá Bangu, no mesmo local, a partir das 18 horas.
A análise será individual e haverá corte de mestre-sala e de porta-bandeira. Portanto, dediquem-se ao máximo em suas apresentações. Os jurados irão avaliar diversos aspectos dos candidatos como dança, o amor pelo carnaval, e a sintonia.

A vermelho e branco da Zona Oeste, que abrirá o Carnaval da Sapucaí em 2018 com o enredo "A Travessia da Calunga Grande e a Nobreza Negra no Brasil".

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Feijoada da Magnólia Brasil agitou o Fonseca.

segunda-feira, 19 de junho de 2017
Comunidade e componentes do GRES Magnólia Brasil e sambistas da cidade prestigiaram a 2ª Edição da Feijoada da Magnólia, realizada no último domingo, 18 de junho, na sede da Escola no Fonseca, evento que já está se tornando tradição na cidade.

O anfitrião Renatinho, presidente da Magnólia Brasil, recebeu vários presidentes e dirigentes de agremiações co-irmãs filiadas à LESNIT. Marcaram presença na festa, Carlos Xororó do Combinado do Amor, Cidiclei do Garra de Ouro, Saulo Novato da Sabiá, Willian Neves do Támole mas é Meu, Teresa Sousa do Bafo do Tigre, Chaynne Santos da Alegria da Zona Norte Luiz do Bem Amado e Anderson Negut do Balanço do Fonseca.

Renatinho com o presidente do Combinado do Amor e da Lesnit, Carlos Xororó, e a Musa do Carnaval de Niterói e colunista da Cadência, Lucelia Vargas.

No dia 9 de julho na quadra do Unidos da Região Oceânica, a LESNIT (Liga das Escolas de Samba de Niterói) promove sua festa de apresentação aos sambistas niteroienses.

Bafo do Tigre elege Teresa Sousa por mais 2 anos

Responsável pelo belo desfile do GRES Bafo do Tigre em 2017, Teresa Sousa, terá agora a missão de reconduzir a agremiação do Morro do Estado ao Grupo Principal do Carnaval de Niterói. Na eleição realizada no último domingo, 18 de junho, Teresa foi aclamada presidente para o biênio 2018/19. 

Teresa comanda por mais dois anos uma das mais tradicionais Escolas de Samba de Niterói. (foto: acervo pessoal)

Mesmo sem chapas concorrentes, comunidade e componentes mostraram total apoio à presidente, Teresa agradeceu a todos pelo comparecimento. “Peço ajuda de todos os amigos, componentes e comunidade para o carnaval 2018. Continuem com a nossa escola”, escreveu a presidente em seu perfil do Facebook.

Atualmente filiada à LESNIT (Liga das Escolas de Samba de Niterói) o Bafo do Tigre ficou em 4º lugar no Grupo A em 2017.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

PREFEITURA X LIESA. Economia, educação, demagogia e blefe. A farsa da subvenção do carnaval carioca.

Colunistas da Cadência, Professor Mariano e Eduardo Poeta se unem para escrever um artigo sobre o assunto que movimentou o mundo do samba na última semana: a redução, pela metade, da verba destinada às Escolas de Samba da Capital.

(Imagem disponível em: https://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/brasil/2014/03/04/comlurb-anuncia-demissao-de-300-garis-que-mantiveram-greve-no-rio.htm)

PREFEITURA X LIESA.
Economia, educação, demagogia e blefe. A farsa da subvenção do carnaval carioca.
por Professor Mariano e Eduardo Poeta

A ironia veste a fantasia e toca surdo, cavaco e tamborim. Foi preciso um alcaide evangélico, o pastor e, atual prefeito da cidade do Rio de Janeiro, para nos dizer que o sambista é que deve ser mais valorizado neste imenso espetáculo que se tornou o desfile das escolas de samba do grupo especial.   Toda a celeuma é por conta dos 50% que ele pretende reduzir na “subvenção” dada, pela prefeitura, às escolas - em campanha prometeu aos sambistas que a verba seria mantida e, quem sabe, acrescida. 

Em nome de uma suposta “crise”, mas que sabemos muito bem, que é na verdade um projeto econômico de sufocamento da classe trabalhadora, para que o cassino da jogatina especulativa do capitalismo continue, ele pretende a partir desta redução, para “aplicar” essa grana em creches e saúde. Ano passado outras prefeituras usaram deste artifício para suspender seus festejos de momo.

