CADÊNCIA DA BATERIA

O maior encontro de bandeiras de Niterói

NA CADÊNCIA DA BATERIA

Cobrindo os desfiles de Niterói desde a Revitalização

NA CONCEIÇÃO OU NO CAMINHO NIEMEYER

Carnaval de Niterói é na Cadência

CARNAVAL DE NITERÓI

A Cadência valoriza nossas agremiações

NA CADÊNCIA DA BATERIA

O CARNAVAL DE NITERÓI PASSA AQUI

NA CADÊNCIA DA BATERIA

O maior acervo do Carnaval de Niterói

CADÊNCIA DA BATERIA

Carnaval de Niterói. Ontem e hoje!

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sábado, 20 de junho de 2020

Intérpretes mirins promovem live solidária

sábado, 20 de junho de 2020 
Por iniciativa de um grupo de cantores das escolas de samba mirins, a Aesm-Rio promoverá no dia 22 de junho, a partir das 16 horas, uma live solidária com o objetivo de arrecadar donativos a serem distribuídos para as famílias de integrantes das agremiações, que por ora passam por dificuldades financeiras devido à pandemia da COVID-19.

Folder Live Solidária dos Intérpretes Mirins
Crédito: Divulgação

O evento poderá ser acompanhado ao vivo pelo canal Cartilha do Samba Mirim no You Tube e tem o objetivo de, além de proporcionar aos internautas momentos de distração e lazer relembrando sambas de enredo que ficaram eternizados na história do carnaval; difundir uma campanha solidária às famílias que atravessam por dificuldades nesse momento tão complicado de crise.

A apresentação ficará por conta de Milena Wainer, que durante anos foi a principal cantora da Estrelinha da Mocidade, além de ter tido passagens em outras escolas de samba mirins como Filhos da Águia e Infantes do Lins, compondo sambas de enredo.

Através da doação eletrônica feita por QR code, os interessados poderão ajudar com o valor que puderem, e toda a renda será convertida em mantimentos e produtos de higiene. A administração e distribuição ficará a cargo de uma equipe da Aesm-Rio, juntamente com os intérpretes que idealizaram a live solidária. Durante o evento os internautas poderão concorrer ao sorteio de brindes como cd’s, DVD’s, camisas e outros produtos licenciados da Aesm-Rio e agremiações mirins.

Para prestigiar basta acessar, se inscrever, curtir e comentar o canal da Revista Cartilha do Samba no YouTube, através do endereço: youtube.com/cartilhadosambamirim e seguir a Aesm-Rio nas redes sociais. Facebook: aesmriooficial; Instagram: @aesmrio e Twitter: @das_escolas.

quarta-feira, 17 de junho de 2020

O DESFILES DAS ESCOLAS DE SAMBA DE NITERÓI (1946 a 1955)



CONFIRA COMO FORAM OS DESFILES ANO ANO:

1946 I 1947 1948 I 1949 1950 I 1951 I 1952 I 1953 I 1954 1955
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segunda-feira, 15 de junho de 2020

O DESFILES DAS ESCOLAS DE SAMBA DE NITERÓI (1936 a 1945)




1936 I 1937 I 1938 I 1939 I 1940 I 1941 I 1942 I 1943 I 1944 I 1945

Acadêmicos da Rocinha apresenta nova diretoria para o próximo triênio

segunda-feira, 15 de junho de 2020
O GRES Acadêmicos da Rocinha elegeu, na noite do dia 22 de maio, a nova diretoria que estará a frente da escola pelos próximos três anos.

Com chapa única, Marcos Freitas foi eleito por aclamação o novo presidente da escola para o triênio 2020/2023. Marcos, que já tem uma história na agremiação, retorna confiante que a união dos segmentos fará toda a diferença para esse novo momento que inicia. "Hoje me sinto muito feliz em estar à frente da agremiação como presidente. Já passei por diversas áreas da escola e poder contribuir desta forma com a comunidade é muito especial. Foram quatro dias de trabalho voluntário em nossa quadra e podem aguardar que mais ações virão", revelou o Presidente.

A nova diretoria conta ainda com Jorge Mariano como Primeiro Vice, Darlan Santos como Segundo Vice e Alex Nunes como Diretor Financeiro.

Em breve a escola apresentará o novo enredo para o próximo Carnaval, onde desfilará pelo Grupo Especial na Intendente Magalhães.

sábado, 6 de junho de 2020

Império Serrano renova com 1º casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira

sábado, 6 de junho de 2020
Mais um passo foi dado para a montagem do time vencedor que vai levar o Império Serrano de volta para o Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. Nesta quarta-feira, 03, a diretoria da escola anunciou a renovação do 1º casal de Mestre-Sala e Porta Bandeira, Matheus Machado e Verônica Lima, que vai para o segundo ano seguido defendendo o Pavilhão da Verde e Branco de Madureira.

