CADÊNCIA DA BATERIA

O maior encontro de bandeiras de Niterói

NA CADÊNCIA DA BATERIA

Cobrindo os desfiles de Niterói desde a Revitalização

NA CONCEIÇÃO OU NO CAMINHO NIEMEYER

Carnaval de Niterói é na Cadência

CARNAVAL DE NITERÓI

A Cadência valoriza nossas agremiações

NA CADÊNCIA DA BATERIA

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O maior acervo do Carnaval de Niterói

CADÊNCIA DA BATERIA

Carnaval de Niterói. Ontem e hoje!

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quarta-feira, 8 de julho de 2020

Sossego divulga sinopse para o Carnaval 2021

quarta-feira, 8 de julho de 2020
O Acadêmicos do Sossego divulgou a sinopse do enredo para o Carnaval 2021, "Visões Xamânicas", será desenvolvido pelo carnavalesco André Rodrigues.

Acadêmicos do Sossego - Carnaval 2021
Enredo: VISÕES XAMÂNICAS

JUSTIFICATIVA 

A Acadêmicos do Sossego apresenta para o Carnaval 2021 o enredo “Visões Xamânicas”. Uma saga épica imaginada entre o presente e o futuro.

A humanidade se encontra exatamente onde grandes profecias xamânicas disseram que chegaríamos: no colapso do planeta provocado por um sistema de ambição e consumo. A falta de percepção da relação entre nossas escolhas éticas e a ação do tempo sobre nossas vidas como coletividade nos trouxe a dilemas pelos quais a natureza nos obrigou a enxergar o tempo como dele deve ser.

Durante todo o processo de evolução, buscamos incontrolavelmente dominar e controlar o tempo, otimizando a produção para alimentar insaciável apetite por uma noção vazia de progresso. Mas quem diz quando o tempo termina? Quem diz que produzimos muito em pouco tempo quando não temos esta dimensão de início, meio e fim? Os avanços construídos sobre conquistas territoriais ambiciosas baseadas em mortes de humanos de culturas diferentes conduziu a história global. E foi precisamente essa a visão dos Pajés.

Progredir sem se preocupar com nosso papel em cadeia dentro de um organismo vivo e complexo que é a Terra e com os diferentes seres que habitam o planeta é um ato de egoísmo contra as demais peças do sistema do qual fazemos parte. Fomos impelidos a parar os ponteiros deste organismo. Nós somos a grande doença e, conscientes como a natureza nos permitiu ser (no seu próprio ritmo de tempo), devemos nos transformar na cura.

Ao produzir mais uma vez cultura voltada à preservação dos povos tradicionais e dar voz às suas histórias baseadas em teias de saberes ancestrais de valores atemporais, surgirá um novo carnaval na Acadêmicos do Sossego. Consciente do seu papel cultural e social, a escola do Largo da Batalha fará a cidade cantar melodias de esperança e consciência para seu povo.

A narrativa é livremente inspirada em relatos de David Kopenawa, o grande xamã Yanomami, nos quais relata suas visões sobre passado, presente e futuro da Terra.

Construímos a heroíca jornada de um pajé que, em um grande alinhamento espiritual com os xamãs do mundo inteiro, fará uma pajelança para trazer aos olhos do mundo a cura desta Terra em que vivemos. Por fim, como na canção imortal de Caetano Veloso, “aquilo que se revelará aos povos surpreenderá a todos, não por ser exótico, mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto quando terá sido o óbvio”: preservar a natureza, respeitar a sabedoria ancestral e aprender as lições sagradas de povos tradicionais nos conduzirá à construção de um futuro saudável para nossa Terra adoecida.

Um novo dia virá. “Virá que eu vi!”

Autores do Enredo: André Rodrigues e Willian Tadeu

Este enredo é também uma homenagem aos amigos pesquisadores João Gustavo Melo e Diego Araújo que defendem e divulgam para os que  querem ouvir sobre a importância das narrativas dos bumbás de Parintins que ano
após ano transformam um pequeno ponto da amazônia em porta-voz para o mundo conhecer as histórias dos povos tradicionais nativos do Brasil com recorrentes mensagens de preservação da vida indigena e da natureza desta terra que vivemos.

SINOPSE 

Em um clarão de terra entre a imensidão de copas de árvores que cobrem a mata, fumaças se contorcem feito o corpo do pajé. Ecoam os sons da noite que se repetem como cânticos e, entre os cheiros de infusões de ervas, o grande curandeiro viaja a outros planos da consciência atendendo o chamado dos Xapiris, ancestrais que trazem aos seus olhos as sagradas visões xamânicas.

É tempo de sonhar viajando por planos cósmicos para encontrar suas raízes. As folhas, as madeiras, a terra, o som da água, tudo é difuso e surreal até deparar-se com a revelação da terra corroída, o fim dos tempos em pleno estado de acontecimento.