No Rio de Janeiro tal medida anunciada vem causando muita polêmica. Pelo peso e proporção que os desfiles das Escolas de Samba tomaram aqui na cidade maravilhosa.  O "maior  espetáculo da terra" é aqui e portanto, “seu” Crivella, aqui o papo é outro.

Fazendo uma autocrítica, um milhão mais a grana dos direitos televisivos deveriam sim dar para continuarmos a realizar esta festa. O problema que nós sabemos que o desfile do Grupo Especial virou um grande negócio que vem enriquecendo muita gente. Políticos, jornalistas, carnavalescos, dirigentes e sambistas.

Sendo assim, nós da Cadência da Bateria, que valorizamos acima de tudo o samba como cultura popular e não produto de venda no exterior, achamos que é um exagero da LIESA, cancelar os desfiles. Mesmo com o corte de verba dá sim, para fazer uma bela festa. Poderia ser até um momento histórico, para que muita coisa começasse a ser feita, no sentido de fazer com que os desfiles das escolas de samba do Grupo Especial se tornassem algo mais popular e menos modorrento.
      
Por outro lado, sabemos que esse papo político do senhor alcaide Crivella de dizer que vai pegar a grana do carnaval e aplicar em educação e saúde é papo “para inglês ver”.  Primeira coisa que temos que debater é o seguinte: Carnaval é cultura. Logo tem seu orçamento próprio, portanto essa história de alocar recursos do carnaval em educação e saúde é pura retórica e demagogia, que a nosso ver, revelam na verdade, a faceta de um governo de cunho evangélico. 

Ao tomar essa decisão de corte de verba o pastor está sinalizando um movimento para enfraquecer uma das instituições mais tradicionais do carnaval, mas que por práticas equivocadas ao longo do tempo foi se esvaziando como instituição cultural representativa e popular. O resultado disso, é que o prefeito está apostando que, um enfrentamento hoje com as “escolas de sambas S/A” do “elitista” Grupo Especial mas, que também atingirá o Grupo de Acesso A. Seria vitória para a prefeitura e mais do que isso; seria o começo de um processo de enfraquecimento do carnaval. Pois o fato do desfile do Grupo Especial ter virado, na prática, grade de programação de TV e lucro turístico comercial, permite que a prefeitura defenda a diminuição da grana para tal evento. Tal atitude poderá ter boa repercussão na opinião pública. Nunca é bom lembrar que muito dos eleitores do pastor vieram das camadas populares, inclusive do próprio mundo do samba. O que é uma baita ironia carnavalesca, diga-se de passagem. 

Dentro deste cenário achamos que não passa de um blefe da LIESA  o cancelamento do desfile de 2018. Pelo simples fato de esta entidade ter um histórico de pouca transparência e  democracia na sua gestão. Para o “povão” poderia passar, como uma atitude antipática perante a suposta “crise” avassaladora que o Estado do Rio estaria passando.


Para encerrar queremos dizer, que este impasse que se estabeleceu sobre os desfiles de carnaval pode ser um momento singular para que, os verdadeiros sambistas, façam um movimento político em defesa, da realização dos desfiles.  Além disso, propor um carnaval mais popular, democrático, politizado e transparente no seu concurso.  Assim, talvez, pudessem ganhar essa queda de braço com o alcaide pastor. 

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Rádio Cadência - Programa Samba, Suor e Cerveja (10 jun 17)

A cada semana os colunistas do blog Na Cadência da Bateria se reúnem num botequim de Niterói/RJ para um bate-papo descontraído e irreverente sobre o que de mais importante e relevante (ou não!) acontece nos bastidores carnaval.

Gravado em: 10 de junho de 2017
Produção: Na Cadência da Bateria

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Guerreiros de Jacarepaguá comemora sua fundação com festa neste sábado

Surge uma nova agremiação no carnaval carioca. O Grêmio Recreativo Bloco Carnavalesco Guerreiros de Jacarepaguá foi fundado por militantes do samba e terá o advogado e compositor Alexandre Valle como presidente. E para comemorar o surgimento, será realizado, no próximo sábado, 17 de julho, seu primeiro evento intitulado "Samba e Sopa com Antonio", em homenagem ao dia de seu padroeiro, Santo Antônio, comemorado no último dia 13 de junho.