Matheus Machado e Verônica Lima vão para seu segundo desfile juntos no Reizinho de Madureira (fotos Alan Duffes)

Matheus tem o DNA do Império Serrano. Neto de Aluísio Machado e filho do senhor Américo e da Porta-Bandeira Andréa Machado, ele começou no Império do Futuro e há nove anos dança na escola principal, tendo se tornado o protetor do primeiro Pavilhão da escola no Carnaval 2020. "Estou muito feliz, pois agora temos uma diretoria bem estruturada e tenho fé e esperança que o próximo Carnaval será de glórias e o Imperiano voltará a sentir orgulho de nossa escola. Tenho certeza que será gratificante", destacou Matheus.

Bicampeã do Estandarte de Ouro, Verônica Lima chegou ao Império Serrano em 2019 e no último Carnaval se juntou a Matheus Machado para defenderem o primeiro pavilhão da Verde e Branco. Confiante no trabalho, Verônica agradece o aval do Presidente Sandro Avelar e destaca os treinos online em meio à pandemia. "Será um ano especial, pois nosso Presidente Sandro Avelar, além de cria do Império, tem o domina a arte do bailado, então nos dará a atenção que precisamos. Enquanto estamos em quarentena, contamos com nosso coreógrafo e preparador, Guilherme Akia, com os exercícios que temos feito online para manter a forma", contou Verônica.

O Império Serrano vem montando uma equipe forte para resgatar sua força e tradição, em busca do retorno ao Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. Foram contratados, o Carnavalesco Leandro Vieira, o Intérprete Nego, o Coreógrafo da Comissão de Frente Patrick Carvalho e o Mestre Vitinho, para a Bateria Sinfônica, além da renovação do Diretor de Harmonia Cláudio da Vovó.

Lívia Portella é a nova Rainha de bateria do Arranco

sábado, 6 de junho de 2020
A jornalista e secretária executiva, Lívia Portella, reinará a frente da bateria do Arranco no Carnaval 2021. A beldade já é experiente no mundo do samba, colecionando prêmios durante sua passagem na Intendente Magalhães.

Lívia estreou na avenida, aos nove anos, na Estação Primeira de Mangueira. Aos 18, foi convidada para ser rainha do Bola Preta, ano em que o bloco foi homenageado pela Portela, com isso, foi também rainha da Ala Jovem da Azul e Branco de Madureira. Após alguns anos afastada, voltou em 2020 sendo pé quente. Foi campeã com a Lins Imperial, além de ter reinado na Guerreiros Tricolores. "Estou muito feliz com o convite de estar à frente da bateria do Arranco. Vou me dedicar bastante para corresponder à altura do Pavilhão Azul e Branco do Engenho de Dentro", contou a rainha.

No Carnaval 2020, a jornalista foi premiada como melhor musa da Intendente Magalhães e também como revelação do Carnaval como rainha e musa.

 

Castor de Andrade será o enredo da Unidos de Bangu no Carnaval 2021

sábado, 6 de junho de 2020
A história do patrono Castor de Andrade será enredo da Unidos de Bangu no Carnaval 2021. A Vermelho e Branco da Zona Oeste levará para a Marquês de Sapucaí "Deu Castor na cabeça", desenvolvido pelo carnavalesco Clécio Régis. Da sua infância até os anos de glória, a agremiação contará as honras desta figura carismática e "folclórica" do bairro banguense.

Castor contribuiu para a grandeza do símbolo maior que é o futebol. No final dos anos 60, assumiu a direção do Bangu Atlético e conquistou diversos títulos, como o inesquecível Carioca de 1966 e outros que coroaram sua passagem de glórias no clube. Castor também foi presidente da Mocidade Independente de Padre Miguel, sua escola de coração, onde se dedicou de corpo e alma e atingiu o apogeu faturando cinco títulos. "É uma grande honra falar sobre o Castor de Andrade, com certeza a nossa escola fará um belo desfile na Marquês de Sapucaí em 2021. Estamos muito confiante no trabalho do nosso carnavalesco Clécio, que é uma figura bastante popular e querida por todos no bairro de Bangu. Será um ponto primordial em relação ao nosso enredo", declarou o presidente Thiago Oliveira.

Apaixonado pelo bairro da Zona Oeste, Clécio Régis criou diversas obras para enfeitar as ruas de Bangu com telas e painéis, além de criar um museu para valorizar e preservar o lugar que escolheu para viver e permanece há quase 40 anos. Contar a história de Castor de Andrade na Marquês de Sapucaí será um resumo perfeito da ligação da escola com sua história e sua comunidade. "Este será um carnaval diferente com uma linha estética fugindo totalmente dos padrões tradicionais, logicamente inspirada em carnavalescos que admiro muito. É a realização de um sonho antigo, que está se tornando realidade no meu bairro tão querido de Bangu. Estamos vindo para fazer história", contou o carnavalesco Clécio Régis.

A Unidos de Bangu já vem se preparando para fazer um desfile à altura do grande Castor de Andrade e buscará o campeonato da Série A no Carnaval 2021. O enredo será um presente à toda comunidade vermelha e branca que tem orgulho da história do seu bairro.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Vigário Geral levará a "Pequena África" para a Sapucaí em 2021

sexta-feira, 5 de junho de 2020
Através de uma live no seu perfil oficial, o Acadêmicos de Vigário Geral anunciou o seu enredo para o Carnaval 2021. “Pequena África: Da Escravidão ao Pertencimento – Camadas de Memórias entre o Mar e o Morro” será desenvolvido pelos carnavalescos Alexandre Costa, Lino Sales e Marcus do Val. O tema será uma exaltação a região da Pequena África e toda sua população, reconhecimento de seu valor geográfico, urbano e artístico, enaltecendo suas raízes e seu pertencimento histórico-cultural.