Quando Omana criou o primeiro mundo, este era extremamente frágil e foi soterrado com o próprio céu. Dos escombros desse desabamento fantástico, brotaram nas costas do primeiro céu as formas de vida do nosso mundo em uma Terra mais forte, rígida e duradoura. É sobre este cenário que construímos nossas vidas: lares e estradas, ocas e edifícios, tabas e cidades. E é esse novo mundo que estamos destruindo.

Os olhos cegos de ganância dos homens não-indígenas não conseguem enxergar as fragilidades do nosso planeta e seus habitantes. Seu tempo de sonho é o do consumo, que despreza a sabedoria ancestral e despreza o próprio tempo. O homem, em busca das lascas de antigas estrelas, vive comendo o chão procurando seu brilho. As vigas da eternidade se esburacam e a queda do céu pode acontecer a qualquer momento. A iminência da tragédia espalha o caos por um mundo que adoece, manchado de óleo, revestido de plástico, sufocado pela poluição, manchado pelo sangue dos povos tradicionais. A humanidade criou inventos extraordinários e imaginou futuros fantásticos, mas esqueceu de medir as consequências de suas ambições.

Os Xapiris revelaram que por muito tempo os grandes sábios que se comunicavam com o mundo ancestral puderam alertar a população mundial para nos salvar desse apocalipse que vivemos levando a mensagem de salvação. Passar adiante suas lições para a sobrevivência do planeta foi a grande missão dos pajés. Agora, em sua jornada épica pelo mundo dos sonhos, nosso Xamã evoca um grande alinhamento espiritual entre xamãs de todo mundo. Unam-se os sacerdotes de cura da África e os peles-vermelhas com olhos de águia! Juntem-se os filhos da grande serpente arco-íris e os homens do gelo que ecoam a ancestralidade nas peles brancas feito nuvem! Venham os caboclos de fala direta! Que se faça a grande pajelança universal para que o céu não desabe sobre nossas cabeças! Renasçam como os guerreiros dourados! A floresta brada o grito de salvação para esta gente que não ouve o saber ancestral.

E então, “quilo que se revelará aos povos surpreenderá a todos, não por ser exótico, mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto quando terá sido o óbvio” A cura vem da floresta, a dor do mundo cessará quando ouvirem o que eles têm a dizer. A cultura de destruição será suplantada pela harmonia com a natureza e todas as formas de vida. Aos povos tradicionais, seu território. À tecnologia, a energia renovável. O homem devorador de terra renascerá como o grande semeador.

É assim, ouvindo os Xapiris pela fala do pajé, que abraçamos o sonho do amanhã. Não com o delírio utópico de um novo planeta, mas curando este que é o único que temos. De nosso Largo, vamos à batalha! Arcos e flechas, penas e cocares, corpos e almas se levantam pela preservação da natureza e das culturas de milhares de etnias indígenas do Brasil.

Se o silêncio é o próprio apocalipse, devemos entoar cantos de esperança. O respeito à sabedoria é a salvação. Não esperaremos o extermínio da última nação indígena. Na apoteose do êxtase xamânico, “m índio descerá de uma estrela colorida e brilhante” Cada um de nós será índio, pois é índio um pedaço de nós. Somos filhos de uma mesma dor e dos mesmos cantos de amor.

Quem contará as histórias de um mundo que se auto-destrói quando ele não existir
mais?

Um novo dia virá. “irá que eu vi!”

Autores do Enredo: André Rodrigues e Willian Tadeu

Império Serrano define calendário da disputa de samba

quarta-feira, 8 de julho de 2020
A Diretoria do Império Serrano definiu o calendário oficial até a escolha do nossa samba-enredo para o Carnaval 2021, buscando aliar os cuidados e precauções com a atual situação causada pela pandemia à importância de contar com a participação de toda a comunidade no processo de escolha do hino para o próximo Carnaval.

A sinopse será divulgada no dia 07 de setembro, com os sambas sendo apresentados em 24 de outubro e a grande final no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, data de extrema importância, principalmente pelo fato do Complexo da Serrinha se tratar de um território de valores e tradições negras.

A modificação do calendário de disputa de samba-enredo tem a finalidade de promover a participação da comunidade. Postergando a data, a escola terá condições de fazer uma avaliação com mais propriedade e segurança num cenário futuro e, caso o quadro causado pela pandemia se mostre ainda inapropriado, a disputa de samba-enredo do Império Serrano poderá ocorrer de forma virtual.

Vigário Geral divulga sinopse do enredo 2021

quarta-feira, 8 de julho de 2020
A escola levará para a Marquês de Sapucaí o enredo PEQUENA ÁFRICA. DA ESCRAVIDÃO AO PERTENCIMENTO, CAMADAS DE MEMÓRIAS ENTRE O MAR E O MORRO, desenvolvido pelos carnavalescos Alexandre Costa, Lino Sales, Marcus do Val.