Na oportunidade, além da presença de personalidades do mundo de samba, da LIESB e integrantes da escola madrinha Renascer de Jacarepaguá, haverá uma roda de samba-enredo com vários cantores para animar o evento. Em seguida, a nova agremiação irá apresentar seu mestre de bateria, Dener, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Julie Reis e Rogério Jr, as responsáveis pela ala de passistas, Ana Paula Bastos e Juliana Ferreira, o intérprete oficial Boleti, além dos membros da diretoria.

O evento será no Bar do Tuninho, na Estrada de Jacarepaguá, 11-B, a partir das 18 horas, na Freguesia, em Jacarepaguá. Entrada franca.

Região Oceânica tem novo coordenador de passistas

O Unidos da Região Oceânica anunciou no início da semana mais um reforço para a equipe do Carnaval 2018. Trata-se do novo coordenador da Ala de Passistas, Pylla. Para o presidente da Escola, Ginho, o convite foi feito pelo comprometimento do profissional com a agremiação. “Está na escola desde 2015 e sempre contribui muito com a nossa escola, principalmente nos momentos mais difíceis. Acho que chegou a hora de dar essa oportunidade a ele, pois tem competência para comandar nossa ala de passistas, e experiência, por já ter desfilado em várias escolas da Capital. Confio muito no trabalho do Pylla”, disse o presidente Ginho à Cadência da Bateria.

Identificado com a escola, Pylla promete muito trabalho

Surpresa – Pylla ficou muito entusiasmado com o convite do presidente, mas se mostrou surpreso com a novidade. “Foi um convite inesperado quando o Ginho me fez a proposta. Mas não pensei duas vezes. Disse sim! Desfilo na agremiação, quero somar com todos e espero fazer um excelente trabalho. Agradeço a Deus por abrir mais uma porta, e ao presidente Ginho por estar me dando essa oportunidade. Agradeço também ao Almir Junior pelo apoio. Que venha o Carnaval”, vibrou Pylla.

Apresentação –
O novo coordenador de passistas será apresentado na festa que a Região Oceânica promove no dia 1º de julho em sua quadra em comemoração aos seus 14 anos de fundação. Na ocasião haverá o lançamento oficial do enredo da escola para o carnaval 2018 e também serão apresentados o novo diretor de bateria, o carnavalesco e a musa Lucelia Vargas. A quadra da Região Oceânica fina na Estrada Velha de Maricá, 60, em Várzea da Moças. O evento começa às 17h.

Cadência tem nova colunista. Na pauta, Rainhas, Passistas e Musas

quarta-feira, 14 de junho de 2017
Uma semana após ser anunciada como a nova Musa do GRES Região Oceânica, Lucelia Vargas, estreia sua coluna Na Cadência. Nossa Musa e pesquisadora do Carnaval abordará em seus artigos um segmento tão comentado no mundo do samba e que a cada ano ganha mais destaque nas avenidas. As Rainhas, Passistas e Musas terão um canal exclusivo na Cadência através dos textos irreverentes, polêmicos e picantes de Lucelia. A beleza no Carnaval será analisada por todos os ângulos por nossa Musa. Nessa primeira participação, Lucelia fala sobre as Musas que marcaram seus nomes na história da Marquês de Sapucaí.

E elas, aquelas que nos hipnotizam, merecem aplausos.
por Lucelia Vargas

A Rainha que me encantou: Monique Evans. Mocidade Independente de Padre Miguel, 1984. Eu tinha dois anos. Mas aquilo me deixou inebriada. Depois vieram outras: Luma de Oliveira, minha Rainha Mor, Luiza Brunnet, que levava elegância à Avenida, Juliana Paes, que promete voltar esse ano com tudo na Grande Rio e, claro, Viviane Araújo.

Vim falar da Beleza do Carnaval. Vim tratar das mulheres belas que fazem o Carnaval. Sempre estarei aqui para falar exclusivamente delas. Ou uma em destaque, ou sobre ser Rainha, ser Musa, Ser Passista. Ser sim, porque é um estado passageiro. Nós estamos naquele momento, representando a beleza de uma agremiação.

Antes de tudo, vamos colocar o Ego de lado? Vamos entender o que representa cada cargo desse pra sua Escola de coração? E vamos entender também o motivo pelo qual algumas aproveitam isso pra mostrar a sua individualidade, quando o Carnaval é um conjunto. Falamos disso em um próximo encontro.