O enredo apresentará a região do Centro do Rio de Janeiro onde quase 1 milhão de negros escravizados chegaram ao Brasil, povoando toda a região, e mesmo diante de todas as dificuldades em uma nova terra, criaram instituições e culturas que se tornaram símbolos não só da cidade do Rio de Janeiro, mas todo o país, e cuja história estava soterrada por camadas de progresso. "É um enredo lindo que os nossos carnavalescos trouxeram para a nossa direção, fiquei emocionada. Um tema que será uma verdadeira homenagem a esse povo escravizado, que mesmo liberto, só conseguiu construir seu espaço na sociedade através de seu próprio e incansável esforço", revelou a presidente Betinha.

O Rio de Janeiro, como a exemplo da maioria das grandes metrópoles, desenvolveu-se a partir do porto. Porta de entrada da cidade, a Zona Portuária desempenhou um papel importante na história da construção da identidade do povo carioca sendo ponto de encontro de diferentes culturas. Esse passa a ser o ponto de partida de nossa viagem à Pequena África.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Samba é resistência! Cadência antifascista

segunda-feira, 1º de junho de 2020
Diante dos recentes ataques à democracia promovidos por levantes e manifestações organizadas por movimentos que, em maior ou menor grau, identificam-se com o fascismo, seja ideologicamente, seja na sua prática e uso de variadas formas de simbologias, o grupo Cadência da Bateria sempre comprometido com a legalidade e a defesa das institucionalidades democráticas, bem como com o campo popular onde encontra-se inserida a nossa principal razão de ser, que é o samba.

Para nós o samba além de paixão é resistência. É luta contra o racismo estrutural reinante. É a defesa de bandeiras históricas que se manifestaram em luta contra a opressão desde os tempos do povo das correntes, que se consolidaram em resistência nas origens e formação das nossas escolas de samba, e que sempre ressurgem diante das ameaças às nossas raízes e à nossa liberdade, como na criação do GRANES Quilombo.

E nós, da Cadência da Bateria, nos fazemos, nesse momento sombrio, herdeiros de Zambi, de Ismael e de Candeia.

Somos Raça! Somos Resistência! Somos Raiz Africana!

Fascistas e Racistas não passarão!

Aqui é Cadência Antifascista!

quinta-feira, 28 de maio de 2020

O carnaval ‘Quatrocentão’ de Niterói. O polêmico desfile de 1973

domingo, 28 de maio de 2020
O pesquisador, escritor e compositor João Perigo desta vez aborda o carnaval niteroiense de 1973, o "Carnaval do 4º Centenário". Uma festa marcada com antecedência, seguindo modelo de 1965, utilizado nos 400 anos do Rio de Janeiro, mas que se tornou num dos mais polêmicos da então Capital do Estado do Rio. Confira o artigo.

Montagem das arquibancadas na Amaral Peixoto (foto: Acervo Jornal 'O Fluminense' publicada em 21 de fevereiro de 1973)
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O carnaval ‘Quatrocentão’ de Niterói
por João Perigo