SINOPSE
"PEQUENA ÁFRICA - DA ESCRAVIDÃO AO PERTENCIMENTO – CAMADAS DE MEMÓRIAS ENTRE O MAR E O MORRO

“O Rio de Janeiro, como a exemplo da maioria das grandes metrópoles, desenvolveu-se a partir do porto. Porta de entrada da cidade, a Zona Portuária desempenhou um papel importante na história da construção da identidade do povo carioca sendo ponto de encontro de diferentes culturas. O porto do Rio de Janeiro localizava-se no Largo do Paço, atual Praça XV, e era por lá que saiam as riquezas das minas e entravam os produtos da metrópole e a carga humana vinda da África. Esse passa a ser o ponto de partida de nossa viagem à Pequena África” *.
Desde que o porto do Rio de Janeiro se tornou o principal porto do país, o tráfico negreiro aumentou consideravelmente e o desembarque dos negros escravizados no principal centro comercial e político do país passou a incomodar as autoridades e os habitantes. Por questões sanitárias e para que a população não visse as péssimas condições nas quais os negros chegavam ao Brasil e além, de claro, da imagem do comércio de escravizados não contribuir na construção da imagem de “cidade europeia” que se pretendia construir, D. Luiz de Almeida Soares Alarcão, o Marquês do Lavradio, ordenou a mudança do desembarque dos negros escravizados para uma região mais afastada e de difícil acesso, o cais do Valongo, localizado na Rua do Valongo, atual Rua Camerino. A concentração das atividades ligadas ao tráfico negreiro na área do Valongo tornaria a região o maior complexo escravagista das Américas.
Essa transferência do local de desembarque dos escravizados foi acompanhada por outras mudanças. Além da construção do Cais do Valongo, um verdadeiro complexo de escravos foi montado na área, como um lazareto (para onde iam os negros enfermos), o Cemitério dos Pretos Novos (destinava-se ao sepultamento dos pretos novos, isto é, dos escravos que morriam após a entrada dos navios na Baia de Guanabara ou imediatamente após o desembarque, antes de serem vendidos) e os armazéns de venda e engorda dos negros escravizados.
O desembarque de negros escravizados no Cais do Valongo durou até 1831, quando o comércio negreiro passou a ser ilegal. Com isso o desembarque de escravizados passou a ser feito de maneira clandestina em praias isoladas. O fim do comércio negreiro na área do Valongo e o aumento da produção de café no Vale do Paraíba fluminense transformaram os antigos trapiches de africanos do Valongo em trapiches de café.
A triste memória do Cais do Valongo seria apagada em 1843 com a transformação do antigo cais de desembarque de africanos no Cais da Imperatriz, preparado para receber a futura esposa do Imperador D. Pedro II, a princesa das Duas Sicílias, Tereza Cristina Maria de Bourbon.
Com a proibição definitiva do tráfico humano em 1850, a Zona Portuária passa a ter uma grande oferta de mão de trabalho, atraindo pessoas de várias regiões. Vários negros libertos vieram da Bahia em busca desse trabalho e se instalaram na Pedra do Sal e nas imediações do Morro da Conceição, iniciando o que seria conhecido mais tarde como Diáspora Baiana.
A grande concentração de negros na Zona Portuária garantiu a ascensão da Cultura africana, por meio dos Centros de Candomblé, como o terreiro do pai-de-santo João Alabá de Omulu e das casas das tias baianas Ciata, Bebiana e Perciliana que serviam de ponto de encontro para os moradores da região.
Mesmo liberto, o negro só conseguiu construir seu espaço na sociedade através de seu próprio e incansável esforço e foi na construção desse espaço que eles a alteraram a vida na cidade, tornando o Rio um importante polo de produção e inovação cultural.
No final do século XIX, a região da Pedra do Sal ficou conhecida como local de chegada, recepção e ajuda de migrantes, em sua maioria negros. Essa concentração da população negra nas imediações do porto com seus trabalhadores, vendedores de rua, músicos, capoeiras e terreiros de candomblé, levaria Heitor dos Prazeres, anos mais tarde, a batizar a área de Pequena África.
Os negros que ali passaram a habitar começaram sua vida nesse novo local formando agremiações ou participando de atividades coletivas de trabalho, culto ou lazer, criando um importante polo de irradiação e de recriação de culturas africanas nas proximidades da Praça XI. E foi assim que, no começo da República, surgiram os primeiros ranchos carnavalescos na cidade. A Praça XI foi considerada capital da Pequena África até 1941, quando as obras na Avenida Presidente Vargas se iniciaram. Esse desmembramento do polo de cultura africana levou Pixinguinha, Donga e João da Baiana para a Pedra do Sal.
As Casas das Tias Baianas eram locais onde os trabalhadores portuários descansavam, faziam refeições e participavam de rodas de samba. Foram nesses locais que se formaram associações políticas e culturais, como o Afoxé Filhos de Gandhi do Rio de Janeiro em 1951.
A região portuária também é berço da Sociedade de Resistência dos Trabalhadores de Trapiche e Café, considerada a primeira organização sindical livre de trabalhadores do Brasil, que é a origem do atual Sindicato dos Estivadores. Pode-se dizer que uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro, o GRES Império Serrano, nasceu na região da Pequena África, pois a maioria de seus fundadores era do Sindicato dos Estivadores.
Após essa História, é inegável o reconhecimento da importância histórica e cultural de toda a região conhecida como Pequena África, desde a região do porto à Cidade Nova, porém, a memória dessa História foi diversas vezes soterrada e despejada em nome da modernidade.
O Cais do Valongo e a memória de negros escravizados desembarcarcados em condições subumanas foram apagados com a construção do Cais da Imperatriz, que por sua vez foi soterrado no início da Republica, junto com a memória do Império naquele local, pelas obras de Pereira Passos na construção do Novo Porto. Por fim, em 2011, o então Prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes coordenou todo um projeto de revitalização da cidade por ocasião dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo. Revitalização essa que trouxe à tona as camadas da História da chegada dos africanos. Em 2017 o Cais do Valongo recebeu o título de Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO, por ser o único vestígio material da chegada dos africanos escravizados nas Américas.
A Pedra do sal, batizada inicialmente como Pedra da Prainha, que era apenas uma barreira natural que separava o Centro do subúrbio, foi moradia dos negros que trabalham no desembarque de novos escravizados. E com o fim da escravidão marcou-se como moradia de trabalhadores da estiva e de moradores despejados da Praça XI, após o início das obras de expansão da Avenida Presidente Vargas e juntos, esses moradores recriaram Instituições que não puderam ser trazidas pelos seus antepassados nos navios negreiros, como o culto a seus Orixás. E entre seus atabaques e danças deram uma marca cultural não só a cidade do Rio de Janeiro, mas a todo o país: o Samba. Por todo esse histórico, a Pedra do Sal, localizada na base do Morro da Conceição, pela sua importância na cultura afro-carioca, em 1984, foi tombada pelo Instituto Estadual de Patrimônio Cultural. O local possui muitas medidas governamentais de proteção de seu território, mas que não têm sido suficientes para garantir sua preservação. Mesmo com a indicação do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) para incluir a Pedra do Sal como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Povo Carioca em 2018, o local sofre com o abandono administrativo da atual prefeitura carioca. Desde a falta de simples bancos até má conservação das estruturas. Esse abandono e falta de apoio a esse símbolo da reestruturação e resistência da cultura afro-brasileira no período pós-abolição resultou na sua interdição pela própria Prefeitura no final de 2019.
No Carnaval de 2021 o G.R.E.S. Acadêmicos de Vigário Geral vem exaltar e dar o mérito a região da Pequena África e toda sua população, reconhecer seu valor geográfico, urbano e artístico, enaltecendo suas raízes e seu pertencimento histórico-cultural, agradecendo por terem feito e por fazerem parte da nossa história.
* Texto retirado do Documentário “Pequena África – Sobrevivência, Resistência e Identidade”.