Monique Evans, lá em 1984, desfilava nua? Sim, ela podia. Com aquela altura, com aquele corpo, se esconder pra que? Mas você via nos seus olhos o brilho de estar representando a Mocidade Independente. O amor. A entrega. Coisa que vemos hoje em Viviane Araújo. Às vezes com pouca roupa, às vezes representando um personagem do enredo, nua ou não, mas sempre entregue.


Monique Evans. Primeira rainha de bateria do carnaval carioca, nos anos 80Disponível em: http://acervo.oglobo.globo.com/em-destaque/monique-evans-a-primeira-rainha-de-bateria-do-carnaval-carioca-nos-anos-80-11604728)
(Leia mais: http://acervo.oglobo.globo.com/em-destaque/monique-evans-a-primeira-rainha-de-bateria-do-carnaval-carioca-nos-anos-80-11604728#ixzz4jz6mTCVe . (foto Acervo O Globo. 

Luiza Brunet? Nunca precisou estar pelada. Sua elegância falava por si mesma. Linda, inebriante. Todos os olhos voltavam pra ela. Não precisava de mais nada. Fazia da bateria da Imperatriz Leopoldinense a sua casa. Fazia do toque da bateria o seu fundo musical pra desfilar na Passarela do Samba.

Luma de Oliveira! O que falar dessa mulher, gente ? Você que, assim como eu, admira e é apaixonada pelo Carnaval, a dela estava nos olhos! Ou no coração e dali pulava para o corpo e mostrava a sua sensualidade na Avenida. Seu ápice foi a Viradouro. Acredito que seu amor maior. Essa mulher, não nos deixava olhar pra outro lugar. Ela, na quadra, era enigmática. Ela hipnotizava.

Começavam então as disputas para saber qual delas arrasaria mais. Se bem que naquela época não era nem a metade do que é hoje. Cada uma tinha seu espaço. A disputa de hoje falarei em um próximo artigo.

Não temos mais Monique Evans, Lumas, Brunets. Temos Viviane Araújo e Juliana Paes. Tudo mudou, assim, como a vida. O financeiro. A beleza. Os corpos sarados. E o amor ao samba ? Não sei.

Quando uma Escola de Samba hoje em dia escolhe a sua Rainha, a sua Musa, as suas Passistas, muitas vezes elas não mais nos hipnotizam. Estão ali pra pensar em si mesmas. Leia bem: ALGUMAS VEZES. Outras ainda demonstram seu amor, Viviane Araújo, Cris Alves, Juliana Alves.

E o troca troca? Elas não representam a Escola. Elas representam uma categoria. Tem até padrão: corpo tem que estar super malhado, cabelo com um super mega hair, rosto com muitas aplicações, cílios super postiços, fantasia super da moda, ou transparência, ou maiô, vestido ou nua mesmo.Mas tem que ser caro. Aí elas desfilam. Aí ano que vem são despejadas.

Mas assim funciona o Mundo daquelas que se comprometem a vir como Rainhas, Musas e Passistas. E tem muito mais. Muito a falar, muitas a entrevistar, muitas a contar suas batalhas e histórias.

Estou aqui pra isso. Saber das batalhas, das histórias, das mancadas, das lutas, das rejeições, das fantasias, das indignações pelas quais passamos.

Contribua comigo e vem falar, porque nunca vi um canal aberto para podermos expressar o que sentimos quando tomamos uma posição de Destaque em uma Escola de Samba, merecida por nossa beleza.

Não falei das Passistas. Acho que elas merecem um artigo especial. Coreografia? Antigamente , colocavam as mulatas pra sambar ! Hoje elas tem coreografia, Coordenador, Diretor, Rainha, Rei, Muso (oi?) e por aí vai ! Vamos debater e conversar sobre esses assuntos todos.

Quero aqui esmiuçar cada tema com detalhe, hoje é só uma apresentação do que será falado.

Vamos mostrar o lado bom e o lado ruim da Beleza no Carnaval. Mulheres bonitas, mulheres guerreiras, mulheres sambistas acima de tudo. Estou de olho.

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LUCELIA VARGAS
Musa e pesquisadora do carnaval

Na Cadência, vai abordar Rainhas, Musas e Passistas do Carnaval do Rio de Janeiro e de Niterói, através de análises irreverentes, polêmicas e picantes.