Em meados de Novembro de 1971, a Prefeitura Municipal de Niterói anunciou um ousado plano de comemorações pelo quarto centenário da cidade, que ocorreria em 73. As festividades foram planejadas para todos os dias do ano comemorativo, incluindo concursos artísticos e culturais; congressos técnicos, científicos e ecumênicos; competições esportivas; festas; visitas e embelezamentos (1).
A comissão organizadora das festividades não deixaria de fora a maior manifestação cultural do município: o carnaval e, especificamente, os tradicionais desfiles dos ranchos e das escolas de samba. Os cortejos apresentariam enredos tematizados por fatos marcantes e históricos da capital fluminense, seguindo o modelo já utilizado, em 1965, na comemoração do aniversário de 400 anos da cidade do Rio de Janeiro. O regulamento não mostrou-se tão rigoroso com o passar do tempo e, das 25 agremiações desfilantes, apenas 15 de fato versaram sobre a temática proposta (2).
As principais ruas do centro da cidade começaram a ser enfeitadas nos dias finais de Janeiro de 1973, com elementos do passado brasileiro, como vitrais, arcadas, lampiões e estandartes, modernizados e mesclados com elementos carnavalizados como palhaços e flores. O tema escolhido por arquitetos e estagiários da Prefeitura, ‘400 anos de alegria, flor e amor’, visava o impacto visual e a criação de um grande efeito de cores, respeitando-se o apertado orçamento. Para isso, madeira foi utilizada nas peças estruturais e o vidro dos vitrais foi substituído por plástico colorido. Arquibancadas metálicas foram também planejadas e montadas entre as ruas Barão do Amazonas, Maestro Felício Toledo e Visconde de Uruguai (3).
As festividades carnavalescas se iniciariam em primeiro de Março, quinta-feira, no Clube de Regatas Icaraí, com o tradicional ‘Baile das Atrizes’, que pela primeira vez em 37 anos seria realizado fora do estado da Guanabara. Os desfiles oficiais seriam abertos no sábado de carnaval pelos blocos e seguiriam no domingo com as escolas do primeiro grupo e na segunda-feira com as agremiações do segundo grupo. A concentração dos desfilantes ocorreria na própria passarela de desfiles, a Avenida Amaral Peixoto, na altura da Rua Barão do Amazonas. Interessante notarmos que, se fosse do interesse das escolas apresentar em seus desfiles um sistema sonoro móvel, o mesmo deveria ser providenciado pelas agremiações. Segundo o regulamento: “Será permitido às entidades participantes o uso de alto-falantes montados em carretas. As carretas que sofrerem avarias e causarem transtorno deverão ser imediatamente retiradas do desfile, sob pena de desclassificação da agremiação concorrente”.
O regulamento, que já previa alterações para o carnaval seguinte, como a criação de um terceiro grupo, apresentava também critérios para a apresentação de cada concorrente. As escolas de samba do primeiro grupo deveriam se apresentar com o tempo máximo de 55 minutos e com um mínimo de 600 figurantes, sob pena de desclassificação. Já para o segundo grupo os números regulamentares reduziam-se a 45 minutos e 350 figurantes (4). As agremiações costumavam apresentar-se com contingentes maiores que os regulamentares, valendo-se comumente de enxertos de foliões de escolas de samba cariocas como Império Serrano, Salgueiro, Portela e Mangueira, o que fazia do carnaval da cidade bastante volumoso em material humano em desfile.
Para o domingo, a data mais importante do calendário momesco em Niterói àquele ano, seria realizado um desfile com as mais luxuosas fantasias batizado como ‘A parada de cores e elegância’. O evento contaria com a participação dos maiores expoentes dos concursos de fantasias como Clóvis Bornay, Evandro de Castro Lima, Wilza Carla e Mauro Rosas, desfilando seus mais elegantes trajes.
Apesar dos investimentos para as comemorações dos 400 anos da cidade, a organização, de maneira geral, não era muito diferente do que os sambistas ainda nos dias de hoje vivenciam. O sorteio oficial foi realizado apenas em Janeiro e as subvenções foram pagas às vésperas dos desfiles, provocando as tradicionais correrias para a confecção de alegorias e fantasias.
O período que precedeu os desfiles foi chamado pela imprensa de ‘Guerra do Samba’. Algumas escolas finalizavam suas alegorias em locais particulares, com profissionais trabalhando durante todas as horas do dia a portões fechados, com medo de espionagem das rivais. Outras agremiações, como o Império de Niterói e o Combinado do Amor, não divulgaram seus enredos e sambas à imprensa até as vésperas dos cortejos por medo de possíveis plágios. Nesse sentido, Sabiá e  Bafo do Bode, do segundo grupo, confeccionaram seus carros alegóricos no antigo Pavilhão Permanente de exposições, ao lado da Estação das Barcas, e proibiram a entrada de quaisquer pessoas que não fossem os sambistas ligados diretamente às execuções dos trabalhos artísticos. Às vésperas do carnaval, os artistas encontravam-se comendo e dormindo nos barracões, em uma verdadeira batalha contra o tempo (5).
Finalmente começaram os festejos, mas não da maneira esperada. A eleição da ‘Rainha do Carnaval’ Ana Maria, em Fevereiro, já havia dado indícios de uma baixa procura por certos tipos de eventos, dada a pouca audiência e o reduzido número de candidatas inscritas. Na sequência, o Baile das Atrizes mostrou-se um verdadeiro fracasso (5), mesmo com a presença de grandes nomes como Regina Duarte e Bibi Ferreira. Artistas e niteroienses não se interessaram muito em comparecer ao evento, que ficou marcado pelo reduzido público, preços caros e desorganização. Diferentemente, o Clube Canto do Rio obteve sucesso absoluto com seu “Baile do Associado”, reunindo quase 2.000 animados foliões em suas dependências, ofuscando os festejos realizados no Clube de Regatas.
Em 1973, o carnaval de rua e dos bairros já encontrava-se perdendo espaço para os festejos de salão (6). Ao passo que tradicionais comemorações, como o carnaval do Barreto, não mais contavam com decoração e nem grande apelo popular, os bailes de maneira geral faziam sucesso entre os niteroienses. Àquele ano foram, além dos já citados, realizadas grandes festas no Regatas Gragoatá, Pró-Cubango, Fiat Fonseca, Fluminense, Banda Portuguesa, Flamenguinho, Universitária e Pioneiros. Em São Gonçalo, a tendência se assemelhava, com os bailes do Tamoio, Mauá, Metalúrgico, Casa Unidos de Portugal e Vila Lage.
Na noite de sábado, nove blocos animaram a Avenida amaral Peixoto, com contingentes entre 300 e 350 desfilantes e muita alegria. Foram eles Tamoio, Vai Quem Quer, Cacique do Viradouro, Império Gonçalense, Xavantes do Paraíso, Bafo do Tigre, Acadêmicos do Sossego, Bugres do Cubango e Boêmios da Madama. Tratava-se de um verdadeiro teste de equipamento e pessoal para o grande evento que se seguiria.
A primeira escola de samba do grupo principal a cruzar a Avenida no domingo de carnaval foi a Caçadores da Vila, que havia sido campeã do Grupo de Acesso em 1972 e, portanto, promovida à elite em 1973. Com o enredo ‘Pedra de Itapuca’, de Marcílio Pinto, apresentou-se ainda com as arquibancadas parcialmente vazias, o que acarretou em uma pequena participação do público. Apesar de não decepcionar, não realizou um desfile grandioso que a colocasse como uma das favoritas.
Entrou então na passarela a Unidos do Viradouro, que já colecionava campeonatos na cidade. O enredo ‘Niterói, Origem e evolução’, concebido e realizado por Clóvis Bornay e os artistas Érico Lameiras e Nelson dos Santos, versava sobre a evolução da cidade desde sua fundação e era orçado em alguns milhões de Cruzeiros. Os 2.000 figurantes vestidos com o requinte característico do carnavalesco e as celebridades presentes no desfile, como Clementina de Jesus, Zé Keti e Clara Nunes foram os pontos altos da apresentação da vermelho e branco do Viradouro. O desfile não se traduziu entre imprensa e sambistas como um dos melhores da escola, enfrentando críticas quanto a desenvolvimento e concepção (6):