Carnavalescos:
Alexandre Costa Pereira
Lino Sales
Marcus do Val

Fontes de Pesquisa:
Silex Digital: Documentário “Pequena África – Sobrevivência, Resistência e Identidade”;
Coleção Terras de Quilombo: Comunidade Quilombola Pedra do Sal;
Monografia “Camadas de Memória Entre o Mar e o Morro: Da Pequena África ao Porto Maravilha” de Júlia Vilhena Rodrigues.

Tradição renova com coreógrafo da comissão de frente para 2021

quarta-feira, 8 de julho de 2020
A Tradição acaba de anunciar a renovação do coreógrafo Akia de Almeida, que comandará a comissão de frente no desfile da Marquês de Sapucaí no Carnaval de 2021. Com ampla experiência no samba, Akia ficou satisfeito por continuar seu trabalho na azul e branco de Campinho, acrescentando que trabalhará para levar uma super produção no próximo desfile.

Coreógrafo Akia de Almeida permanece na Tradição para mais um carnaval (foto divulgação)

"Fico feliz com o convite da presidente Raphaela Nascimento em continuar à frente do trabalho coreográfico e artístico da comissão de frente da Tradição para o próximo Carnaval. Acredito que o resultado dos meus trabalhos no Carnaval 2020 foi muito bom e produtivo, pois além da direção da Tradição poder acompanhar de perto como eu e minha equipe desenvolvemos o trabalho, o mesmo contribuiu para que a escola pudesse chegar ao título. Aceitei de pronto e já estamos trabalhando para levar para a Avenida uma super apresentação de acordo com a grandeza do espetáculo e da agremiação", salientou o coreógrafo.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Live do Carnaval de Niterói. Bela inciativa, mas com pouca valorização das nossas Escolas


segunda-feira, 6 de julho de 2020
Aguardada com grande expectativa pelos sambistas niteroienses, a 1ª Live Solidária do Carnaval de Niterói, realizada em um bar do Centro de Niterói, e transmitida pela internet, no último domingo, 5 de julho, mostrou um bom nível técnico, com imagens de qualidade e boa estrutura. 