Tradição e Império Gonçalense entregam sinopse do enredo 2018

As duas escolas de samba filiadas à Liesb divulgaram nesta quarta-feira, 14 de junho, a data de entrega de suas sinopses do enredo para o Carnaval 2018. O GRES Império Gonçalense que vai abordar o tema "Timbó", entregará aos compositores na próxima terça-feira, dia 20 de junho, às 20 horas, no Tamoio Futebol Clube.

Já o GRES Tradição entregará no dia 18 de julho, às 20 horas, a sinopse do enredo do Carnaval 2018: "Sabá - soberana da Etiópia, sedutora de Jerusalém". Os compositores deverão comparecer à quadra da agremiação, na Estrada Intendente Magalhães, 160, Campinho, para o tira-dúvidas.

O carnavalesco Leandro Valente, que assina os enredos das duas agremiações estará à disposição nas datas informadas para explanação do enredo e tirar dúvidas dos compositores.

A Tradição será a quarta escola a desfilar pela Série B, da Liesb, na terça-feira de Carnaval, no dia 13 de fevereiro de 2018, e o Império Gonçalense será a décima terceira escola a desfilar também na Intendente Magalhães mas pela Série E, no Sábado das Campeãs, no dia 17 de fevereiro de 2018.


terça-feira, 13 de junho de 2017

Estácio divulga datas dos tira-dúvidas com carnavalesco e informações sobre a disputa de sambas

Com novo enredo e sinopse já divulgados, o GRES Estácio de Sá liberou as informações aos compositores, referentes à disputa que vai eleger o samba enredo que vai ilustrar o enredo “No Pregão da Folia Sou Comerciante da Alegria e Com a Estácio Boto Banca na Avenida”, o qual está sendo desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon.

De acordo com o calendário, Zanon organizou, juntamente com a Direção de Carnaval, três datas para o tira-dúvidas com os poetas da vermelho e branco. "Nosso enredo é leve e queremos que os compositores tenham total liberdade de criar e usar jargões populares", diz Tarcísio.

Os encontros com o carnavalesco, que assinará pela primeira vez sozinho um enredo no Carnaval, acontecerão respectivamente nos dias 21 e 28 de junho, e 05 de julho, sempre na quadra da escola, entre 18 e 21h. A inscrição e entrega dos sambas acontecerá no dia 12 de julho.

Escola limitou número de compositores por obra

Tentando evitar um número muito grande de compositores nas parcerias, a Estácio de Sá limitou a 06 (seis), o número de integrantes inscritos em cada samba, já incluindo as participações especiais. A taxa de inscrição é de R$50 para cada compositor que também deverá entregar, no ato da inscrição, 05 Cd’s gravados, 01 CD somente com a base da gravação e 20 cópias impressas da letra do samba concorrente. A primeira apresentação dos sambas na quadra acontecerá, no dia 14 de julho (sexta-feira), a partir das 22h. "Queremos ter uma disputa de muita qualidade e pedimos que os compositores caprichem", diz Nelson Souza, vice-presidente da agremiação.

As eliminatórias acontecerão até o dia 01 de setembro, data em que a primeira escola de samba do Brasil conhecerá seu hino oficial para 2018. A Estácio de Sá estará na disputa do título da Série A desfilando na sexta-feira da folia. O pavilhão vermelho e branco será o último a cruzar a Marquês de Sapucaí, na primeira noite de apresentações.

Calendário Disputa de Sambas Estácio de Sá 2018:

21 de junho – tira dúvidas, das 18h às 21h

28 de junho – tira dúvidas, das 18h às 21h

05 de julho – tira dúvidas, das 18h às 21h

12 de julho – inscrição dos sambas na quadra ( horário a ser divulgado)

14 de julho – apresentação dos sambas na quadra a partir das 22h

21 de julho – primeira eliminatória dos sambas

01 de setembro - final

Confira a sinopse do enredo do Cubango para 2018

GRES ACADÊMICOS DO CUBANGO
CARNAVAL 2018
PRESIDENTE: ROGÉRIO BELISÁRIO
CARNAVALESCOS: GABRIEL HADDAD E LEONARDO BORA

SINOPSE DE ENREDO

O REI QUE BORDOU O MUNDO
                                                                                                                          
E vós, ó coisas navais, meus velhos brinquedos de sonho!
Componde fora de mim a minha vida interior!
(...)
Ter a audácia ao vento dos panos das velas!
Ser, como as gáveas altas, o assobio dos ventos!