“Todos esperavam mais da escola de Albano Ferreira [Albano “Gordo” era o presidente da escola, responsável por investimentos e por transformar a Viradouro em uma superpotência], que não estava mal, mas também não repetiu os seus bons desfiles dos anos anteriores. Vice Campeã do carnaval de 1972 e a maior colecionadora de títulos de Niterói [...] teve seu enredo desenvolvido em sete partes, formando no conjunto um só bloco: origem e evolução de Niterói”.
O Fluminense de 9 de Março de 1973
Sem grande impacto visual e caracterizada como “uma aula de geografia”, o desfile parecia não ser cotado para as primeiras colocações. Somou-se o fato de a escola apresentar-se sem seu primeiro mestre sala (7), o que poderia comprometer gravemente suas notas durante a apuração.
Na sequência, o Império de Niterói não conseguiu levantar o público com seu enredo ‘Aldeia de São Lourenço’, realizando a apresentação mais morna da noite.
O cenário mudou quando apontou na concentração a Canarinhos da Engenhoca, com o enredo ‘Glórias ao Teatro brasileiro’, que exaltava a importância dessa forma de manifestação cultural. Suas alegorias foram apontadas como as melhores de 1973 e os grupos de dança coreografados, como o de Mercedes Baptista, arrancaram sonoros aplausos da público presente.
Dadas as temáticas históricas e culturais do ‘Carnaval Quatrocentão’, a maioria das escolas optou por recorrer a professores e historiadores para o desenvolvimento de seus enredos. Não foi diferente com a Universidade do Samba Mem de Sá, famosa por ter em suas fileiras universitários, intelectuais e acadêmicos da cidade. No entanto, em 1973, não vivenciaram sua melhor performance ao apresentar o enredo ‘Brasil de Bronze, de Miguel Coelho e Adalu Pimentel. A escola de Icaraí exaltou o Brasil Mestiço e sua miscigenada cultura, sem contagiar as arquibancadas.
Na sequência, pela primeira vez na noite, o público se empolgou de vez com a passagem da Corações Unidos. Os sambistas da Engenhoca apresentaram ‘Do limão de cheiro ao municipal’, um enredo construído sob uma ótica saudosista dos antigos carnavais de ranchos, sociedades e luxuosas fantasias, apresentando como pano de fundo o pomar que tomava conta do terreno onde hoje encontra-se o Teatro Municipal de Niterói. Pierrôs, arlequins, colombinas e dominós tomaram a avenida cantando o samba composto por José Carlos e Haroldo Ornellas. Grande atração foi a muito bem acabada alegoria que representava o Teatro, refletindo a busca da agremiação por notas máximas em um quesito que tradicionalmente era bem avaliada.
Mesmo prejudicada pela chuva, a Combinado do Amor foi apontada como favorita após um desfile impecável, no qual 900 figurantes e quatro alegorias contaram o enredo ‘Exaltação a Niterói’, de autoria do professor Marcos Reis. A apresentação orçada em mais de 30 mil Cruzeiros encantou o público presente com uma belíssima ala de baianas, uma entrosada bateria de 50 ritmistas (a menor da noite) e 10 bem vestidos destaques, dentre os quais Dom Pedro II e Araribóia.
Ao fim da festa, entrando na avenida apenas às 03:15 da manhã, a Acadêmicos do Cubango viu toda sua organização de desfile se desfazer em razão do temporal. A escola trouxe o enredo ‘Praia Grande’, de Ney Ferreira, versando sobre o lugar que encantou a nobreza com suas raras belezas. O desfile apresentou a tradicional cerimônia do beija mão, quando das visitas de Dom João VI a Niterói e um conjunto de fantasias impecável que impressionava pelo luxo (8).
Geral foi a surpresa quando da abertura dos envelopes: Viradouro campeã, Combinado do Amor vice e Cubango e Canarinhos da Engenhoca dividindo o terceiro lugar. O resultado, apesar de muito contestado, proporcionou à Unidos do Viradouro seu décimo segundo título no grupo especial da cidade e longas festas regadas a chopp e churrasco na Quadra do Ipiranga, local de ensaios da agremiação durante o período. A agremiação tornou-se também a única escola de samba a desfilar em dois carnavais comemorativos em duas cidades diferentes (Rio de Janeiro em 1965 e Niterói em 1973).  No segundo grupo sagrou-se vencedor o Bafo do Bode, ganhando assim o direito de ascensão à elite em 1974.
O carnaval da cidade, mesmo com todos os contratempos enfrentados em seu quarto centenário seguiu um vertiginoso crescimento em quesitos organizacionais, técnicos e artísticos, servindo as experiências de 1973 como trampolim para o engrandecimento local da festa, capaz de proporcionar grandes avanços em anos posteriores. Niterói, ao contrário do que muitos pensam, nunca se limitou a um modelo de cópia da capital carioca, mostrando-se, muitas vezes, inovador, como ao realizar a primeira homenagem biográfica a uma personalidade viva (Canarinhos da Engenhoca 1975) e ao construir o primeiro sambódromo do país (Sambópolis de 1981).