De forma geral as agremiações fizeram boas apresentações. Destaque também para a bateria que acompanhou os intérpretes, formada por mestres das escolas de Niterói, entre eles Felipe Bruno (da Sabiá), Vini Lemos (do Paraíso da Bonfim), Ruan Pontes (do Experimenta da Ilha), Glauco Vieira (ex-mestre de bateria da Sabiá), Renan Farias (diretor da Sabiá) e Alessandro Lobato, o Pará, ritmista do Acadêmicos do Cubango.

Participaram da 'live', 18 das 31 agremiações que participam dos desfile oficiais da Rua da Conceição, nove escolas do Grupo A, a elite do carnaval niteroiense, sete do Grupo B, e a campeã e vice do Grupo C. 

Cada agremiação teve a oportunidade de cantar dois sambas, mas infelizmente nem todas apresentaram composições próprias, optando por também cantarem sambas de co-irmãs do Rio de Janeiro. Louvável a opção de algumas escolas em cantar apenas sambas próprios, como foi o caso do Bafo do Tigre, Bem Amado, Combinado do Amor, Banda Batistão, Sabiá, Alegria da Zona Norte, Mocidade Independente de Icaraí, Experimenta da Ilha, Unidos da Região Oceânica, Folia do Viradouro, unica escola que cantou 3 sambas (um do Rio), e a campeã de 2020, Magnólia Brasil. Nada contra as escolas que optaram por cantarem sambas do Rio, todos muito bons, mas perderam ótima oportunidade de valorizarem suas alas de compositores e mostrarem a riqueza musical do carnaval de Niterói.

Apesar da boa estrutura da transmissão, a 'live' deixou a impressão de que faltou um pouco mais de capricho na produção. Ficou claro que o apresentador, o experiente Vanderlei Borges, locutor oficial da Marquês de Sapucaí, não tinha conhecimento sobre as escolas que desfilam na Rua da Conceição, e pouco interagiu, se limitando a convidar o cantor e falar o nome da escola. Faltou dados sobre as escolas, mesmo que brevemente, poderia ter abordado a história de cada uma, informado seus bairros de origem, suas comunidades, que grupo desfilaram, classificação conquistada, enfim, faltou um pouco de pesquisa sobre aquelas que constroem a história do nosso carnaval, uma história tão rica, mas que não foi contada na 'live'.

Dessa forma, internautas de outras cidades, que não acompanham o carnaval de Niterói, poderiam ter conhecido um pouco da tradição das nossas escolas, evitando comentários como o que foi publicado durante a 'live', "que só tinha escola pequena". 

A produção do evento poderia, por exemplo, ter editado pequenos vídeos de apresentação de cada escola, recurso utilizado em outras 'lives' do gênero. Apenas a Campeã Magnólia Brasil, e a Folia do Viradouro produziram esses 'vídeos de apresentação, mas com som muito baixo que prejudicou o entendimento do conteúdo.

Tanto os vídeos, quanto às informações das fichas técnicas das escolas, antes das suas apresentações, faria com que aquele internauta das "escolas pequenas", e outros que ainda assistirão a 'live', que certamente ficará disponível no youtube, percebam que ali estavam, por exemplo, a Combinado do Amor, uma das mais antigas escolas de samba do Brasil, que inclusive já desfilou no Rio, entre as grandes agremiações de lá, a Sabiá, primeira campeã de Niterói, e uma das grandes vencedoras dos desfiles locais, a Souza Soares, tradicionalíssima agremiação de hinos antológicos, a Mocidade Independente de Icaraí, tetracampeã depois da volta dos desfiles, a Folia do Viradouro, Unidos da Região Oceânica e Magnólia Brasil, que ano a ano se consolidam como grandes agremiações da cidade. Enfim, os sambistas niteroienses perderam uma grande chance de mostrarem sua história e tradição.

De toda forma foi uma bela, e necessária, iniciativa dos sambistas niteroienses que lutam pela afirmação dos desfiles da cidade. Que venham outras, e que o Carnaval de Niterói e as Escolas de Samba que aqui desfilam, possam receber a devida valorização e reconhecimento.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Xande de Pilares grava samba da Vigário Geral ao lado de Tem-Tem Jr.

sexta-feira, 3 de julho de 2020
Para o próximo carnaval, o samba-enredo oficial da Vigário Geral contará com uma participação mais do que especial. Xande de Pilares dará voz a obra, ao lado do intérprete Tem-Tem Jr. A escola realizou a gravação do hino que embalará o enredo "Pequena África: da Escravidão ao Pertencimento - Camadas de Memórias entre o Mar e o Morro".

Xande é muito ligado às escolas de samba e já participou de diversas gravações e disputas de samba, onde é compositor. Na avenida já fez parte do carro de som do Salgueiro e com toda sua experiência exaltou a obra da escola para o próximo desfile. "Um sambão digno de prêmios e muitos elogios. Fico muito feliz pelo convite do Intérprete Tem-tem Jr., um garoto que eu tanto admiro e sem dúvidas é um talento incrível para o nosso carnaval, quando o convite veio dele eu aceitei na hora, e digo mais vou desfilar ao lado dele na Sapucaí no desfile da Vigário Geral", revelou o cantor.