Álvaro de Campos – Ode marítima


Sete anjos, sobre sete nuvens, desceram do sétimo céu e abriram o sétimo selo. Munidos com as suas armas, mostraram um descaminho. Dezembro, Rio de Janeiro. No destino do peregrino, a Igreja da Candelária e o Mosteiro de São Bento. Cingiu o ouro barroco, era véspera de Natal, a REVELAÇÃO divina - faísca, raio, trovão, estrela. Centelha! O sonho, o senho, a missão atribuída pelas vozes do Criador: inventariar o mundo, antes do Julgamento.

OS ANJOS VÃO ARRIANDO
A FORMOSA FINA PLUMA
POR ONDE SAHI O VERBO
(...)

As vozes roucas dos homens, porém, condenaram mais um corpo negro. O corpo virou um número e foi uniformizado, armazenado à toa, à força, beijar a lona, entre tantosprisioneiros de passagem. Num cemitério de vivos – o grito de Lima Barreto ecoa nos manicômios.
Mas a arte irrompeu da pele, rasgou o corpo, refez a roupa. Desfiou as suas memórias, floriu nas suas mandalas. Nos lençóis amarrotados, bússolas e astrolábios; a cela, claustro-oficina, o quarto de um grande palácio: castelo de um Rei Antigo, o Senhor do Labirinto, a Coroa de São Benedito e o Manto da Senhora do Rosário. Mapas, Atlas, compêndios - desfraldados sob o Sol inteiro, os sinos do campanário. Bordou, construiu, desenhou, destruiu. Tapeçarias e pompas, o mundo que viu outrora:

VOIS HABITANTES
DA TERRA
EU APRESENTO
AS SUAS NAÇÕES

Bandeiras, brasões, fardas, fardões, os ringues onde lutou, os portos que percorreu, concursos, medalhas, disputas. O arame do último circo, o andaime maior da cidade. Arenas de homens e feras: a guerra! Roda-viva ferida, rosáceas no firmamento. Soldados, estilhaços, fragmentos. O fio do medo. TABULEIRO DE XADREZ na praia.
Retalhos, pedaços, quimeras. Acúmulos. Estradas!

UM DIA EU SIMPLESMENTE APARECI

            E um dia se foi embora, entretecendo mistérios. Trilhou a sua CHEGANÇA, a APRESENTAÇÃO em glória. Na “procissão profana”, o samba, a mui sagrada alegria rebrilha em fitas e franjas. Gira o carrossel da infância, engenho e moenda em brasa! O mundo, enfim, recriado:
Reis Negros, Rei Congo, Reis Magos, Rei Mouro.
Quilombos, reisados, rebolos, taieiras.
Remansos, rabecas, retratos, palavras.
Palavras, palavras, palavras.
Fogueiras, candeias, Cangira, cabaças.
Festa caipira na praça.
Rocas, teares, caboclos, cocares. Agulhas.
Mel de cana-de-açúcar. Mel de abelha selvagem.
Rio de muitas voltas, o rio da sua aldeia.
Rendeiras e rendendês, ao som do reco-reco.
Dançam as bandeirolas, o vento chama.
Ouro e prata resplandecem: não há abismos.
O cosmo, o mito, luzeiros-botões no espaço, a abóbada celeste.
De um Ser-tão profundo: tudo. Cruzado. Na alma agreste.

EU PRECISO DESTAS
PALAVRAS – ESCRITA

 Almirantes e tenentes, cavaleiros e grumetes, cuícas e pandeiros, atabaques e ganzás: a escola em cuja bandeira existe um livro sendo escrito a pena, historicamente comprometida com a exaltação da afro-brasilidade, veste o fardão em verde, a imortalidade, e canta um profeta negro, pobre, marginalizado, excluído e aprisionado, que fez do corpo o estandarte e descortinou a aura:

EU SOU O REI DOS REIS
ARTHUR BISPO DO ROSÁRIO

Livre que varre o tempo, as águas dos devaneios.
Um navio carrega os desejos de quem nele navegar.
Das Narrenschiff
Ao mar, nobres marinheiros! Ao mar!

EU VOU DEIXA
ESTE GLOBO
ESPLENDO

ESTRONDO!

Gabriel Haddad e Leonardo Bora – carnavalescos

*Os trechos em caixa-alta são partes do texto original de Arthur Bispo do Rosário, bordados encontrados em mantos, fardas, estandartes, assemblages, miniaturas e demais peças. 