Fontes:

1. NÓBREGA, Regina. ‘400 anos de Niterói, festa de todo mundo’. O Fluminense, Edição 20920 de 7 de Novembro de 1971, Pg 8.

2. SILVEIRA, Leandro Manhães; VIUG, Matheus Tavares; SILVA, Winnie Delamar de Souza. Antigamente é que era bom: A folia niteroiense entre 1900 e 1986. 1. ed. Niterói: Niterói Livros, 2017. 262 p. ISBN 978-85-85896-53-9.

3. ‘Cidade começa a vestir sua fantasia na semana que vem’. O Fluminense, Edição 21285 de 18 de Janeiro de 1973, Pg 12.

4. ‘Carnaval niteroiense será na base do vitral’. O Fluminense, Edição 21289 de 23 de Janeiro de 1973, Pg 5.

5. ‘Escolas e Blocos apressam enredos para os desfiles’. O Fluminense, Edição 21316 de 23 de Fevereiro de 1973, Pg 13.

6. PERIGO, João. Entre o asfalto e a passarela: O olhar carnavalesco de Clóvis Bornay. 1. ed. Joinvile: Clube de Autores, 2020. 160 p. ISBN 978-65-000-2914-7.

7. PERIGO, João. Carnaval de Niterói: O resgate das memórias esquecidas. 1. ed. Joinvile: Clube de Autores, 2016. 177 p.

8. Título de Campeã do Carnaval Quatrocentão está entre Cubango e Combinado do Amor. O Fluminense, Edição 21325 de 8 de Março de 1973, Pg 16.

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João Perigo é compositor e pesquisador do carnaval.
Autor do livro "Carnaval de Niterói - O Resgate das Memórias Esquecidas", onde realiza um estudo sobre a história do carnaval niteroiense, especialmente dedicado a Combinado do Amor, Souza Soares, Sabiá e Corações Unidos.
Na Cadência, João aborda os sambas enredo e a sua relação com a memória do carnaval.

Botafogo Samba Clube terá dupla de mestres de bateria em 2021

quinta-feira, 28 de maio de 2020
A bateria Ritmo Alvinegro tem novo comandante para 2021. Aliás, são dois comandantes. Os mestres Ronaldo Junior e Norival assumem o segmento da Botafogo Samba Clube, que alcançou a nota máxima no último carnaval. Os dois profissionais foram apresentados na noite desta quarta-feira, 27, na "Quarentena Alvinegra", quadro de lives da escola.

Ronaldo Junior e Norival chegam à escola em busca da manutenção dos 40 pontos na Intendente (foto divulgação)
Ronaldo Junior tem 27 anos e já foi mestre de bateria do Arame de Ricardo e da União de Guaratiba. Em seu currículo, ainda pesam trabalhos como diretor na Beija-Flor de Nilópolis, Unidos de Padre Miguel e Alegria da Zona Sul. Manter a nota 40 é a principal meta, segundo ele. "É um desafio satisfatório porque é agora que vou ver se o que plantei lá trás é positivo ou negativo. Veremos se o legado deixado no passado valeu a pena. O trabalho vem sendo feito, pude estar à frente das baterias do Arame e da União de Guaratiba, podendo adquirir uma experiência ao longo desse tempo. É um desafio grande tentar manter a pontuação máxima da bateria no carnaval 2020, mas vamos trabalhar para isso", afirmou Ronaldo.

Já Norival iniciou a sua vida no samba em 2000, na Porto da Pedra, escola em que integrou o quadro de diretores de bateria de 2004 a 2013, retornando em 2017 na gestão do mestre Pablo. Com passagens na União da Ilha do Governador e Grande Rio, ele também foi mestre de bateria do Império de Araribóia, de Niterói, alcançando a nota máxima em 2015. "É um desafio bacana de se enfrentar. Estou feliz com a oportunidade, pois estarei ao lado de um amigo de longa data, que é o Ronaldo. Isso só fortalece as minhas esperanças para um bom trabalho na Botafogo, que vem com uma bateria de bons resultados com o Camarão Netto (mestre em 2019) e o Marfim (mestre em 2020)", destaca Norival.