Emocionado com o momento, convite do intérprete Tem-tem Jr. foi por ter Xande como uma de suas maiores referências."Um artista completo, humilde e que sempre me tratou com maior carinho. Agradeço a ele e a minha escola por me permitir viver esse momento tão importante em minha vida, Vigário vem com um sambão pra eternizar os corações dos sambistas", revelou a voz oficial da escola.

O hino que vai embalar a escola no próximo ano será composto por Junior Fionda, Luiz Carlos d’Avenida, Luiz Pião, Fagundinho, Robert Farrow, Gigi da Estiva, Domenil, Romeu, Fadico, Silvana, Felipe Revelação, Rodrigo Shumack, Marcelinho e Carlinhos Ousadia.

terça-feira, 30 de junho de 2020

Rocinha renova com Mestre de Bateria e anuncia Diretor de Harmonia

terça-feira, 30 de junho de 2020
Dando continuidade aos preparativos para o carnaval de 2021, o Acadêmicos da Rocinha renova com o Mestre Junior na condução da bateria e apresenta Rafael Martins como Diretor de Harmonia.

Augusto de Santana Rodrigues Junior, o Mestre Junior, iniciou na Rocinha em 2009 como diretor de bateria do Mestre Maurão, assumiu o posto de Mestre em 2015 onde está até hoje. "Hoje a bateria é uma família depois de uma década de trabalho e graças a Deus temos o respeito do mundo do samba e somos referência pra muita gente", diz Junior.

Mestre Junior vai para o seu sétimo carnaval à frente da bateria do Rocinha. (foto divulgação)

Harmonia - Rafael Martins é cria da Rocinha, foi Compositor da escola, ingressou no Departamento de Harmonia, também passou por outras agremiações como Inocentes de Belfort Roxo e Unidos da Tijuca, onde ainda permanece, além de integrar a Direção de Carnaval da Lierj desde 2016. "Agradeço a Presidência da escola pelo convite e confiança. Fico feliz de poder participar do trabalho de reconquista da nossa comunidade. Pelo esforço que esta sendo empregado, não tenho dúvidas que faremos um grande carnaval", afirma Rafael.

A Rocinha está trabalhando na construção do enredo e em breve termina de anunciar todo o seu quadro para o próximo Carnaval

O DESFILES DAS ESCOLAS DE SAMBA DE NITERÓI

CONFIRA COMO FORAM OS DESFILES ANO a ANO:

1976 I 1977 1978 I 1979 1980 I 1981 I 1982 I 1983 I 1984 1985
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segunda-feira, 29 de junho de 2020

Os desfiles das escolas de samba de Niterói de 1968

Ordem de desfile dos blocos 24/02 Sábado 

Flor da Sociedade 20 horas
Chavantes do Paraíso 20: 20
Bafo do Bode 20:40
Cândido Bastos 21: 00
Mem de Sá 21:20
Bugres do Cubango 21: 40
Marquês do paraná 22:00
Mocidade de São Domingos 22:20
Cacique Das Palmeiras 22:40
Cacique da Viradouro 23:00
Boêmios da Madama 23:20
Ritmistas do Cravinho 23:40
Canarinhos da Engenhoca 00:00
Bafo do Tigre 00:20
Vermelho e Branco 00:40

Escolas de samba 1º grupo 25/02 Domingo 
Império do Estado 21:00
Unidos do Viradouro 22: 00
Acadêmicos do Cubango 23:00
Acadêmicos da Carioca 00:00
Corações Unidos 01:00

Obs: A escola de samba Combinado do Amor não desfilou oficialmente, alegando problemas financeiros. Fez uma apresentação pública no final do desfile.    

Escolas de Samba 2° grupo 26/02 Segunda Feira 
Manda Brasa 20:00
Souza Soares 20:40 
Acadêmicos do Beltrão 21:20
Flor da Mocidade 21:50
Operários do Morro do Estado 22: 40
Poço do Anil 23:20
Santo Inácio 00:00

Curiosidades do carnaval niteroiense de 1968.
As autoridades da época proibiram de desfilar na Amaral Peixoto por medidas de segurança os blocos de embalo dos travestis e dos radicais.   

Engenho da Rainha entrega sinopse do enredo 2021 no dia do seu aniversário

Segunda-feira, 29 de junho de 2020
A presidência e a diretoria do Acadêmicos do Engenho da Rainha decidiram entregar a sinopse do enredo 2021 "Punga, Crioula!" no dia do aniversário da escola, 01 de Julho, quando comemora-se os 71 anos de sua fundação. 

A entrega será na quadra da Rua Mário Ferreira, 257, no Engenho da Rainha. O horário de entrega será das 15 horas até as 22 horas para que todos os interessados possam buscar com tranquilidade, obedecendo as normas da OMS, devido à pandemia do Covid-19 de evitar aglomeração. “Nosso plano era fazer uma festa digna como merece nosso pavilhão e nossa comunidade, quadra cheia e todos comemorando mas devido à pandemia iremos respeitar as normas e principalmente todos os cidadãos. Iremos fazer a entrega porque muitos ainda não possuem acesso à internet então resolvemos nos tornar acessíveis mas com todos os cuidados possíveis”, diz Paulo Henrique, o presidente. 