GLOSSÁRIO

Prisioneiros de passagemReferência ao título do filme (curta-metragem) realizado pelo fotógrafo e psicanalista Hugo Denizart, O prisioneiro da passagem. A película ajudou a divulgar o trabalho de Arthur Bispo do Rosário entre os círculos artísticos e denunciou as condições assustadoras em que viviam os “pacientes” da Colônia Juliano Moreira.

Cemitério de vivosMenção ao livro O cemitério dos vivos, de Afonso Henriques de Lima Barreto, escritor negro, diagnosticado esquizofrênico, que foi internado no Hospital dos Alienados, no Rio de Janeiro, no início da década de 1920; neste mesmo hospital, Arthur Bispo do Rosário foi inicialmente trancafiado. Depois, transferido para a Juliano Moreira.

Senhor do LabirintoReferência dupla: ao livro de Luciana Hidalgo, O senhor do labirinto, base para o entendimento da dimensão literária da obra do homenageado; e ao longa-metragem de Geraldo Motta Filho e Gisella de Mello, no qual Arthur Bispo do Rosário é interpretado pelo ator Flávio Bauraqui.

Chegança: Festejo tradicional do Sergipe, a terra de Arthur Bispo do Rosário. Auto popular ligado ao ciclo natalino, expressa a rotina dos marinheiros e os conflitos entre mouros e cristãos. Mantos, capas, franjas, bordados, coroas, espadas e símbolos da Marinha se misturam em tal evento – temas recorrentes no “inventário do mundo”.

ApresentaçãoA forma como Arthur Bispo do Rosário se referia ao momento da entrega da obra construída ao Criador, vestindo a mortalha sagrada - o “Manto da Apresentação”.

Palavras, palavras, palavrasCélebre trecho de Hamlet, peça de William Shakespeare. O personagem-título simula estar louco para desmascarar seus opositores. Há referências às casas reais e ao imaginário shakespeariano (“cama de Romeu e Julieta”) na obra de Arthur Bispo do Rosário – cujo nome de batismo, Arthur, nos remete à figura do Rei Arthur e aos Cavaleiros da Távola Redonda (signos presentes no medievalismo nordestino, especialmente na literatura de cordel).

Rio de muitas voltasSignificado de Japaratuba, berço de Arthur Bispo do Rosário, no Sergipe. Solo ancestral de folguedos (cheganças, reisados, congadas, taieiras, a Festa das Cabacinhas), terra de moendas e engenhos de cana-de-açúcar, procissões e ritos de catolicismo popular, couro de tambores quilombolas e noites de batuques e fogueiras.

Das Narrenschiff“Nau dos insensatos”, barco que realmente existiu, na Idade Média, cujo fim era retirar da vida em sociedade os possessos “indigentes”, aprisionando-os às correntezas. Pintura (fragmentada) de Hiermonymus Bosch, El Bosco, percursor do surrealismo. Arthur Bispo do Rosário, que foi marinheiro e pugilista, confeccionou uma série de navios, jangadas e demais embarcações, hoje compreendidos enquanto símbolos da luta antimanicomial. Tais peças já foram expostas nas bienais de Veneza, São Paulo e Lyon, no Victoria and Albert Museum, em Londres, no Parque Lage e no MAM do Rio de Janeiro, além de inúmeras outras mostras e bienais. O acervo pode ser visitado no Museu Bispo do Rosário de Arte Contemporânea.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
ARAÚJO, Emanoel (et al.) Arthur Bispo do Rosário. Rio de Janeiro: Réptil, 2012.
CAMPOS, Marcelo (org.). Um canto, dois sertões. Bispo do Rosário e os 90 anos da Colônia Juliano Moreira. Rio de Janeiro: Museu Bispo do Rosário de Arte Contemporânea / Azougue Editorial, 2016.
CHEVALIER, Jean; GHEERBRANT, Alain. Dicionário de Símbolos.  Mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, números. 18ª edição. Rio de Janeiro: José Olympio, 2003.
DANTAS, Marta. Arthur Bispo do Rosário: a poética do delírio. São Paulo: Editora UNESP, 2009.
ELIADE, Mircea. Mito do eterno retorno. São Paulo: Editora Mercuryo, 1992.
HIDALGO, Luciana. Arthur Bispo do Rosário: o senhor do labirinto. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.
MORAIS, Frederico. Arthur Bispo do Rosário: arte além da loucura. Rio de Janeiro: NAU / Livre Galeria, 2013.
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