Em 2021, a Botafogo Samba Clube se apresentará pelo Grupo Especial da Intendente Magalhães. Para alcançar o tão sonhado lugar na Série A, na Marquês de Sapucaí, a escola precisa ser campeã ou vice.

Arame de Ricardo de volta à Liesb

quinta-feira, 28 de maio de 2020
A Liga Independente das Escolas de Samba do Brasil (LIESB), informa que, após formalização de toda sua documentação e registros nos órgãos competentes, a nova diretoria do G.R.E.S. Arame de Ricardo se filiou novamente à Liesb.

No Carnaval do ano de 2019, o Arame de Ricardo desfilou pela antiga Série B e, após um ano afastada, a agremiação retorna ao quadro associativo da Liesb, liga responsável pela organização dos desfiles dos grupos Especial, de Acesso e de Avaliação da Intendente Magalhães.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Tradição escolhe atriz que representará Clarice Lispector em seu enredo

quinta-feira, 27 de maio de 2021
A Tradição, que divulgou o enredo "Clarice" para o Carnaval 2021, no ano do centenário da escritora Clarice Lispector, terá a participação da atriz Rita Elmôr encenando a diva da Literatura. Ao receber o convite da presidente Raphaela Nascimento e do carnavalesco Leandro Valente, para ser a "Clarice" no desfile da azul e branco, a atriz nos conta que ficou muito honrada e emocionada, pois, segundo ela, representar a Clarice Lispector na Avenida será algo simbólico em sua vida, já que a escritora faz parte de sua trajetória artística.

Rita Elmôr será Clarice Lispector no enredo da Tradição

"Fiquei muito feliz com o convite. Acho emocionante a Tradição levar Clarice Lispector para o Carnaval. Uma bela contribuição da escola para popularizar a leitura em nosso país. Será uma honra representar uma das maiores escritoras do Brasil no desfile na Maques de Sapucaí. É uma bela homenagem à escritora que me ensinou tantas coisas com seus livros. Para representá-la, eu entrei no universo literário de suas obras e continuo apaixonada, já fiz duas peças sobre ela. Posso dizer que ela é uma espécie de mãe das artes para mim. É como se eu tivesse feito uma formação sobre a observação do que é ser humano a partir de sua obra. Ela sempre me transforma e me ensina algo. É uma grande inspiração na minha vida. Atualmente, estou com a peça “Clarice Lispector e eu. O Mundo não é chato”, espetáculo cujo roteiro é de minha autoria. Posso adiantar que o público vai delirar no desfile com esse maravilhoso enredo da Tradição", declarou.

Rita aproveitou para acrescentar que Clarice Lispector surgiu em sua vida como uma forte inspiração para a arte. Falar da escritora, para Rita, é olhar a vida de forma poética e mais humana.
"Clarice chegou em minha vida como uma amiga que aos poucos foi me ensinando a desenvolver uma nova percepção sobre tudo que me cercava. Ela me encorajou a olhar para o meu avesso, pois passou a vida praticando a auto-observação e escreveu bastante sobre isso. Quando leio Clarice sinto mais coragem para trilhar caminhos internos que muitas vezes me obrigam a enxergar partes que são muito bonitas na minha pessoa. Mas a partir dessa percepção me movo de uma nova maneira na vida. Ela foi uma estudiosa dos infinitos movimentos da alma. Esse estudo ultrapassa a própria literatura. Sinto uma comunicação entre nossos inconscientes, algo não racional. Ler Clarice é uma experiência mística. Eu adoro Carnaval e desfilo sempre em blocos carnavalescos. Será uma grande alegria vir na última alegoria da Tradição representando a homenageada. Estou muito feliz por isso", destacou.

Rita Elmôr é formada em Artes Cênicas pela Uni-Rio e pós-graduada em filosofia pela PUC. Atualmente, está com a peça “Clarice Lispector e eu. O Mundo não é chato”, em circulação pelo Sesc Rio, monólogo com textos de Clarice Lispector misturados aos textos da própria atriz, direção de Rubens Camelo. Além dessa peça, está como autora, em cartaz no teatro j.Safra ( S.P), com a peça "Parabéns, senhor Presidente", interpretada por Danielle Winits e Christine Fernandes, e circulando pelo Brasil como diretora e autora da peça "Mulheres que nascem com os filhos", com as atrizes Samara Felippo e Carolina Figueiredo.

Rita iniciou a carreira montando o seu primeiro monólogo sobre Clarice Lispector - "Que mistérios tem Clarice" -, com direção de Luiz Arthur Nunes, trabalho que lhe rendeu indicação ao prêmio Shell de melhor atriz, em 1998. Ao longo da carreira a atriz interpretou Ofélia na montagem de "Hamlet" de Diogo Vilela; a psicanalista Paula Heimenn na peça "Melanie Klein", com Nathalia Timberg e direção de Eduardo Tolentino.