O GRES Acadêmicos do Engenho da Rainha está filiado à LIESB no Grupo Especial da Intendente.

Yago Silva formará par com Anderson Morango como segundo casal de Mestre-sala e Porta-bandeira do Sossego

segunda-feira, 29 de junho de 2020
O Acadêmicos do Sossego anunciou seu novo segundo casal de Mestre-sala e Porta-bandeira para o próximo carnaval. Yago Silva retorna à agremiação do Largo da Batalha para dançar com Anderson Morango, que irá ao seu terceiro ano na escola.

Yago retorna à agremiação para dançar com Morango, que irá ao seu terceiro ano na Sossego (foto divulgação)

Yago começou como Mestre-sala no carnaval de Niterói e passou pelas escolas Sabiá, Bafo do Tigre e Alegria da Zona Norte, onde está até hoje. "O convite veio através da minha Porta-bandeira e fiquei muito feliz e lisonjeado em poder dançar com ela e retornar a escola", revelou Yago.

Anderson Morango já passou por diversas escolas na Intendente Magalhães e fez sua estreia como Porta-bandeira no Embalo do Engenho Novo. Na agremiação dançou como 3º em 2019 e neste último carnaval foi promovido a 2ª. Para ele, essa continuidade é sinônimo de respeito e amor.

No próximo carnaval, o Acadêmicos do Sossego levará o enredo "Visões Xamânicas", desenvolvido pelo carnavalesco André Rodrigues.

domingo, 28 de junho de 2020

MEMÓRIA - Os desfiles das escolas de Samba de Niterói (1966 a 1975)



CONFIRA COMO FORAM OS DESFILES ANO A ANO:

1966 I 1967 1968 I 1969 1970 I 1971 I 1972 I 1973 I 1974 1975
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Os 60 anos do Zumbi salgueirense e o negacionismo da Fundação Palmares

domingo, 28 de junho de 2020
Nos 60 anos do revolucionário desfile do Acadêmicos do Sagueiro, o colunista da Cadência da Bateria, Professor Mariano, analisa o retrocesso imposto pela atual gestão da Fundação Palmares que tenta retirar dos negros, sua participação como agente fomentador, transformador e constitutivo da história do Brasil. Confira o artigo do Professor:

Sessenta anos do Zumbi dos Palmares Salgueirense
e o negacionismo que toma conta da Fundação Palmares
por Professor Mariano

Neste ano completa-se 60 anos que o Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro descia o morro para desfilar na Avenida Rio Branco com o revolucionário enredo “Quilombo dos Palmares”. No dia 28 de fevereiro de 1960, ao assinar o enredo que narrava a saga do povo preto na luta contra a perversa escravidão, Fernando Pamplona e toda a comunidade salgueirense, dava também uma carta de alforria para o negro sambista falar da sua própria história e do seu povo. Pela primeira vez, o negro seria o protagonista de um enredo de uma escola de samba. 

(foto: Revista Manchete - Edição Especial, março de 1960)

O Salgueiro contou de forma poética a épica história de resistência de Zumbi ou Zambi - grande líder do movimento de escravos que se recusou a aceitar a escravidão como condição de existência durante o Brasil colônia.

Ao falar dos quilombos como uma sociedade alternativa criada por escravos, os salgueirenses revolucionavam a narrativa do enredo de uma escola de samba que, até aquele momento, olhava para a história do Brasil valorizando mais os fatos gloriosos e vultos, ligados à realização e conquista dos homens da sociedade abastada, geralmente, brancos.

Fernando Pamplona valoriza, na sua inovadora narrativa, a história dos “de baixos”, e mais do que isso, diz para o componente do Salgueiro, na sua maioria negro descendente de escravo, que ele e seu povo têm uma linda história pela luta da liberdade. E que essa história não pertence somente aos negros, mas a todo o povo brasileiro, principalmente, à própria escola de samba. O que o carnavalesco fez serve de legado para as gerações futuras na luta por uma sociedade mais justa e uma história mais plural e ampla.

Sessenta anos depois do sucesso e consagração do enredo “Quilombo dos Palmares” do Salgueiro, que deu seu primeiro campeonato entre as grandes escolas do Carnaval carioca - junto a Portela, Mangueira, Império Serrano e Unidos da Capela, infelizmente a realidade do povo negro e pobre, de uma maneira geral, no Brasil pouco mudou em relação ao principal tema do enredo: a liberdade. As desigualdades sociais e econômicas no nosso país só se agravaram. O pobre continua preso na miséria da favela como nos tempos da luta contra o cativeiro social da escravidão.

E para agravar esse quadro de desalento para nós, negros e pobres do Brasil, temos na presidência da Fundação Palmares, instituição criada justamente para preservar a memória da luta do povo negro, narrada no antológico enredo do Salgueiro, Sérgio Camargo - um negro racista, nomeado pelo reacionário governo de Jair Bolsonaro. Camargo vem fazendo uma gestão que pode ser definida como um negacionismo tosco, que nega a participação do negro como sujeito da sua própria saga. Na sua incoerente gestão, Camargo vem tentando retirar do passado do negro, sua participação como agente fomentador, transformador e constitutivo da história do Brasil. Relega ao negro o papel de coadjuvante do seu próprio passado, como se via na ultrapassada historiografia positivista do século XIX. Ou seja, um retrocesso. Camargo constrói esse colossal recuo e ofende a memória dos quilombolas e seus líderes.

No exato momento em que celebramos os 60 anos da Revolução Salgueirense, quando a escola de samba passou a falar do seu próprio povo com orgulho e lirismo, nos deparamos com essa situação constrangedora: termos na presidência de uma fundação cultural negra, um negro que nega o protagonismo dos seus irmãos negros do passado na luta para acabar coma a maior chaga social da nossa história: a escravidão.

Eu, como intelectual negro, que na minha participação como escritor de enredos para o Carnaval da cidade de Niterói, sempre me preocupei em invocar e preservar a memória dos nossos ancestrais. Sinto-me muito incomodado com a presença desse cidadão à frente da Fundação Palmares. E, mais do que isso, me consterna também o silêncio que perdura no movimento negro e, especificamente, nas escolas de samba, em relação à presença e postura desse senhor na condução da agenda e pautas para as causas negras. Já passou da hora da comunidade e instituições de defesa do negro e da sua história, saírem da retaguarda e se posicionarem criticamente contra o desserviço de Sérgio Carmago à frente da Fundação Palmares à causa negra.

Zumbi dos Palmares, Luiz Gama, Luíza Mahin, Fernando Pamplona e tantos outros defensores da causa negra e de combate ao racismo estrutural brasileiro, clamam para que nós nos posicionemos criticamente contra a permanência de Sérgio Camargo na nossa Fundação Palmares.
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PROFESSOR MARIANO

Historiador e pesquisador do carnaval, um dos fundadores do projeto Cadência da Bateria. 



Em suas colunas aborda o carnaval considerando os aspectos políticos e sociais e a importância dos desfiles para a construção da memória da cultura popular.

MEMÓRIA - Os desfiles das escolas de Samba de Niterói (1956 a 1965)



CONFIRA COMO FORAM OS DESFILES ANO ANO:

1956 I 1957 1958 I 1959 1960 I 1961 I 1962 I 1963 I 1964 1965
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quarta-feira, 24 de junho de 2020

PRIMEIRA MÃO. Combinado do Amor apresenta enredo para 2021

quarta-feira, 24 de junho de 2020
A mais antiga escola de samba de Niterói, o Combinado do Amor, de volta ao grupo principal, após o vice-campeonato do Grupo B em 2020, divulgou nesta semana seu enredo para 2021.

Com desejo de conquistar o tão sonhado título do carnaval de Niterói, que aguarda desde 1961, a azul e branco do Caramujo aposta num enredo futurista que projeta a cidade como exemplo de administração e progresso nas mais diversas áreas. O Combinado do Amor leva para a passarela do samba em 2021 o enredo "Nitheroy: A cidade do futuro, espelho para o mundo", mergulhando através de um sonho de menino que desbrava a cidade de Niterói no ano de 2050.

Para a presidente da escola, Rosane Gracieti o enredo tem um aspecto social de relevância. "Esperamos desse enredo na avenida duas coisas exatamente. Que se acabe com divisões sociais e étnicas, e que a evolução de Niterói de 2020 a 2050 não seja apenas tecnológica, mas principalmente voltada  às questões humanas", explicou a presidente do Combinado à reportagem da Cadência.

Resumo da sinopse - "Nosso enredo tem a finalidade de contar a Niterói futurista no sentido de evolução como cidade, bem administrada modelo para se viver, onde a máquina e a tecnologia ajuda o homem no progresso da saúde, educação, esporte; isso sem destruir a natureza, fazendo da cidade sorriso espelho para o mundo. Falaremos de um futuro humanizado, alegre, feliz. Com inclusão entre os povos, igualdade social, uma cidade segura para se viver. Sejam bem vindos a capital do futuro, capital do mundo "combinando" a alegria estampada no rosto do sambista com o "amor" ao pavilhão azul e branco!  Vem nas asas da águia  voar junto no sonho da Combinado do Amor" (autor: Diogo Portella, carnavalesco).

Disputa de Samba - A presidente da agremiação adiantou à Cadência que este ano haverá disputa de samba na Combinado e a sinopse será entregue aos compositores na ocasião do concurso.

Sobre a participação da comunidade, Rosane Gracieti informou que é grande a expectativa para ver a escola novamente campeã. "Todos estão envolvidos com a escola, querem ver a escola, querem saber. Todos abraçaram a Combinado de novo", ressaltou a presidente.

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