Protagonizou ao lado de Beatriz Segall, a peça "Histórias Roubadas", direção de Marcos Caruso. Adaptou e interpretou Teresa D'Ávila, no solo “A Santa Descalça", fez duas versões da peça "Pai", monólogo de Cristina Mutarelli. A primeira como teatro-dança e a segunda com direção de Bruce Gomlevsky. Interpretou Lucia em "Vestido de Noiva", de Nelson Rodrigues, direção de Renato Carrera; "A escola do Escândalo", direção de Miguel Falabella; "A Casa de Bernarda Alba", de Frederico García Lorca, direção de Claudio Mendes.

Trabalhou com o grupo AMOK na peça "Agreste", de Nilton Moreno, "A Mais forte", de Strindberg, com direção de Camilla Amado. Na TV, seu trabalho mais recente, 2018, foi na novela das 19h, "Deus Salve o Rei" da TV Globo. Em 2017, fez uma participação especial em um episódio do seriado "Cidade Proibida", da mesma emissora. Integrou também o elenco principal da novela das 18h, "Boogie Woogie", em 2015. Protagonizou o episódio "Canalha Psicanalista", do seriado "As Canalhas" no GNT. Atuou na novela das 21h ,"Salve Jorge", da TV Globo.

Integrou também o elenco principal em todas as temporadas do seriado "Macho Man", do mesmo canal. Interpretou Anete, a chefe sedutora de Vladimir Brichta, em todas as temporadas do seriado "Separação!?", ambos com direção de José Alvarenga Junior e texto de Fernanda Young e Alexandre Machado. Recebeu indicação ao prêmio "Contigo", pelos dois trabalhos. Ainda, na Rede Globo, trabalhou com o diretor Luiz Fernando Carvalho na microssérie "Capitu", em elogiado trabalho de composição física para criar a velha prima Justina e na minissérie "Os Maias", como a ingênua Terezinha. No cinema está no filme "Até Que A Sorte Nos Separe 1" e "Até Que A Sorte Nos Separe 2", com o ator Leandro Hassum e, em "?Cilada.com?", de Bruno Mazzeo.

Coroa Imperial anuncia seu novo carnavalesco

quarta-feira, 27 de maio de 2020
Com o objetivo de fazer um carnaval diferente, a Coroa Imperial traz um novo profissional para compor a diretoria da agremiação em 2021. Matheus Brito, chega para assumir o posto de Carnavalesco da escola.

Matheus tem 25 anos, estréia como carnavalesco e também estréia no carnaval real, pois o mesmo já faz parte do carnaval virtual como enredista de algumas agremiações. "Estou muito feliz com o convite que me foi feito, além de tudo a nossa escolha do enredo foi uma das melhores escolhas que poderíamos fazer, falar de Umbanda é sempre um desafio, mas é um desafio bom. O que eu desejo é um desfile deslumbrante e rumo ao grupo de acesso da Intendente Magalhães", explica o jovem carnavalesco.

Em 2021, a Coroa Imperial desfila pelo Grupo de Avaliação da Intendente Magalhães.

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Liga das Escolas de Samba de Niterói escolhe seu novo presidente

quarta-feira, 22 de maio de 2020
A Liga das Escolas de Samba de Niterói (LESNIT) definiu o nome do seu novo presidente para o próximo triênio. William Neves, que também preside o GRES Paraíso da Bonfim, foi aclamado no último dia 8.

O processo eletivo estabelecido conforme cronograma de inscrição implementado pelo Conselho Deliberativo, foi divulgado no último dia 27 de abril, através das plataformas de comunicação da entidade, aplicativo de conversa Whatsapp, nos grupos onde se encontram membros da Liga e no site 'Na Cadência da Bateria'.

A inscrição foi realizada de forma eletrônica e apenas uma chapa apresentou documentação de solicitação à participação ao pleito, Dessa forma, conforme estatuto da entidade a Chapa inscrita pelo candidato à presidência executiva, o presidente do G.R.E.S. Paraiso da Bonfim, William Neves e para Vice-Presidente, o presidente da G.R.E.S. Império de Charitas, Alessandro Alves, foi aclamada.

Em nota, o Conselho Deliberativo da Lesnit informou: "Acreditamos que dentro das bases legais permitidas, possamos reconhecer a legitimidade dos candidatos e ainda dar ciência a todos os membros que todos os documentos solicitados foram entregues. Estamos estudando um novo modelo para realizarmos a nossa assembleia de forma virtual, nos próximos dias estaremos divulgando uma plataforma para que possamos simular algumas conversar objetivando organizar a possível reunião oficial, para, por exemplo, podermos redigir e dar legitimidade a uma ata. Desejamos a todos muita força, união e fé, cada um dentro das suas possibilidades e para os que podem deixamos o recado: FIQUE EM CASA, ESSE MOMENTO VAI PASSAR!"

Memória - Fundada em 20 de março de 2017 a LESNIT teve apoio de 22 das 29 agremiações que naquele momento desfilavam oficialmente no Carnaval de Niterói. Neste primeiro triênio a Liga foi presidida por Carlos Xororó, então presidente do GRES Combinado do Amor.
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Na Cadência da Bateria

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